209. Pulseira Magnética Ataca Novamente !
Picaretagem Quântica
Fabricante admite que pulseira do equilíbrio é engodo e vai ressarcir lesados
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Esse é o texto publicado no site da ACCC. Notem que o "termo de ajuste" (destaque em vermelho) que
os fabricantes (vigaristas) foram obrigados a aceitar é bastante severo.
Power Balance admits no reasonable basis for wristband claims, consumers offered refunds
Misleading advertising claims about the alleged benefits of Power Balance wristbands and pendants have been
withdrawn by the manufacturer after Australian Competition and Consumer Commission intervention.
As a result consumers will be offered a refund if they feel they have been misled and Power Balance has
agreed not to supply any more products that are misleadingly labeled.
Power Balance Australia Pty Ltd claimed the wristbands improve balance, strength and flexibility and
worked positively with the body's natural energy field. It also marketed its products with the slogan
"Performance Technology". The ACCC raised concerns that these claims were likely to mislead consumers into
believing that Power Balance products have benefits that they do not have.
Suppliers of these types of products must ensure that they are not claiming supposed benefits when there is
no supportive scientific evidence," ACCC chairman Graeme Samuel said today.
"Consumers should be wary of other similar products on the market that make unsubstantiated claims, when they
may be no more beneficial than a rubber band," Mr Samuel said.
Power Balance has admitted that there is no credible scientific basis for the claims and therefore no reasonable
grounds for making representations about the benefits of the product. Power Balance has acknowledged that its
conduct may have contravened the misleading and deceptive conduct section of the Trade Practices Act 1974.
The Power Balance wristbands were widely promoted in the media by various sporting celebrities. The wristbands
were sold around Australia in sporting stores and also on the Power Balance website www.powerbalance.com.au.
"When a product is heavily promoted, sold at major sporting stores, and worn by celebrities, consumers tend to
give a certain legitimacy to the product and the representations being made," Mr Samuel said.
"Retailers that continue to sell the product with misleading representations on the packaging are warned that
they may be open to action from the ACCC," Mr Samuel said.
To address the ACCC's concerns Power Balance has provided the ACCC with court-enforceable undertakings that
it will:
- only make claims about its products if they are supported by a written report from an independent testing
body that meets certain standards
- publish corrective advertising to prevent consumers from being misled in the future
- amend the Australian website to remove any misleading representations
- change the packaging to remove any misleading representations
- offer a refund to any consumers that feel they have been misled, and
- remove the words "performance technology" from the band itself.
Consumers with refund enquiries can call Power Balance on 1800 733 436.
The ACCC has previously taken court action against a number of alternative health providers, including Advanced
Allergy Elimination and NuEra, for misleading and deceptive conduct.
Media inquiries
Mr Graeme Samuel, Chairman, (03) 9290 1812 or 0408 335 555
Mr Brent Rebecca, Media, (02) 6243 1317 or 0408 995 408
Fonte : Australian Competion & Consumer Commission, 22/12/2010
Leia a matéria diretamente no site da ACCC :
www.accc.gov.au/content/index.phtml/itemId/964074
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Colocamos no site a denúncia sobre essa vigarice das "pulseiras quânticas" em agosto/2010, e a Folha de São Paulo também
fez uma denúncia no dia 27 desse mês. Por sua vez, o jornal espanhol "El País" já publicara denúncias em abril e maio/2010.
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É apenas a velha história da “pulseira magnética” milagrosa, requentada com propaganda diferente. Os fabricantes alegam
que as pulseiras contém “hologramas quânticos que emitem energia em freqüências que interagem de modo positivo com o campo
eletromagnético do corpo humano”. Tudo besteira evidentemente, apenas um monte de palavras, propaganda sem qualquer
fundamento científico. A falta de conhecimento do grande público em física quântica e eletromagnetismo é explorada. E
nenhuma prova de que as pulseiras funcionam foi jamais apresentada, apenas muita propaganda e declarações de consumidores
iludidos.
