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À Procura de Adão
Herbert Wendt, 1953
O autor (1914-1979) é um dos mais apreciados escritores alemães sobre assuntos científicos.
EDIÇÕES MELHORAMENTOS, 423 pág.
“...A descoberta da Pré-História é indubitavelmente o capítulo mais emocionante da História Natural, o mais rico em
incidentes e complicações, cheio de tragédias humanas. Cada crânio, cada instrumento de pedra que repousa num museu,
cada obra que se ocupa com a origem do homem tem seu destino particular. Se olharmos os testemunhos da Pré-História
com os olhos do pesquisador, eles adquirem uma realidade impressionante. Saem dos museus, dos gabinetes de História
Natural e das bibliotecas e rasgam a névoa do desconhecido que envolve as épocas decisivas da formação do homem e da
civilização.
Por isso coloquei no centro deste romance de fatos científicos o homem, a personalidade do pesquisador, possuída por
uma idéia tocada pela fagulha do gênio, sem a qual os fatos não teriam vida.
Para isso e a fim de reconstituir cada caso dentro do seu ambiente, tive de sair do tema pròpriamente e roçar outros
domínios da Ciência, citando documentos, cartas e relatórios. Esta maneira de exposição dará ao leitor uma
possibilidade de participar da aventura da pesquisa, dos trabalhos de escavação, da descoberta de vestígios de tempos
primitivos e das disputas científicas que vitimaram tantos descobridores incompreendidos...”
Aventuras e Descobertas de Darwin a Bordo do Beagle (1832-1836)
Richard Keynes, 2002
O autor é bisneto de Charles Darwin. Membro da Royal Society desde 1959 e professor titular de fisiologia na
Universidade de Cambridge, foi responsável pela edição de diversos escritos de Darwin. Passou o ano de 1951 no Brasil,
a convite de Carlos Chagas Filho, em pesquisa no Instituto de Biofísica da UFRJ. É membro estrangeiro da Ordem
Nacional do Mérito Científico/CNPq, membro honorário da Academia Brasileira de Ciências e doutor honoris causa da UFRJ.
JORGE ZAHAR EDITOR, 390 pág.
“Neste livro Richard Keynes reconstitui de modo emocionante e circunstanciado a histórica viagem do HMS Beagle naquela
que talvez seja a mais importante aventura científica da era moderna. Para acompanhar as pesquisas de seu bisavô, o
então jovem naturalista Charles Darwin, Keynes teve ainda o cuidado de reunir desenhos e pinturas feitos por Darwin e
outros viajantes do Beagle.”
NOTA : Além do ótimo texto, a obra foi enriquecida com cerca de 120 excelentes ilustrações, algumas a cores, e
mapas.
Civilizações Extraterrestres
Isaac Asimov, 1979
Sobre o autor :
www.fantasticfiction.co.uk/a/isaac-asimov
EDITORA NOVA FRONTEIRA, 311 pág.
“Este livro parte das seguintes perguntas : Será que estamos sozinhos ? Os seres humanos são os únicos que possuem
olhos suficientemente hábeis para investigar as profundezas do Universo ? Serão eles os únicos capazes de desenvolver
e aperfeiçoar os seus sentidos naturais ? Os únicos a conseguirem, pelos poderes da mente, compreender e interpretar
o que é visto e experimentado por eles próprios ?”
NOTA : Muito bom este texto de Asimov sobre a possibilidade de vida em outros mundos. Como Asimov escrevia
baseado no ponto de vista da Ciência e também era cético, ninguém espere encontrar as fantasias que os ufoesquisotéricos
adoram. Infelizmente como foi escrito em 1979, já está em parte ultrapassado, mas ainda é uma boa leitura. Pode servir
de preliminar para “O Quinto Milagre” (também nesta lista) que é mais recente e mais técnico.
Escalada do Monte Improvável, A (Uma defesa da teoria da evolução)
Richard Dawkins, 1996
O autor formou-se pela Universidade de Oxford e deu aulas de zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. É
titular da cátedra de Compreensão Pública da Ciência de Oxford.
COMPANHIA DAS LETRAS (2009), 372 pág.
