430. Hubble da NASA Descobre Outra Lua ao Redor de Plutão
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Astrônomos usando o Telescópio Espacial Hubble descobriram uma quarta lua orbitando o planeta anão gelado Plutão. O minúsculo,
novo satélite – temporariamente designado P4 – foi descoberto em uma pesquisa do Hubble à procura de anéis ao redor do planeta
anão.
A nova lua é a menor descoberta ao redor de Plutão. Ela tem um diâmetro estimado de 8 a 21 milhas (13 a 34 quilômetros). Por
comparação, Caronte (Charon em inglês), a maior lua de Plutão, tem 648 milhas (1.043 quilômetros) de diâmetro, Nix e Hidra ,
estão na faixa de 20 a 70 milhas (32 a 113 quilômetros) de diâmetro.
“Acho extraordinário que as câmeras do Hubble tenham possibilitado que víssemos tal objeto diminuto tão claramente a uma
distância de 3 bilhões de milhas (5 bilhões de quilômetros)”, disse Mark Showalter do Instituto SETI em Mountain View, Califórnia,
que lidera este programa de observação com o Hubble.
A descoberta é um resultado do trabalho em andamento para apoiar a missão Novos Horizontes (sonda lançada em 2006) da NASA,
programada para voar através do sistema de Plutão em 2015. A missão está projetada para fornecer novos entendimentos sobre os
mundos no limite do nosso sistema solar. O mapeamento da superfície de Plutão pelo Hubble e a descoberta de seus satélites foram
inestimáveis ao planejamento para a aproximação da Novos Horizontes.
“Esta é uma descoberta fantástica”, disse o principal pesquisador da Novos Horizontes, Alan Stern do Instituto de Pesquisa do
Sudoeste em Boulder, Colorado. “Agora que sabemos que há outra lua no sistema de Plutão, podemos planejar observações próximas
dela durante nossa passagem.”
A nova lua está localizada entre as órbitas de Nix e Hidra, que o Hubble descobriu em 2005. Caronte foi descoberta em 1978 pelo
Observatório Naval dos Estados Unidos e resolvida pela primeira vez como um corpo separado de Plutão com o uso do Hubble em 1990.
Acredita-se que o inteiro sistema de luas do planeta anão formou-se através de uma colisão entre Plutão e um outro corpo de
dimensões planetárias cedo na história do sistema solar. O material expelido pelo choque aglutinou-se na família de satélites
observada ao redor de Plutão.
As rochas lunares trazidas para a Terra pelas missões Apolo levaram à teoria de que a nossa lua foi o resultado de uma colisão
similar entre a Terra e um corpo do tamanho de Marte 4,4 bilhões de anos atrás. Os cientistas acreditam que material ejetado
pelas luas de Plutão por impactos de micrometeoritos podem formar anéis ao redor do planeta anão, mas as fotografias do Hubble
não detectaram nada por enquanto.
“Esta surpreendente observação é um lembrete poderoso da capacidade do Hubble como um observatório astronômico de propósitos
gerais para fazer impressionantes descobertas involuntárias”, disse Jon Morse, diretor da Divisão de Astrofísica na sede da NASA
em Washington.
A P4 foi vista pela primeira vez em uma foto obtida com a Câmera 3 de Campo Ampliado do Hubble em 28 de junho. Ela foi confirmada
em fotos subseqüentes do Hubble obtidas em 3 e 18 de julho. A lua não foi vista em imagens anteriores do Hubble porque os tempos
de exposição foram menores. Há uma possibilidade que ela tenha aparecido como uma mancha muito indistinta em imagens de 2006, mas
foi ignorada porque estava obscurecida.
Fonte : NASA, 20/07/2011
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Duas imagens legendadas do sistema de Plutão obtidas pela Câmera 3 de Campo Ampliado do Telescópio Espacial Hubble,
instrumento que registra ultravioleta, com a recém descoberta quarta lua P4 em um círculo. A imagem da esquerda foi
obtida em 28 de junho de 2011, e a da direita em 3 de julho de 2011.
Crédito : NASA / ESA / M. Showalter (SETI institute)
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Ilustração das órbitas do sistema de satélites de Plutão com a recém descoberta lua P4 em destaque.
Crédito : NASA / ESA / A. Feild (STScI)
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