Em alguns sites a propaganda enganosa chega ao absurdo de afirmar que o “holograma quântico” foi desenvolvido por um
cientista da NASA ! Acontece que "holografia quântica" tem um sentido bem diferente em Ciência, não é nada do que esses
fabricantes dizem. Na verdade a coisa toda foi inventada em 2007 por dois espertos americanos (irmãos) da Califórnia, e
recebeu o nome fantasia “Power Balance”. O marketing foi tão bom e a credulidade das pessoas é tão grande, que logo as
pulseiras e outras quinquilharias com o “holograma quântico” se espalharam pelo mundo. Se você consultar a Internet, irá
encontrar um grande número de testemunhos favoráveis de usuários. Os supostos efeitos benéficos são, é claro, produto da
auto-sugestão, ou em outras palavras, a força da fé.
Mas não se deixe enganar e não estimule esse tipo de comércio inescrupuloso comprando tais produtos. Os hologramas que
você carrega nos seus cartões de crédito e bancários tem o mesmo efeito sobre a sua saúde, ou seja, nenhum.
Outros Nomes : Pulseira do Equilíbrio, Pulseira Holográfica, Pulseira Quântica, Pulseira Bioquântica, Pulseira Life
Extreme (no Brasil), EFX, Energy Balance, Equilibrium, Harmony Zen, Ion Balance, Power Equilibrium, Powerplus, Trion-Z
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Anvisa veta publicidade de pulseira da moda, vendida com apelo de melhorar equilíbrio
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária vai suspender hoje a publicidade das pulseiras bioquânticas, vendidas com o
apelo de melhorar o equilíbrio e ativar a circulação sanguínea.
Esses braceletes, que prometem "estabilizar a energia do corpo", começaram a ser usados por atletas. Celebridades foram
fotografadas com as tiras de silicone adornadas por um holograma.
A pulseira original, americana, tem a marca Power Balance. A genérica brasileira é da marca Life Extreme.
Tanto uma quanto outra estão sendo investigadas e deverão ser processadas por publicidade irregular, segundo Ana Paula
Massera, gerente de fiscalização de propaganda da Anvisa.
A agência entrou em contato com os sites das pulseiras depois que a reportagem da Folha procurou o órgão, para checar se
havia registro desses produtos, vendidos livremente pela internet e em grandes lojas de esportes.
A Anvisa informou que pode proibir o comércio das pulseiras no país.
Luiz Fernandes, um dos fabricantes da pulseira brasileira, disse que ela não precisa de registro no órgão porque "não se
absorve ela [a pulseira] diretamente".
Já o revendedor da Power Balance no Brasil não foi localizado. A reportagem procurou os responsáveis nos EUA, mas o
assessor, Adam Selwyn, informou que eles estavam viajando e não poderiam ser entrevistados.
"CHARLATANISMO"
A Power Balance propaga em seu site que o uso da pulseira aumenta a concentração e a força física porque
contém um holograma que "otimiza a fluência energética natural do corpo".
O site da pulseira brasileira, vendida na internet a R$ 159, dá explicação similar.
Vanderli de Assis, que afirma ter criado o modelo brasileiro e se apresenta como professor de física da Universidade
Federal de Minas Gerais (não há registro dele na universidade), diz que o holograma, formado por camadas de magnésio,
alumínio, ferro e silício, "emite uma frequência que gera estabilidade no campo eletromagnético do ser humano".
Assim, o corpo não seria afetado por frequências externas como ondas de equipamentos eletrônicos, daí o maior equilíbrio
do usuário.
Para Marcos Duarte, professor de biodinâmica da Faculdade de Educação Física da USP, as explicações são "charlatanismo
quântico".
"A ideia de que um holograma possa interagir com as frequências do corpo e trazer benefício ao equilíbrio é puramente
falsa", diz.
Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP, reforça: "Não há explicação cientifica para isso. Holograma não emite
onda".
Fonte : Folha.com (Guilherme Genestreti, São Paulo, 27/08/2010)
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Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
Resolução : RE nº 4.092, de 02 de agosto de 2010, D.O.U. nº 170, de 03 de setembro de 2010
Empresa : Responsáveis pelos sites
Produto : Suspensão, em todo território nacional, de todas as propagandas dos produtos Pulseira Bioquântica Life
Extreme e Pulseira Power Balance, em todos os meios de comunicação de massa, inclusive na internet, especialmente nos
sites www.bioperformance.com.br, www.surftrip.com.br, www.brasilpowerbalance.com e www.lifeextreme.net, pelo fato dos
produtos apresentarem indicações de uso em saúde e não possuírem o devido cadastro junto à Anvisa.
