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189.   Estrelas e Galáxias III


Galáxia Faiscante


  Essa imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble da galáxia NGC 1275 revela as finas estruturas filamentares no gás que a circunda. Os filamentos vermelhos são compostos de gás frio e são assim mantidos por um campo magnético, e estão circundados pelo gás quente a 100 milhões de graus Fahrenheit (aproximadamente 56 milhões de graus Celsius) no centro do aglomerado galáctico de Perseu.

  Os filamentos são dramáticos indicadores do processo de realimentação através do qual energia é transferida do massivo buraco negro central ao gás circundante. Os filamentos surgem quando o gás frio é transportado do centro da galáxia por bolhas de radiação que crescem no gás interestelar aquecido.

  A uma distância de 230 milhões de anos-luz, a NGC 1275 é uma das galáxias elípticas gigantes mais próximas e está situada no centro do aglomerado galáctico de Perseu.

  A galáxia foi fotografada em julho e agosto de 2006 pela Câmera Avançada para Pesquisas do Hubble.

Fonte : NASA, 30/12/2010



Créditos : NASA, ESA, and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration; Agradecimentos : A. Fabian (Institute of Astronomy, University of Cambridge, UK)


Universo Tem Três Vezes Mais Estrelas

Americano revê cálculos e mostra que complexidade do Cosmo é maior




A Nebulosa Bolha




  Soprada pelo vento de uma estrela massiva, essa aparição interestelar tem uma surpreendente forma familiar. Catalogada como NGC 7635, é também conhecida simplesmente como “A Nebulosa Bolha”. Embora pareça delicada, o diâmetro de 10 anos-luz da bolha oferece evidência de um violento processo em andamento. Acima e à direita do centro da Bolha está uma estrela quente tipo O, várias centenas de milhares de vezes mais luminosa e aproximadamente 45 vezes mais massiva que o Sol. Um feroz vento estelar e intensa radiação daquela estrela lançou para fora a estrutura de gás cintilante contra material mais denso em uma nuvem molecular circundante. A intrigante Nebulosa Bolha está a meros 11.000 anos-luz de distância na direção da majestosa constelação Cassiopéia. Uma palheta de falsas cores do Hubble foi usada para criar essa imagem nítida e mostra emissões de átomos de enxofre, hidrogênio e oxigênio em matizes de vermelho, verde e azul. Os dados da imagem foram obtidos usando-se um pequeno telescópio do Observatório do Monte Wilson sob condições de céu claro e firme.

Fonte : NASA / Mount Wilson Observatory, 02/09/2010



Galáxia no Limite




  Atualmente estima-se que a galáxia espiral NGC 4921 se encontra a 320 milhões de anos-luz distante. Essa imagem, obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, está sendo usada para identificar estrelas-chave marcadoras de distância conhecidas como estrelas variáveis Cefeídas. A magnífica espiral NGC 4921 tem sido informalmente chamada de anêmica devido à sua baixa taxa de formação de estrelas e baixo brilho na superfície. Visíveis na imagem estão, a partir do centro, um núcleo brilhante, uma barra central brilhante, um proeminente anel de poeira escura, aglomerados azuis de estrelas formadas recentemente, várias galáxias companheiras menores, galáxias no universo mais distante, e estrelas na nossa galáxia Via-Láctea.

Fonte : NASA / ESA, 30/08/2010



WISE Captura a Rosa do Unicórnio




  Unicórnios e rosas são usualmente material de contos de fadas, mas uma nova imagem cósmica obtida pelo Explorador Infravermelho de Banda Larga (Wide-field Infrared Explorer = WISE) da NASA mostra a nebulosa Roseta localizada no interior da constelação Monoceros, ou o Unicórnio.

  Essa nebulosa em forma de flor, também conhecida pelo nome menos romântico NGC 2237, é uma enorme nuvem de poeira e gás formadora de estrelas na nossa galáxia Via-Láctea. Estimativas da distância da nebulosa variam entre 4.500 e 5.500 anos-luz.

  No centro da flor existe um aglomerado de jovens estrelas chamado NGC 2244. As estrelas mais massivas produzem enormes quantidades de radiação ultravioleta, e emitem fortes ventos que expulsam gás e poeira próximos, criando um grande buraco central. A radiação também arranca elétrons do gás hidrogênio circundante, ionizando-o e criando o que os astrônomos chamam uma região H II.

  Embora a Roseta seja muito indistinta para ser vista a olho nu, o aglomerado NGC 2244 agrada aos astrônomos amadores porque é visível através de um pequeno telescópio ou um bom par de binóculos. O astrônomo inglês John Flamsteed descobriu o aglomerado estelar NGC 2244 com um telescópio por volta de 1690, mas a nebulosa propriamente não foi identificada até que John Herschel (filho de William Herschel, descobridor da luz infravermelha) a observou quase 150 anos depois.

