417. A Espaçonave Juno da NASA
Espaçonave Juno da NASA Parte Para Júpiter
|
A espaçonave Juno da NASA, alimentada por energia solar, ergueu-se da Base da Força Aérea em Cabo Canaveral às 9:25
da manhã PDT (12:25 da tarde EDT), sexta-feira, para começar sua jornada de cinco anos até Júpiter. (Nota 1)
O estudo detalhado pela Juno do maior planeta em nosso sistema solar ajudará a revelar a origem e evolução de Júpiter.
Como arquétipo dos planetas gasosos gigantes, Júpiter pode ajudar os cientistas a entender a origem do nosso sistema
solar e aprender mais sobre sistemas planetários ao redor de outras estrelas.
“Hoje, com o lançamento da espaçonave Juno, a NASA começou uma jornada para outra nova fronteira”, disse Charles Bolden,
Administrador da NASA. “O futuro da exploração inclui ciência de ponta como essa para ajudar-nos a entender melhor nosso
sistema solar e um sempre crescente conjunto de destinos desafiadores”.
Depois do lançamento da Juno a bordo de um foguete Atlas V, os controladores da missão aguardam agora telemetria da
espaçonave indicando que ela obteve a orientação correta, e que seus enormes painéis solares, os maiores de qualquer sonda
da NASA de espaço profundo, tenham se aberto e estejam gerando energia.
“Estamos a caminho, e as primeiras indicações mostram que estamos na trajetória planejada”, disse Jan Chodas, gerente do
projeto Juno no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia. “Saberemos mais sobre a situação da Juno
em um par de horas após seus rádios serem ligados e o sinal recebido pelas antenas da Rede de Espaço Profundo em Canberra”.
A Juno cobrirá a distância da Terra à Lua (cerca de 250.000 milhas ou 402.336 quilômetros) em menos de um dia. Levará outros
cinco anos e 1.740 milhões de milhas (2.800 milhões de quilômetros) para completar a jornada até Júpiter. A espaçonave
orbitará os pólos do planeta 33 vezes e usará sua coleção de oito instrumentos científicos para sondar debaixo da obscurecedora
cobertura de nuvens do gigante gasoso, para aprender mais sobre suas origens, estrutura, atmosfera e magnetosfera, e procurar
por um potencial núcleo planetário sólido.
Com quatro grandes luas e muitas luas menores, Júpiter forma seu próprio sistema solar em miniatura. Sua composição parece a
de uma estrela, e se ele tivesse sido cerca de 80 vezes mais massivo, o planeta ao invés poderia ter-se tornado uma estrela.
“Júpiter é a Pedra da Rosetta do nosso sistema solar”, disse Scott Boldon, principal investigador da Juno do Instituto de
Pesquisa do Sudoeste em San Antonio. “Ele é de longe o planeta mais velho, contém mais matéria do que todos os outros planetas,
asteróides e cometas combinados, e carrega profundamente em seu interior a história não somente do sistema solar, mas a nossa.
A Juno está indo lá como nossa emissária – para interpretar o que Júpiter tem a dizer”.
O nome da Juno provém da mitologia grega e romana. O deus Júpiter criou um véu de nuvens ao redor de si próprio para esconder
sua aparência, mas a deusa Juno foi capaz de enxergar através das nuvens e revelar a verdadeira natureza de Júpiter.
A Rede de Espaço Profundo da NASA ou DSN (Deep Espace Network), é um conjunto de antenas internacional que apóia missões de
espaçonaves interplanetárias e observações astronômicas com rádio e radar para a exploração do sistema solar e do Universo. O
conjunto também apóia missões selecionadas com órbita ao redor da Terra.
Fonte : NASA, 05/08/2011
Nota 1 : PDT = Pacific Daylight Time, EDT = Eastern Daylight Time
|
A missão Juno da NASA decola da Base da Força Aérea em Cabo Canaveral na Flórida.
Crédito : NASA / JPL-Caltech
|
Concepção artística da missão Juno e seu objetivo, Júpiter. A espaçonave Juno deverá alcançar Júpiter em 2016 para
estudar durante um ano o planeta gigante de uma órbita polar elíptica. A Juno mergulhará repetidamente entre o planeta
e seus intensos cinturões de radiação de partículas carregadas, chegando a apenas 5.000 quilômetros (cerca de 3.000
milhas) do topo da cobertura de nuvens quando de sua maior aproximação.