Fonte : portal.anvisa.gov.br
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A seguir foram reproduzidas duas matérias muito boas sobre o assunto, do jornal espanhol “El País”. Na segunda matéria, de
17/05/2010, é mencionado o resultado de um teste feito na Universidade Politécnica de Madrid; a análise estatística dos
dados coletados mostrou que as pulseiras não fazem qualquer efeito.
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Sanidad advierte contra las pulseras holográficas: esta es su historia
Convertidas en un fenómeno social, la comunidad científica las considera un fraude. Sólo Power Balance ya ha vendido unas
300.000 pulseras. Algunas marcas pagan a famosos para que las luzcan, la última Belén Esteban.
Fíjese bien. Están ahí, en las muñecas de miles de personas. Quizá también en la suya. Se trata de una ligera pulsera de
silicona que en su tripa guarda un misterio: un trozo de plástico plateado del tamaño de una lentilla y misma textura que
el distintivo de las tarjetas de crédito. Es, en palabras de sus creadores, "un holograma de Mylar (es decir, de plástico)
en el que ha sido almacenada una frecuencia procedente de materiales naturales conocidos por sus efectos beneficiosos para
nuestro cuerpo".
El argumento no ha convencido a muchos. Los médicos las consideran un bluf. La asociación de consumidores Facua las ha
denunciado ante las autoridades sanitarias y el Instituto Nacional de Consumo (dependiente del Ministerio de Sanidad) ha
mandado una directiva a las comunidades autónomas (que son quienes tienen competencia para prohibir o no su venta)
alertando de que incurren en publicidad engañosa.
Si usted es de los que no entiende sus efectos, es que no tiene fe. Otros, sí la tienen. Gente tan diversa como el
lehendakari, Patxi López, Ignacio González (vicepresidente de la Comunidad de Madrid), la Infanta Elena, Cristiano
Ronaldo, Raúl o Belén Esteban.
Algunos, como Esteban, cobran por llevarla. Otros, como el periodista Antonio Lobato, lo hacen por placer: "Me la
regalaron y me la puse. Dicen que tiene magnetismo y la leche. ¿Si funciona? No lo sé. Si no la llevo tengo la sensación
de que voy a rendir menos. Si se está comercializado algo tendrá que hacer, aunque creo que es subjetivo. Te la pones y el
subconsciente te ayuda. Yo, por si acaso, no me la quito. Llevo dos meses con ella. Hasta que me canse".
El origen de las pulseras
Todo empezó en 2007. Troy y Josh Rodarmel, dos hermanos en la treintena residentes en Orange County, California, lanzaron
al mercado la pulsera Power Balance. El propio Josh explicó el invento a la revista deportiva Slam: "Hemos introducido en
hologramas frecuencias que reaccionan positivamente al campo magnético del cuerpo. Todo tiene una frecuencia, al igual que
los móviles, el wifi, las ondas de radio y cosas del estilo, y todas reaccionan entre sí. Hay frecuencias que reaccionan
negativamente con el cuerpo, pero otras lo hacen positivamente. Hemos descubierto cómo meterlas en un holograma que, en
contacto con el cuerpo, te proporciona equilibrio, fuerza y flexibilidad".
Equilibrio, fuerza y flexibilidad. Esos son los nada desdeñables beneficios que promete una diminuta pulsera que nadie
entiende bien qué demonios lleva dentro. Y para probarlo la empresa propone una serie de ejercicios. El más popular
consiste en probar nuestro equilibrio a la pata coja. No hace falta que la pulsera roce la piel para notar sus beneficios,
dicen sus creadores. Basta con que esté a menos de cinco centímetros de nosotros. De hecho, Marcia Smith, periodista
deportiva del periódico Orange County Register, comprobó que Troy lleva un holograma en la plantilla del zapato y otro en
el monedero.
Para promocionar su invento, los hermanos Rodarmel, surfistas amateur, repartieron 50.000 pulseritas entre los asistentes
a una feria de deportes de acción de San Diego. También regalaron ejemplares a algunos de sus amigos, como Mark Sánchez,
del equipo de fútbol americano New York Jets. Después ficharon a más deportistas, como el baloncestista Shaquille O'Neil o
el piloto de fórmula 1 Rubens Barrichello. Y la pulsera empezó a rular de muñeca en muñeca.
