124. A Falta de Lógica do Aquecimento Global
A ciência vencida pela política e pelo ativismo
O termo "ciência lixo" tem se tornado popular desde a volta do milênio. Muito do que é publicado na mídia e até mesmo pela
corrente principal dos cientistas pode ser visto como "ciência lixo". Mas, o que é "ciência lixo"? Como um cientista e
engenheiro, minha definição de ciência lixo é esta: publicar ou expor teorias científicas ou fatos de ciência que direta
ou indiretamente contradizem outros fatos científicos estabelecidos ou princípios. O aquecimento global, as técnicas de
datação geológica, e o uniformitarismo todo pode ser considerado "ciência lixo" na medida em que a evidência física
argumenta contra eles.
É sempre interessante observar os cientistas saindo pela tangente. Um dos grandes problemas da ciência moderna é que
pesquisadores de disciplinas diferentes raramente falam uns com os outros. Quando um trabalho é publicado em um campo no
qual o cientista não é um expert, ele não pode saber quando os resultados são “ajeitados” ou falsos e geralmente assume
que o autor do trabalho estava correto em suas assunções e métodos. A ciência é ampla demais para um só corpo de
conhecimento e para alguém ser um expert em mais do que uns poucos campos. Os dias onde um professor de universidade como
Newton podia ser expert em todas as ciências do seu tempo já passaram há muito.
O aquecimento global é um excelente exemplo disto. Cientistas e ativistas tem igualmente pulado neste vagão. Isto está se
tornando uma moda, uma tendência, uma onda de entusiasmo e os cientistas estão acompanhando a moda para obter custeios de
pesquisa e a luz da mídia. Os vários grupos ativistas estão continuando com isto porque isto sustenta a agenda socialista
deles de massacrar a indústria e a liberdade pessoal. O aquecimento global tem até mesmo atingido a grande tela com um
documentário - "A Verdade Inconveniente" - da campanha de Al Gore para fazer do assunto do aquecimento global um problema
mundialmente reconhecido.
Então, o que é aquecimento global ? É a crença de que o homem tem feito com que as temperaturas médias atmosféricas
aumentem pela adição de dióxido de carbono na atmosfera derivadas da queima de combustíveis fósseis baseados em carbono
como o petróleo, carvão, madeira. Soa horrivel, não é? Os fatos, tais como podemos observar e calculá-los, não apóiam a
idéia de aquecimento global provocado pelo homem. Os processos naturais eclipsam qualquer coisa que o homem possa realizar
- uma tempestade menor gasta mais energia do que uma grande liberação de energia explosiva nuclear e a menor categoria de
furacão dispende mais energia do que todas as armas nucleares, mesmo produzidas em um curto espaço de tempo. A erupção de
1991 do Monte Pinatubo sozinha pôs mais poluição na atmosfera do que a inteira história do homem. A maioria dos geólogos e
de fato, a maioria dos cientistas nos EUA, não aceitam a idéia que o aquecimento global seja resultante das atividades
humanas e que esta seja uma teoria viável - porque a maioria tem uma noção do grau de potência inerente aos sistemas
naturais.
Em oposição, a maioria dos biologistas aceita a idéia do aquecimento global causado pelo homem e cita cientistas de outros
campos, sem entender estes outros campos suficientemente para fazer um julgamento lógico como se os outros estudos fossem
razoáveis em seus métodos e afirmações. Eles simplesmente tomam isto com a fé de que os cientistas que propõem o
aquecimento global estão corretos em seus métodos e assunções. Os geólogos apontam um período de clima muito mais quente
antes da Pequena Idade do Gelo de 1350 a 1850 de nossa era, no qual era possível plantar na maior parte da Escandinávia,
Canadá e até mesmo na Groenlândia. É frio demais para plantar na Groenlândia, no norte do Canadá e em tudo, menos a ponta
sul da Escandinávia, agora. Historiadores falam de tempos do passado distante quando a Terra era muito mais quente do que
agora, tal como antes do século V de nossa era ou do século XI A.C., quando o norte da Europa era similar ao Mediterrâneo
no clima geral. Imagine um clima para camisas de mangas curtas no Báltico no inverno.