  O risco que aparece no canto inferior esquerdo é a trilha de um satélite, capturada enquanto o WISE obtinha os múltiplos quadros que formaram essa vista.

  Essa imagem é uma montagem a quatro cores criada por todos os quatro detectores infravermelhos do WISE. As cores são representativas : azul e cíano representam radiação infravermelha nos comprimentos de onda 3,4 a 4,6 mícrons, que é dominada pela luz das estrelas. Verde e vermelho representam radiação de 12 e 22 mícrons, que é oriunda na maior parte da luz de poeira aquecida.

Fonte : NASA / JPL-Caltech / UCLA, 25/08/2010



Super-Vulcão Galáctico em Ação




  Um “super-vulcão” galáctico na maciça galáxia M87 está em erupção, ejetando violentamente gás à sua volta, como detectado pelo Observatório Chandra de Raios-X e pelas antenas do conjunto radiotelescópio “very large” do National Radio Astronomy Observatory (NRAO). O vulcão cósmico está sendo alimentado por um buraco negro gigante no centro da galáxia e impede a formação de centenas de milhões de novas estrelas.

  Os astrônomos ao estudar esse buraco negro e seus efeitos ficaram espantados com as similaridades marcantes entre ele e um vulcão na Islândia que foi manchete no início deste ano.

  A uma distância de cerca de 50 milhões de anos-luz, a M87 está relativamente perto da Terra e se encontra no centro do aglomerado de Virgem, que contem milhares de galáxias. A localização da M87, combinada com extensas observações durante a existência do Chandra, fizeram-na um excelente objeto para observações do efeito de um buraco negro maciço em sua vizinhança.

  “Nossos resultados mostram com grande detalhe que buracos negros supermassivos tem um controle surpreendentemente bom sobre a evolução das galáxias em que eles vivem”, disse Norbert Werner do Instituto Kavli para Astrofísica de Partículas e Cosmologia no Centro Stanford do Acelerador Linear, que foi o autor principal de um dos papers que descrevem o estudo. “E isso não para por ali. O alcance do buraco negro se estende ainda mais longe pelo aglomerado inteiro, similarmente ao efeito de um pequeno vulcão que pode afetar praticamente um inteiro hemisfério da Terra”.

  O aglomerado que circunda a M87 está repleto com gás quente que brilha na faixa dos raios-X, que é detectada pelo Chandra. Conforme esse gás esfria, ele pode cair em direção ao centro da galáxia onde continuará a esfriar ainda mais rápido e formar novas estrelas.

  Entretanto, observações de rádio do conjunto radiotelescópio do NRAO sugerem que na M87 jatos de particulas muito energéticas produzidas pelo buraco negro interrompem esse processo. Esses jatos atingem o gás relativamente frio perto do centro da galáxia e produzem ondas de choque na atmosfera da galáxia devido à sua velocidade supersônica.

  Os cientistas envolvidos nessa pesquisa acharam a interação desta “erupção” cósmica com o ambiente da galáxia muito similar àquela do vulcão Eyjafjallajokull, que obrigou a maior parte da Europa a fechar seus aeroportos no início deste ano.

  No Eyjafjallajokull, bolsões de gás quente foram ejetados através da superfície da lava, gerando ondas de choque que puderam ser vistas atravessando a fumaça cinza do vulcão. O gás quente então subiu na atmosfera, arrastando a cinza escura consigo. Esse processo pôde ser visto em um filme do vulcão Eyjafjallajokull onde as ondas de choque propaganda-se na fumaça eram seguidas pela subida de nuvens de cinza escura na atmosfera.

  Na analogia com o Eyjafjallajokull, as partículas energéticas produzidas na vizinhança do buraco negro avançam através da atmosfera emissora de raios-X do aglomerado, arrastando em sua esteira o gás mais frio próximo ao centro da M87, muito parecido com os gases quentes do vulcão arrastando para cima as nuvens de cinza escura. E assim como o vulcão aqui na Terra, ondas de choque podem ser vistas quando o buraco negro injeta partículas energéticas na nuvem de gás.

  “Essa analogia mostra que embora fenômenos astronômicos possam ocorrer em cenários exóticos e abrangendo uma escala vasta, a física pode ser muito similar a eventos na Terra”, disse a co-autora Aurora Simionescu, também do Instituto Kavli. Na M87, as volutas de gás mais frio lançadas para o exterior contem tanta massa quanto todo o gás em um raio de 12.000 anos-luz a partir do centro do aglomerado galáctico. Isso mostra que o vulcão alimentado pelo buraco negro é muito eficiente em manter a galáxia livre do gás que poderia de outro modo esfriar e formar estrelas.