La expansión a España
Hace año y medio, la marca decidió expandirse a Europa y abrió sucursal en Francfort (Alemania). Las primeras pulseras
llegaron a España hace un año y su éxito ha sido especialmente rápido, según explica Jose María Manzanares, director de
Power Balance Madrid, de tez morena y traje impecable. A falta de una, luce dos pulseras en la muñeca derecha. Manzanares
explica que son una empresa "tecnológica". Tecnología que él, por cierto, no ha visto en qué consiste con sus propios
ojos: "Eso es secreto, como la fórmula de la Coca-cola".
Aunque muchos justifican el éxito por el boca a boca, su popularización no ha sido espontánea. La empresa ha participado
en multitud de torneos de paddle, de golf, de hípica o de surf y son patrocinadores oficiales del Madrid Open de Tenis.
También han financiado a deportistas. Pablo Gutiérrez (surf), Eva Castro (bike), Fidel Alonso (snowboard) o Azahara Muñoz
(golf) no las llevan por que sí; les pagan por ello.
Pero la empresa mira mucho más allá del deporte. En un golpe eficaz, Power Balance firmó un acuerdo comercial con la
productora Zeppelin, la rama española de Endemol. Gracias a él, los concursantes de Fama (Cuatro) y Gran Hermano
(Telecinco) han llevado y promocionado la pulsera. Incluso Mercedes Milá la lucía con garbo. La incorporación de Belén
Esteban da una idea del objetivo de la marca.
Credulidad mediática
La credulidad mediática también ha contribuido al éxito del invento. Reportajes como el que Andalucía directo (Canal Sur,
con una media de 300.000 espectadores) emitió el pasado 29 de noviembre (y que está colgado en Youtube) quizá convenció a
más de uno. En él, un ciclista, una mujer con fibromialgia, un hombre "con problemas de concentración" y un comercial de
la empresa, explicaban los beneficios de la pulsera. "Yo creo que no sólo es sugestión", decía la propia reportera. Los
testimonios fueron aportados por la propia Power balance.
Explicaciones al margen, las pulseras holográficas han conquistado a gente de todo tipo. Surfistas como Juan Carlos Rubio
("Creo en los efectos. No es mágica, pero sí he notado mejoría cuando voy en moto o surfeo. No sé si es sugestión, pero a
mí me va de lujo"), camareros como Álvaro Fernández ("Leí un reportaje en la revista Sportlife, y la compré porque paso
muchas horas de pie. Los primeros días sí noté algo, aunque creo que es sugestión"), o Margarita (nombre ficticio), del
departamento de marketing de una empresa ("Yo creo que es psicológico, pero aunque sólo sea por eso viene bien y se la he
regalado a mis padres, mi tío y mi hermano). El lehendakari asegura que la que ha lucido estos días en realidad era
para su madre.
Un margen de beneficios elevadísimo
Fabricar el trozo de silicona o neopreno de estas pulseras no cuesta más de un euro. Su precio de venta al público oscila
entre 32 y 43 euros. En plena crisis, tan abrumador margen de beneficio no ha pasado desapercibido. Al olor del dinero han
acudido un sinfín empresas que venden pulseras que aseguran usar la misma técnica holográfica: EFX, Equilibrium, Ion
Balance, Powerplus, Power equilibrium, Trion-Z, Energy balance, Harmony zen...
Las más baratas cuestan 15 euros, las más caras 70. Antoni López, especialista en marcas y tendencias de consumo de TNS,
cree que el precio es precisamente uno de los motivos de su éxito: "Son lo suficientemente caras para mostrar signos de
credibilidad y los suficientemente baratas para hacerlas accesibles; seguramente fue lo más difícil de trabajar por parte
de los creadores". Sólo Power balance ya ha vendido entre 300.000 y 350.000 pulseras. El resto no aporta datos.