Os ativistas e cientistas que propõem o aquecimento global apontam para o aumento do nível de dióxido de carbono na
atmosfera com o passar do tempo. Infelizmente, não há registros disponíveis a longo prazo que monitorem isto, exceto em
uma estação nas ilhas havaianas. Embora aqueles que tentam provar o aquecimento global apontem para a estação como prova do
aumento do dióxido de carbono, um erro crucial foi cometido na sua localização. Na década de 1950, o Instituto Scripps
pensou ser uma boa idéia ter um monitor de dióxido de carbono em um lugar longe da terra e da possível interferência da
indústria, tal como a "Grande Ilha" do Havaí. Uma idéia razoável, mas a escolha do local foi muito pobre. O que o
Instituto Scripps não levou em conta foram os vulcões que produzem quantidades enormes de vapor, dióxido de carbono,
dióxido de enxofre e outros gases. Some-se a isto que as erupções vulcânicas na Grande Ilha tem aumentado nos recentes
anos ao ponto de estarem causando poluição aérea em Oahu, mais ou menos a 200 milhas de distância.
A colocação da estação próxima às maiores fontes de dióxido de carbono como esta e a consequente afirmação de que o mundo
inteiro tem aumentado os níveis de dióxido de carbono é similar, em princípio, a colocar um sensor próximo à chaminé de um
forno de aço e então dizer que os EUA inteiros estão cheios de fuligem. Isto é desonesto e enganoso. Divago, mas o DEQ do
Oregon fez a mesma coisa na década de 1980 para provar que o Rogue Valley (sul do Oregon) tinha altos níveis de monóxido
de carbono. Eles colocaram um sensor de monóxido de carbono no meio de um quarteirão da cidade onde estava uma velha
fábrica cujos boilers ineficientes estavam produzindo grandes quantidades de monóxido de carbono. Quando a fábrica fechou,
os níveis de monóxido de carbono caíram pela metade e o DEQ afirmou que os níveis tinham caído no inteiro Rogue Valley,
quando a maior parte do que o sensor havia medido era o gás dos boilers da fábrica. Uma medida verdadeira dos níveis de
monóxido de carbono exigiria ter sensores por todo o Rogue Valley. Com o dióxido de carbono é a mesma coisa. Para obter
uma medida verdadeira dos níveis mundiais de dióxido de carbono, alguém precisa de sensores em muitos lugares e durante um
longo período de tempo. Nós simplesmente não temos dados que indiquem que o dióxido de carbono tenha diminuído ou
aumentado durante o tempo.
Quando a Ciência Contradiz a Ciência
Quando os fatos estabelecidos e princípios científicos argumentam contra uma teoria, então esta teoria não deve ser
verdadeira ou ao menos será parcialmente não verdadeira. Uma rocha não pode cair e voar ao mesmo tempo. Parte do método
científico é testar as hipóteses várias vezes e então revisar a teoria completa com base no que os testes indicam. Não tem
sido assim com o aquecimento global. Por exemplo, a afirmação que tem sido feita de que os núcleos de gelo da Groenlândia
e outras áreas de "permanentes" capas de gelo indicam aumento do dióxido de carbono. Alguém deve considerar a natureza dos
glaciares e do dióxido de carbono antes de fazer esta afirmação. Os glaciares fluem por causa do gelo que amolece e flui a
aproximadamente 150 pés da superfície. O dióxido de carbono é inerte e já que ele é menos denso do que o gelo, o dióxido
de carbono no gelo perto da parte inferior será comprimido para cima, isto é, as camadas superiores de gelo terão
mais dióxido de carbono do que as camadas inferiores, porque ele se move para cima com o correr do tempo. Alguém
pode ver o mesmo efeito no fluxo do basalto no Oregon, tal como aquele das Cascades ou Table Rocks. Quando a lava flui
através da superfície, as bolhas de gás se movem para cima na medida em que o basalto flui e esfria. À luz do movimento do
dióxido de carbono no gelo dos glaciares, não é razoável afirmar que os níveis de dióxido de carbono estão maiores no
material mais novo perto do topo do gelo como resultado de aumento dos níveis de carbono na atmosfera. Além disso, desde
que as capas de gelo da Groenlândia onde eles estão perfurando os núcleos, não existiam antes da Pequena Idade do Gelo,
como eles podem acreditar que estão tomando medidas de milhares de anos ? O gelo mais velho pode ter não mais que
aproximadamente 600 anos de idade !