Crédito : NASA / JPL
|
NASA Lança a Sonda Juno Com Destino a Júpiter
|
A Nasa lança nesta sexta-feira a sonda de exploração espacial Juno em direção a Júpiter, a fim de tentar melhor compreender
como se formou este enorme planeta gasoso e, por extensão, "qual é a receita de fabricação dos planetas".
A sonda, alimentada por energia solar e avaliada em 1,1 bilhão de dólares, vai viver uma odisséia de cinco anos em direção
ao mais maciço dos planetas do sistema solar.
O observatório, que não terá tripulação, foi desenhado para ser lançado ao espaço a bordo do foguete Atlas 5. Uma hora depois
de decolar de Cabo Canaveral, na Flórida, Juno se encontrará "a cinco anos e 2,8 bilhões de quilômetros de Júpiter", indicou
a Nasa.
Assim que chegar a seu destino, em julho de 2016, a nave orbitará os pólos do gigantesco planeta, que supostamente foi o
primeiro a se formar em torno do Sol e cuja massa é duas vezes superior a de todos os planetas do Sistema Solar juntos.
O nome Juno representa aquela que, na mitologia romana, é ao mesmo tempo mulher e irmã de Júpiter.
"Quando o Sol se formou, recuperou a grande maioria de seus restos", resumiu Scott Bolton, principal cientista do programa
Juno e membro do Southwest Research Institute em San Antonio (Texas, sul).
"É por isso que é tão interessante para nós: se quisermos voltar no tempo e compreender de onde viemos e como os planetas
apareceram, o segredo está com Júpiter", destacou.
"Então, queremos conhecer a lista dos ingredientes. O que queremos fazer realmente é descobrir a receita de fabricação dos
planetas", resumiu.
Em 1989, a Nasa havia lançado a sonda 'Galileo', que entrou em órbita em torno de Júpiter em 1995 e se desintegrou mergulhando
no planeta em 2003. Outros engenhos espaciais da Nasa, como os Voyager 1 e 2, Ulysses e New Horizons também se aproximaram do
quinto planeta partindo do Sol.
Mas desta vez, "vamos chegar mais perto de Júpiter que nenhuma outra nave espacial", destacou Scott Bolton esta semana, em
entrevista à imprensa. "Estaremos apenas a 5.000 km sobre a crista das nuvens".
"E mergulharemos, também, sob os cinturões de radiações de Júpiter, o que é muito importante porque constituem a região mais
perigosa do sistema solar, exceto se quisermos ir reto, em direção ao próprio Sol", continuou.
A viagem para Júpiter não será feita em linha reta, explicou Jan Chodas, diretora do projeto Juno do Jet Propulsion Laboratory
da Nasa em Pasadena (Califórnia).
"Nós a lançaremos da Terra ainda em agosto e contornaremos a órbita de Marte, fazendo duas grandes manobras no espaço", enumerou.
“Em seguida, Juno voltará roçar a Terra, em outubro de 2013, antes de singrar em direção a Júpiter. Chegada prevista : julho de
2016.”
Juno vai utilizar uma série de instrumentos, entre eles alguns fornecidos por Itália, França e Bélgica como parte de uma parceria
com a Agência Espacial Européia, para estudar o funcionamento do planeta e sondar suas profundezas.
Duas experiências significativas consistirão em tentar avaliar a quantidade de água que o planeta contém e determinar se "possui
um núcleo de elementos pesados em seu centro, ou se é composto apenas de gás", explicou Scott Bolton.
Os cientistas procuram, também, saber mais sobre os campos magnéticos de Júpiter e sobre sua mancha vermelha, local de uma
tempestade que causa furor há mais de 300 anos.
Juno se inscreve numa série de missões de estudo do sistema solar, destacou Jim Green, diretor da divisão da Nasa dedicada ao
estudo dos planetas : a missão Grail deve ser lançada em direção à Lua em setembro, e o Mars Science Laboratory deverá partir
em novembro.
"Estas missões são concebidas para responder a algumas das questões mais complexas que envolvem a ciência dos planetas : tudo
o que diz respeito a nossas origens e à evolução do sistema solar", destacou.
Fonte : BOL Notícias, 05/08/2011
|
|