Fans y detractores
Las pulseras holográficas no sólo tienen fans; también detractores. El grupo de Facebook "Power balance: cómodo sistema de
detección de retrasados" tiene 3.000 seguidores. Cuando un escéptico se topa con un defensor, uno de los argumentos a
favor suele ser: "Entonces, ¿por qué la han prohibido en competiciones de surf?". Manzanares reconoce que a él no le
consta que eso sea así. Antonio Obenza, director técnico de la Federación Española de Surf, directamente lo niega: "Hubo
una prohibición en el circuito mundial, pero por cuestiones publicitarias, no por sus efectos".
Los médicos las consideran un "bluf"
¿Y qué opinan los médicos? Los consultados por este periódico, nada bueno. "Es una forma de llamar la atención sin ningún
fundamento", dice Pedro Manonelles, secretario general de la Federación Española de Medicina del Deporte. "No tienen una
base científica. Sólo benefician a quienes las venden, no admiten otra consideración. Es la charlatanería de siempre".
"Mi opinión se reduce en una frase: son un auténtico bluf", dice Cosme Noveda, responsable de terapias no convencionales
del Colegio de Médicos. "No se sustentan en nada, es un simple negocio y su éxito me parece inaudito. Es una moda, como
cuando se llevaban aquellas pulseras magnéticas. ¿Conoces a alguien que las lleve ahora? Qué pasa, ¿que dejan de hacer
efecto de repente?".
Noveda se refiere a las pulseras Rayma que inventó Manolo Polo, un masajista de Baleares y que, con ayuda de la fallecida
periodista radiofónica Encarna Sánchez, triunfaron en los ochenta. Su especialidad era el reuma. Se vendían en las
farmacias. Hoy, son apenas un recuerdo que provoca una sonrisa.
No hay estudios científicos que las avalen
Las empresas que distribuyen pulseras holográficas se han dado mucha más prisa por recoger la repercusión mediática de su
invento que la médica. Ninguna de las contactadas puede aportar un solo estudio que las avale. Vicente Morera, gerente de
Rod Artwin, la empresa que distribuye la marca EFX (la que venden Carrefour y El Corte Inglés), embrolla aún más la cosas:
"En EE UU sí los tienen, estamos esperando que nos los manden. Son de una universidad que ahora mismo no recuerdo. Y
también se han hecho investigaciones con la NASA".
Sergio Martín, que distribuye una de las nuevas marcas, Power titanium, no los necesita: "No las vendemos para decir 'te
vamos a curar'. Hay gente que se cura de cáncer por su cabeza, ¿no? Pues con esto pasa igual. Perjudicar, no perjudican a
nadie. ¿En qué te beneficia? De momento en la imagen. Y eso ayuda un montón al cuerpo".
El éxito ha obligado a Power Balance a mover ficha. Esta semana la empresa ha encargado a Serfar, una consultoría catalana
de productos farmacéuticos, un estudio sobre sus pulseras. Alberto Lauroba, farmacéutico y apoderado de la empresa,
explica que está esperando que le paguen para empezar su estudio. "Se lo aconsejé yo mismo para que así acallen tanto
chismorreo", dice.
Paralelamente, y animado por su hijo, que luce la pulsera, Javier Rojo González, médico y profesor de Salud y rendimiento
humano de la Facultad de Ciencias de la Actividad Física y del Deporte de la Universidad Politécnica de Madrid, acaba de
empezar esta semana un estudio "de doble ciego" con 75 voluntarios. "Es desinteresado y salga el resultado que salga, se
va a publicar".
"No es un paliativo"
"Hay gente que se ha confundido", dice Manzanares. "No vendemos un paliativo, no se trata de una pulsera terapéutica". En
la Asociación de Consumidores en Acción Facua opinan que la gente no se ha confundido sola: ellos les han llevado al
engaño. La semana pasada denunciaron a Ion Balance, una empresa de Palma de Mallorca que en su web defendía sus pulseras
con argumentos como "ayuda a "combatir las células cancerosas", "el dolor", "a mantener la juventud" y "la curación de
lesiones". Cuando la Consejería de Salud de Baleares quiso reaccionar, el texto había desaparecido.
Hoy, Facua há presentado uma denuncia contra Power balance. La acusa de publicidad engañosa por textos como el siguiente,
que se lee en la web de la marca: "[Power balance] brinda al cuerpo nuevamente un estado de armonía y equilibrio como lo
tuvo antes de la contaminación por sustancias químicas, de comida rápida, la falta de ejercicios y el estrés". La ha
dirigido a la Dirección General de Salud Pública y Sanidad Exterior del Ministerio de Sanidad y Política Social y la
Secretaría General de Salud Pública de la Junta de Andalucía. Power balance ha anunciado medidas "legales y comerciales"
para proteger su marca y su "prestigio".