  “Esse gás poderia ter formado centenas de milhões de estrelas tão massivas quanto o nosso Sol, se o buraco negro não o tivesse afastado do centro da galáxia. Isso parece uma erupção muito pior que aquela com que as empresas de aviação tiveram que lidar no início desse ano”, disse Evan Million, um estudante graduado da Universidade Stanford e autor principal do segundo paper a ser publicado sobre este profundo estudo da M87.

  A erupção na M87 que expeliu o gás mais frio deve ter ocorrido cerca de 150 milhões de anos mais cedo, mas uma erupção menor somente cerca de 11 milhões de anos mais cedo produziu a onda de choque. A imagem do Chandra foi baseada em uma observação que durou quase sete dias. Dados de raios-X do XMM-Newton (*) da Agência Espacial Européia também foram usados neste estudo.

  Os dois papers descrevendo esses resultados apareceram no jornal das Notícias Mensais da Sociedade Real de Astronomia.

(*) O X-ray Multi-Mirror Mission-Newton é um observatório orbital de raios-X.

Crédito das imagens : Raios-X : NASA/CXC/KIPAC, Rádio : NCF/NRAO/AUI

Fonte : NASA / Chandra X-ray Center, 19/08/2010



Hubble Capta um Fantasma Cósmico





Colisão de Galáxias




  Uma bela nova imagem de duas galáxias em colisão foi divulgada pelos Grandes Observatórios da NASA. As galáxias Antennae, situadas a 62 milhões de anos-luz da Terra, são mostradas nesta imagem composta do Observatório Chandra de raios-X (azul), o Telescópio Espacial Hubble (dourado), e o Telescópio Espacial Spitzer (vermelho).

  A colisão, que começou há mais de 100 milhões de anos atrás e ainda está em curso, disparou a formação de milhões de estrelas em nuvens de poeira e gás nas galáxias. As mais massivas destas jovens estrelas já percorreram toda sua evolução em uns poucos milhões de anos e explodiram em supernovas.

  A imagem de raios-X do Chandra mostra imensas nuvens de gás interestelar quente que foram preenchidas com ricos depósitos de elementos oriundos das explosões das supernovas. Esse gás enriquecido, que inclui elementos como oxigênio, ferro, magnésio e silício, será incorporado nas novas gerações de estrelas e planetas. As brilhantes fontes puntiformes na imagem são produzidas por material caindo em buracos negros e estrelas de nêutrons remanescentes das estrelas massivas. Alguns desses buracos negros podem ter massas quase cem vezes maiores que a do Sol.

  Os dados do Spitzer mostram luz infravermelha de nuvens de poeira que foram aquecidas por estrelas recém-nascidas, com as nuvens mais brilhantes situando-se na região de sobreposição entre as duas galáxias. Os dados do Hubble revelam antigas estrelas em vermelho, filamentos de poeira em marrom e regiões de formação de estrelas em amarelo e branco. Muitos dos objetos mais indistintos na imagem ótica são aglomerados contendo milhares de estrelas.

  As galáxias Antennae receberam seu nome devido aos longos “braços” parecidos com antenas, vistos em imagens de grande-angular do sistema. Essas configurações foram produzidas por ondas de choque geradas na colisão.

Crédito das imagens : Raios-X : NASA/CXC/SAO/J.DePasquale, Infravermelho : NASA/JPL-Caltech,
                        Ótica (luz visível) : NASA/STScI

Fonte : NASA, 05/08/2010



Hubble Capta o Início da Agonia de uma Estrela Parecida com o Sol








Na Constelação Cassiopéia




  A supernova de Tycho, o círculo vermelho visível no canto superior esquerdo da imagem, ou SN 1572, é um remanescente de uma explosão estelar assim nomeada em homenagem ao astrônomo Tycho Brae, embora ele não tenha sido a única pessoa a observar e registrar a supernova. Quando a supernova apareceu pela primeira vez em novembro de 1572, era tão brilhante quanto Vênus e podia ser vista durante o dia. Ao longo dos dois anos seguintes, a supernova enfraqueceu até que não podia mais ser vista a olho nu. Na década de 1950, o remanescente da supernova ainda podia ser visto com a ajuda de telescópios.

  Quando a estrela explodiu, enviou uma onda de choque pelo material circundante, empurrando adiante poeira e gás interestelar conforme avançava, como um limpador de neve. Uma onda de choque em expansão viajou pelo seu redor e um choque reverso foi dirigido de volta na direção do remanescente da estrela. Observações prévias pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA indicam que a natureza da luz do remanescente da supernova vista pelo WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) é uma emissão da poeira aquecida pela onda de choque.

  À direita está uma nebulosa de poeira e gás, formadora de estrelas, chamada S175. Essa nuvem de material está distante 3.500 anos-luz e tem 35 anos-luz de largura. É aquecida pela radiação das jovens, estrelas quentes em seu interior, e a poeira dentro da nuvem produz radiação infravermelha.

Fonte : NASA / JPL - Caltech / UCLA, 14/07/2010



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