O nome original do trabalho é “First Direct Evidence of Chalcolithic Footwear from the Near Eastern Highlands”, que pode
ser acessado pelo link :
www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0010984
O site www.plosone.org inclusive disponibiliza o paper para download gratuito em formato PDF.
Duas amostras de couro e uma da grama que forrava o interior do sapato foram datadas na Unidade Aceleradora de
Radiocarbono da Universidade de Oxford (ORAU), e uma terceira amostra de couro foi datada no Acelerador de Espectrografia
de Massa da Universidade Califórnia-Irvine (UCIAMS). A análise dos resultados para as três amostras de couro indicou uma
idade de 3627 a 3377 anos a.C. (95,4% de certeza), a mesma coisa para a amostra de grama.
Ao ler no paper sobre o sofisticado procedimento usado para a datação pelo carbono, não pude deixar de me lembrar da
ridícula “polêmica” sobre o Sudário de Turim. Em 1988 foi realizada a datação pelo carbono da peça, que indicou tratar-se
de uma falsificação do século 13 ou 14.
Os partidários da autenticidade do “Santo” Sudário negaram a validade do teste devido à amostra utilizada, e até hoje são
publicados estudos reafirmando o ponto de vista da Igreja Católica. Curiosamente, nenhum desses pesquisadores teve a idéia
óbvia de propor que nova datação pelo carbono fosse feita, preferindo inventar toda sorte de argumentos. Desde que o teste
fatal não seja feito, tudo bem para eles.