Infelizmente, a maioria dos ativistas e muitos cientistas simplesmente descartarão informação como esta que diretamente
contradiga a idéia deles. De fato, eles estão dizendo, "Isto pode ser verdade, mas ao contradizer os fatos, eles é que
devem estar errados". Então, temos um aquecimento global, datação geológica, evolução e teoria das corda e vários outros
dogmas científicos que de certa forma devem ser verdadeiros, mas não se encaixam na evidência ou leis físicas como
observado. Não tenho este tipo de fé. Não posso acreditar na "ciência" que é contradita por outra ciência. Alguma coisa ou
se encaixa consistentemente na evidência ou não o faz. Simplesmente querer que algo seja verdade não faz disso uma verdade,
não obstante a cultura pós moderna de hoje. Se eu firo minha mão com um martelo enquanto bato um prego, isto vai me ferir
e é um fato que minha mão foi ferida. Me convencer que não me feri pode me fazer sentir melhor, mas não muda a realidade
objetiva que minha mão foi ferida e que o machucado está se formando.
Então, o que os dados de temperatura indicam? Os dados de temperatura indicam resfriamento, tais como os invernos de
2003-2004 e 2004-2005, nos quais o leste das Rochosas americanas tiveram um clima frio não sazonal por vários meses, que
são completamente ignorados para compor o caso de que a Terra está se aquecendo. Alguém ouve a grito da mídia de anos mais
quentes na história, mas isto é acurado? As temperaturas nas áreas rurais dos EUA tem caído ligeiramente nas últimas
poucas décadas. Mais de cem anos de registros de temperatura nos EUA confirmam isto. As temperaturas urbanas tem aumentado,
mas isto é um fenômeno local somente para áreas urbanas - trazido pelo concreto e o asfalto que absorvem mais calor do que
a anterior cobertura do solo. Por exemplo, Bend, Oregon, agora em média é mais quente do que Redmond, Oregon, há dez anos
atrás, mas isso não prova o caso. A população dobrou em Bend durante este período e com o aumento da população houve um
dramático aumento na quantidade de asfalto e concreto substituindo a cobertura nativa do solo. A área maior que circunda
Bend, contudo, ainda é mais fria que Redmond. Do mesmo modo, as temperaturas urbanas não são indicadores das temperaturas
mundiais em geral.
Um estudo de 2002 do NOAA afirmou "a certeza" do aquecimento global ao comparar as temperaturas da água do mar de 50
anos atrás com a presente, mostrando um "aumento" de 0.5 grau. Isto não é uma análise crucial de informação para eles
poderem trabalhar. Os movimentos das águas dos oceanos são muito complexos. As atuais locações e temperaturas variam de
ano para ano. As medidas de temperatura são muito mais consistentes no método, mais acuradas e muito mais disseminadas do
que 50 anos atrás. O atual sistema de fixar e mover bóias em múltiplas locações ao redor do mundo fornecem constantes
dados da temperatura que não existiam 50 anos atrás e os instrumentos agora são muito mais precisos. Uma metade de grau
cai dentro do erro dos instrumentos disponíveis há 50 anos atrás e portanto não pode ser usado para provar a tendência de
aquecimento.
Astrofísicos afirmam que Marte e outros planetas tem se aquecido consideravelmente na década passada. Todos os planetas
partilham a mesma fonte de calor e o Sol não é constante em sua emissão, variando de ano para ano. Por exemplo, os estudos
de carbono 14 dos anéis da árvore Pinus aristata na Califórnia e em Nevada indicam que há uma considerável variedade na
irradiação solar. Vênus costumava ser usada como exemplo do "efeito estufa" até que outros cientistas ressaltaram que
Vênus recebe duas vezes mais energia do Sol do que a Terra, tem pouca água, nenhuma vida, não tem placas tectônicas e sua
atmosfera é muito diferente.