El Ministerio de Sanidad y Consumo alerta de posible fraude
El Instituto Nacional del Consumo (del ministerio de Sanidad), alertado por periodistas y asociaciones de consumidores, se
ha puesto en marcha. Aunque las pulseras holográficas, al no ser un producto sanitario, no son su competencia, ayer hizo
circular a las comunidades el siguiente texto: "Las pretendidas propiedades terapéuticas o potenciadoras que los
fabricantes y comercializadores atribuyen a determinadas pulseras, incumplen lo establecido en la normativa que regula la
publicidad y promoción comercial de los productos. El Real Decreto 1907/96 prohíbe 'cualquier clase de publicidad o
promoción directa o indirecta, masiva o individualizada, de productos, materiales, sustancias, energías o métodos con
pretendida finalidad sanitaria" cuando "sugieran o indiquen que su uso o consumo potencian el rendimiento físico,
psíquico, deportivo o sexual". Ahora la pelota está en el tejado de las comunidades.
Fonte : El País (por Carmen Pérez-Lanzac, Madrid, 28/04/2010)
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Un estudio concluye que la pulsera Power Balance no mejora el equilibrio
"Los resultados indican que la pulsera no tiene ningún efecto", dice el informe de la Universidad Politécnica.
Por si alguien aún lo dudaba: las pulseras "holográficas" o "del equilibrio" no mejoran nuestro equilibrio. Según un
estudio elaborado en la Facultad de Ciencias de la Actividad Física y del Deporte de la Universidad Politécnica de Madrid
con 79 voluntarios, las pulseras Power Balance no tienen efecto alguno sobre nuestro equilibrio.
"Los resultados obtenidos nos llevan a concluir que las pulseras Power Balance no presentan ningún efecto sobre el
equilibrio no habiéndose observado, tampoco, efecto placebo", dice el director del estudio, Jesús Javier Rojo, médico y
profesor de Salud y rendimiento humano.
El estudio empezó hace dos semanas y terminó el viernes pasado. Los voluntarios, estudiantes de la facultad con una media
de 23,3 años (dos tercios hombres y un tercio mujeres), tuvieron que realizar dos pruebas de equilibrio: unas veces la
hacían con pulsera y otras, sin ella. Las pulseras fueron proporcionadas por la propia marca Power Balance.
El estudio se hizo según el procedimiento "de doble ciego": a la mitad de las pulseras se les quitó el holograma que,
supuestamente, le da su poder. Las zonas del holograma fueron cubiertas de manera que ni la persona que estaba realizando
la prueba ni el investigador eran consciente de qué pulsera tenía holograma y cuál no.
Las pruebas se han desarrollado sobre una plataforma dinamométrica del Instituto Biomecánico de Valencia. La primera
prueba se llama de apoyo monopodal y consiste en sostenerse durante un minuto sobre el pie dominante, con el talón del
otro pie sobre el borde superior de la rótula y analizar el desplazamiento del centro de gravedad del sujeto. La segunda
prueba se llama de Romberg forzado y consiste en mantenerse firme con un pie delante del otro y los ojos cerrados.
"Una vez terminada la toma de datos se realizo el estudio estadístico para ver si se producía efecto como consecuencia de
llevar puesta una pulsera con holograma o si el efecto, de existir, era placebo. Los resultados indican que la pulsera no
tiene ningún efecto", concluye Rojo.
Las pulseras Power Balance empezaron a comercializarse en España hace un año y han hecho furor : han vendido entre 300.000
y 350.000 ejemplares. Cuestan una media de 35 euros. Al hilo de su éxito han salido a la venta infinidad de imitaciones.
Los comerciantes de estas pulseras holográficas dicen que "pueden mejorar" nuestro "equilibrio, fuerza y flexibilidad".
Para ello, proponen al posible comprador varias pruebas de equilibrio.
Fonte : El País (por Carmen Pérez-Lanzac, Madrid, 17/05/2010)
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