86. Asteróides e Meteoritos
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Algumas definições :
Asteróides = cada um dos pequenos corpos que se movimentam entre as órbitas de Marte e Júpiter.
Cometa = astro pertencente ao Sistema Solar; compõe-se de um núcleo formado por pequenas partículas sólidas
envoltas por uma camada de gases que dão origem à cabeleira (ou coma) e à cauda. Descrevem uma órbita
elíptica muito alongada cujo período pode chegar a centenas de anos. Podem ser formados principalmente de gelo (de metano,
amônia ou água).
Meteoritos (aerólitos, bólidos, pedras meteóricas) = fragmentos minerais que caem na Terra vindos do espaço
interplanetário. Podem ser fragmentos de cometas.
Meteoros (estrelas cadentes) = traços luminosos deixados pela passagem rápida na alta atmosfera terrestre de
fragmentos minerais de dimensões variáveis chamados meteoróides (em geral da ordem de alguns milímetros). Podem ser
restos de cometas esboroados.
A NASA tem um programa de monitoramento de objetos próximos à Terra (Near Earth Object Program), veja o link :
neo.jpl.nasa.gov
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Asteróide do Tamanho de Ônibus Passará Perto da Terra Nesta Noite
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Um asteróide do tamanho de um ônibus vai passar de raspão pela Terra na noite desta sexta-feira, informou o serviço de
acompanhamento de asteróides da NASA (agência espacial americana).
O asteróide "2012 BX34" chegará a 60 mil quilômetros do planeta, um quinto da distância para a Lua, mas não apresenta
risco de colisão, afirmaram os especialistas por meio do Twitter.
Segundo calcularam os astrônomos, o asteróide tem 11 metros de diâmetro e viaja a 9,9 quilômetros por segundo, mas ainda
assim foi catalogado dentro da categoria de "objetos pequenos".
"Não conseguiria passar intacto por nossa atmosfera", explicaram os cientistas do Observatório de Asteróides da NASA.
"Asteróides tão pequenos como este são difíceis de detectar e felizmente não causam a menor preocupação. Nosso objetivo é
encontrar os maiores", acrescentaram.
A NASA detecta e rastreia habitualmente os asteróides e cometas que passam perto da Terra usando telescópios terrestres e
espaciais por meio do programa "Spaceguard", para averiguar se algum deles poderia ser potencialmente perigoso para o planeta.
Em 2009 lançou o satélite explorador infravermelho (WISE, na sigla em inglês) com a missão de detectar a presença de objetos
próximos à Terra, que permitiu elaborar um completo mapa de asteróides.
Segundo dados publicados pela NASA em setembro do ano passado, há 19.500 asteróides de tamanho médio vagando perto da Terra.
Fonte : UOL Notícias, 27/01/2012
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Asteróide Temido Volta a Ser Observado
Astrônomos creem que Apófis pode se chocar com a Terra em 2036 ou 2068
Chuva de Estrelas no Rio
Trilha de destroços de cometa aumenta número de meteoros no céu
Sonda Européia Rosetta Alcança o Asteróide Lutetia
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O asteróide Lutetia revelou-se um mundo crivado por muitas crateras. A missão Rosetta da Agência Espacial Européia (ESA)
enviou as primeiras imagens próximas do asteróide, mostrando que ele é mais provavelmente um primitivo sobrevivente do
violento nascimento do Sistema Solar.
A passagem pelo asteróide foi um espetacular sucesso, com a Rosetta operando sem qualquer falha. A maior aproximação
ocorreu às 18:10 CEST (Central European Summer Time), a uma distância de 3162 km.
As imagens mostram que Lutetia é fortemente coberta de crateras, tendo sofrido muitos impactos durante seus 4,5 bilhões de
anos de existência. Conforme a Rosetta se aproximava, uma gigantesca depressão em forma de bacia surgiu com a rotação do
asteróide, estendendo-se por boa parte de sua área. As imagens confirmam que Lutetia é um corpo alongado, com o maior
comprimento em torno de 130 km.
A simulação mostra a vista de Lutetia a partir da Rosetta durante a passagem em 10 de julho. As fotos vieram do
instrumento OSIRIS da Rosetta, que combina uma grande angular e uma angular estreita na mesma câmera. Na maior
proximidade, detalhes com resolução de 60m podem ser distinguidos sobre toda a superfície de Lutetia.
“Penso que esse é um objeto muito antigo. Hoje à noite nós vimos um remanescente da criação do Sistema Solar”, disse
Holger Sierks, o principal pesquisador do OSIRIS, do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, Lindau, Alemanha.
A corrida da Rosetta a 15 km/seg (54.000 km/h) completou a passagem pelo asteróide em 1 minuto. Mas as câmeras e outros
instrumentos tinham estado trabalhando por horas e em alguns casos, por dias antes, e continuaram depois. Logo após à
maior aproximação, a Rosetta começou a transmitir os dados para a Terra, para processamento.
Lutetia tem sido um mistério por muitos anos. Telescópios em terra haviam mostrado que ele tem características confusas.
Em alguns aspectos ele parece um asteróide “tipo-C”, um corpo primitivo deixado pela formação do Sistema Solar. Em outros,
ele parece com um “tipo-M”. Esses tem sido associados com meteoritos ferrosos, são usualmente avermelhados e supostos como
fragmentos do núcleo de objetos muito maiores. As novas imagens e os dados de outros instrumentos da Rosetta ajudarão a
decidir, mas não esta noite. Para isso é necessária informação sobre a composição.
A Rosetta operou um conjunto completo de sensores durante o encontro, incluindo sensoreamento remoto e medições locais.
Parte da carga útil do seu módulo de pouso Philae também entrou em ação. Juntos eles procuraram por evidências de uma
atmosfera muito tênue, efeitos magnéticos, e estudaram a composição da superfície, assim como a densidade do asteróide.
Eles também tentaram “pescar” para análise a bordo, quaisquer grãos de poeira que poderiam estar flutuando no espaço
próximo ao asteróide. Os resultados desses instrumentos chegarão no tempo devido. A passagem marca a realização de um dos
principais objetivos científicos da Rosetta. A espaçonave agora continuará para seu encontro em 2014 com seu alvo
principal, o cometa Churyumov-Gerasimenko. Ela então acompanhará o cometa por meses, desde um ponto perto da órbita de
Júpiter até a sua maior aproximação do Sol. Em novembro de 2014, a Rosetta lançará o módulo Philae para aterrissar no
núcleo do cometa.
“Wunderbar !”, disse David Southwood, diretor de Ciência e Exploração Robótica da ESA, “Foi um grande dia para a
exploração, um grande dia para a ciência européia. A precisão de relógio é um grande tributo aos cientistas e engenheiros
em nossos Estados Membros, em nossa indústria e, não menos, na própria ESA. Vamos para 2014 e nosso encontro com o
cometa”. Mas por enquanto, analisar os dados do Lutetia é o foco das equipes de instrumentos da Rosetta. Somente 24 horas
atrás, Lutetia era um estranho distante, graças à Rosetta, ele se tornou um amigo próximo.
Fonte : Agência Espacial Européia, 10/07/2010
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Imagens da aproximação, a primeira a 510.000 km de distância, e a última a 81.000 km
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Seqüência final da aproximação
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Lutetia no momento da maior aproximação
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