Cada modelo climático da década de 1980 que indicou aquecimento provou estar errado em suas previsões. A maioria dos
modelos indicava um aumento de temperatura de 3 a 6 graus nas latitudes superiores. Isto não tem acontecido. O problema com
os modelos de computador é que somente uma pequenina percentagem de literalmente milhões de variáveis pode ser escrita no
programa. Atualmente é impossível para nós modelarmos acuradamente o clima da Terra e ainda não temos ciência de todas as
variáveis. Por exemplo, somente recentemente tem sido descoberto que o vento solar, manchas solares e ejeções de massa
coronal do Sol afetam os padrões climáticos.
Se o aquecimento global fosse ocorrer, haveria vários indicadores. O primeiro seria o aumento da temperatura da água do mar.
Isto não aconteceu, que nós saibamos. O segundo seria o aumento dramático de precipitação em essencialmente todas as
partes do mundo, não apenas em algumas poucas. Com as temperaturas mais quentes da água do mar, haveria uma grande
evaporação e portanto mais chuva e neve, em todas as partes. Os desertos se tornariam estepes. As estepes se tornariam
florestas. As florestas boreais se tornariam florestas tropicais. Isto não aconteceu em séculos desde que começou a
revolução industrial.
De fato, "tem havido um ligeiro resfriamento," segundo uma Rádio Pública Nacional dos EUA (NPR) que entrevistou Josh
Willis do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, um cientista que mantém uma estrita observação sobre os achados do
ARGOS (Nota 1).
O Dr. Willis insistiu que a queda da temperatura "não foi algo realmente significativo". E acredito que ele está certo.
Mas alguém pode imaginar a NASA ou a NOAA ou o Painel Intergovernamental Sobre Mudança Climática - os experts em clima
da ONU - descartando até mesmo um aquecimento "muito ligeiro" ?
Uma ligeira queda na temperatura dos oceanos durante um período de 5 ou 6 décadas provavelmente não é significativo, tal
como um ligeiro aumento o seria. Ainda que tenha sido um aumento de qualquer tipo, isto certamente seria alardeado tão
longe e amplamente como nenhuma outra lenha na fogueira do aquecimento global.
Apenas observe o quão tenazmente alguns cientistas estão preparados para aderirem ao dogma da mudança climática. "Pode ser
que estejamos em um período de aquecimento menos rápido", o Dr. Willis disse à NPR.
Sim, você sabe, como quando você põe seu carro em marcha ré, você o está colocando em um período de movimento menos rápido.
Ou quando ganho alguns quilos, estou em um período de perda de peso menos rápida.
O grande problema com os achados do ARGOS é que todos os maiores modelos climáticos de computador postulam que cerca de
80 a 90% do aquecimento global resultará do aquecimento dos oceanos, que rapidamente então liberarão seu calor na
atmosfera.
Mas se os oceanos não estão se aquecendo, então (por favor, sussurre) talvez os modelos estejam errados.
Os modelos de computador também não podem explicar a interação das nuvens e do clima. Eles não tem idéia se as nuvens
aquecem o mundo mais por acumular o calor ou que o resfriem, ao refletir a radiação solar de volta para o espaço.
Os modeladores também estão perplexos pelos achados dos 8 satélites climáticos da NASA que tomam mais de 300.000 leituras
de temperatura diariamente de toda a superfície da Terra, versus aproximadamente 7.000 leituras aleatórias de estações na
Terra.
Em quase 30 anos de operação, os satélites tem descoberto uma tendência de aquecimento de apenas 0,14º C por década, menos
do que os modelos e bem dentro da variação natural da temperatura.
Não estou dizendo com certeza que os modelos estejam errados e que o ARGOS e os outros satélites estejam certos, somente
que um debate sobre o clima é crucial, e seria bom ouvir algumas alternativas para a teoria alarmista.
Fonte : SoArtigos.com, 12/04/2008
Autor : William Hunt (22/01/2007), Tradução : Lythe Ribeiro
Nota 1 : O ARGOS (Advanced Research and Global Observation Satellite) foi lançado em fevereiro de 1999, e encerrou
suas operações em julho de 2003.
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