202. Superstição x Medicina I
Seis Pessoas Já Morreram Por Interromper Tratamento Para Aids Depois de "Cura" Feita Por Igreja
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Seis pessoas já morreram em conseqüência do HIV por parar de tomar a medicação prescrita pelos médicos depois de terem
sido "curadas" por métodos religiosos.
A investigação ocorreu em Londres e foi feita por repórteres do Sky News. Eles estavam disfarçados e foram acompanhar
como funcionava o suposto processo de cura.
Os jornalistas, que fingiram possuir o vírus da Aids, tiveram água jogada no rosto, enquanto um membro da igreja falava
para o demônio sair de seu corpo.
Os pastores, da Igreja Sinagoga das Nações, afirmam que o método garante 100% de cura da doença. As sessões são realizadas
uma vez por mês e os fiéis precisam trazer a nota dos remédios para provar que tem a doença.
Rachel Holmes, uma das pastoras, disse à repórter do Sky News que se os sintomas persistissem era apenas porque o vírus
estava saindo do corpo.
A reportagem foi realizada com base em documentos que mostraram que pelo menos seis pessoas já morreram no Reino Unido, pois
pararam de tomar os medicamentos para a Aids depois de tratamento feito em igrejas. No entanto, não existem provas de que todos
os que morreram freqüentavam a Igreja Sinagoga das Nações.
O Departamento de Saúde está preocupado e afirma que a medicação para os infectados pelo HIV é eficiente no combate à doença
e que nenhum tipo de oração ou ato religioso é capaz de curar nenhum indivíduo.
Um porta-voz da Igreja Sinagoga das Nações afirmou que eles não pedem para que ninguém pare de tomar a medicação. “Não somos
nós que curamos, mas sim Deus e não existe doença que ele não possa curar. Os médicos tratam as doenças e não há nada ruim em
tomar remédios”, declarou.
Fonte : UOL Ciência e Saúde, 28/11/2011
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Casal Francês de Veganos Processado Por Homicídio da Filha
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Joël e Sergine Le Moaligou, moradores de Saint-Maulvis, um vilarejo nas proximidades de Amiens, 150 km ao
norte de Paris, podem ser condenados a 30 anos de prisão, sob a acusação de terem causado a morte da própria
filha de 11 meses, Louise, em 25 de março de 2008, por privação de alimentos e cuidados.
Os dois teriam se tornado veganos no início dos anos 2000, após terem assistido um programa de televisão sobre
o transporte de animais aos matadouros. Os veganos seguem uma dieta vegetariana radical, que exclui qualquer
tipo de carne e derivados de origem animal, como ovos e leite (que não o materno).
Louise era alimentada apenas com leite materno. Quando de sua morte, pesava 5,7 quilos, cerca de 70% do peso
normal e media 67 centímetros, a autópsia revelou carência de vitaminas A e B12, albumina e proteínas. A vitamina
B12 só é encontrada em produtos de origem animal, os vegetarianos radicais devem portanto usar complementos
vitamínicos. Segundo os médicos, a criança teria morrido devido à má nutrição e a uma pneumopatia não tratada.
O casal não acreditava na medicina tradicional e preferia tratar sua filha a partir de informações obtidas em
livros. A criança também não tomava banhos comuns, era lavada com terra e argila.
Em janeiro de 2008, Louise apresentou uma bronquite que levou seus pais a consultar um médico, que indicou a
necessidade de hospitalização para tratamento. Mas eles preferiram tratar a filha em casa com cataplasmas de argila,
repolho, cânfora e mostarda. Percebendo que a menina perdia peso, 1,3 quilos em seis semanas (ela pesava 7 quilos
em 21/12/2007), levaram-na ao mesmo médico em 17 de março, que então recomendou medidas de urgência. Novamente os
pais ignoraram as recomendações do médico, e em 25 de março Louise faleceu. Os bombeiros, policiais e médicos
encontraram um pequeno corpo descarnado e pálido. Não foi dada permissão para o enterro; uma autópsia foi exigida.
O casal já cumpriu um período de detenção provisória, de abril a julho de 2008.
Fonte : BBC Brasil (31/03/2011), Courrier picard (29 e 31/03/2011), L’Express (29/03/2011)
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Sergine Le Moaligou, na chegada ao Palácio da Justiça de Amiens.
Crédito : Courrier picard, 29/03/2011
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Um júri popular condenou o casal Moaligou a apenas cinco anos de prisão em regime fechado, e ainda com o
benefício de trinta meses de sursis. A acusação havia pedido dez anos de prisão. Nenhuma ordem de prisão
foi expedida ao final da audiência penal, de modo que os dois saíram em liberdade.
Fonte : Courrier picard (01/04/2011), L'éclaireur (04/04/2011)
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Igreja Universal É Condenada no Sul
Para Justiça, mulher foi coagida a fazer doações mediante promessa de graças
Pais Condenados e Presos
Casal australiano é punido por tratar bebê apenas com homeopatia. A criança morreu
O Medo do Novo (por Luiz Garcia)
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