“Ocupante da primeira cátedra acadêmica voltada para a divulgação científica em uma universidade de primeiro escalão, o
biólogo Richard Dawkins oferece neste livro uma fascinante viagem em direção ao cume do “monte Improvável”, imagem que
usa para representar o caminho evolutivo das espécies vegetais e animais. Ele mostra que, ao contrário do que supõem
muitos críticos da evolução, o monte Improvável não se escala por uma parede proibitivamente íngreme, mas é atingido pelo
outro lado, onde há uma longa e suave encosta por onde se alcança o topo com segurança. A escalada do monte Improvável é
uma resposta ao mesmo tempo incisiva e fascinante àqueles que ainda acreditam num mundo criado por divindades.”
NOTA : Livro excelente, há três capítulos que, mesmo individualmente, justificam a sua leitura : capítulo 2 (sobre
as teias de aranha), capítulo 5 (sobre a visão) e o capítulo 6 (sobre as conchas).
Evolução : a História da Vida
Douglas Palmer, 2009
O autor é escritor e professor de Ciências Naturais, leciona atualmente na Universidade de Cambridge e escreve para
as revistas New Scientist, BBC Wildlife e Science. Já publicou diversos livros.
EDITORA LAROUSSE DO BRASIL (2009), 367 pág.
“Partindo dos testemunhos contidos nos registros fósseis disponíveis, este livro recria os quatro bilhões de anos de
história da vida na Terra num quadro extremamente abrangente e completo. Nunca nossa história coletiva foi contada de forma
tão convincente, instigante, coerente e bela.
Evolução é uma obra de referência que comemora os 150 anos da publicação do livro Origem das Espécies (1859), de Charles
Darwin, e o ducentésimo aniversário do nascimento de seu autor. Foi publicada em parceria com o
Museu de História Natural de Londres, um dos mais importantes centros
mundiais de pesquisa sobre a evolução.”
NOTA : Uma importante obra de referência. Após a introdução de conceitos básicos da página 8 a 33, temos a parte
principal do livro : “Os Cenários da Vida”, da página 34 a 247. Como o nome indica, são apresentadas as paisagens e animais
de cada época, em páginas duplas. Da página 248 a 295 temos “As Árvores da Vida”, da página 296 a 323 um “Guia dos Sítios
Paleontológicos”, e da página 324 a 359 um “Índice Remissivo das Espécies” e “Listagem das Espécies”. Não dá para descrever
a riqueza de fotos, desenhos e diagramas que detalham o tema do livro. Edição formato 29 x 25 cm, capa dura.
Gene Egoísta, O
Richard Dawkins, 1976, 1989
O autor formou-se pela Universidade de Oxford e deu aulas de zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. É
titular da cátedra de Compreensão Pública da Ciência de Oxford.
COMPANHIA DAS LETRAS (2009), 540 pág.
“O Gene Egoísta foi publicado em 1976. Se propunha a condensar o enorme corpo teórico já produzido para compreender
como espécies surgem e se diversificam, como indivíduos se relacionam e colaboram entre si – e a ir além. Richard Dawkins
inovou de muitas maneiras. Introduziu uma linguagem informal e metafórica numa área dominada por reflexões densas e
fórmulas matemáticas. Subverteu a percepção intuitiva da importância dos organismos e dos grupos : o gene – porção do DNA
capaz de produzir um efeito no organismo que seja hereditário e possa ser alvo da seleção natural – é quem comanda, quem
busca perpetuar-se. Os organismos são máquinas de sobrevivência construídas pelos genes, a culminância de um processo
competitivo que visa construir a máquina mais eficaz. Mas a influência dos genes não pára aí. Organismos interagem entre
si e com o mundo inanimado, e assim alteram seu ambiente e promovem a propagação de genes presentes em outros corpos...”
Grande História da Evolução, A
(Na trilha dos nossos ancestrais)
Richard Dawkins, 2004
O autor formou-se pela Universidade de Oxford e deu aulas de zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. É
titular da cátedra de Compreensão Pública da Ciência de Oxford.
COMPANHIA DAS LETRAS (2009), 759 pág.
“O livro é uma peregrinação ao longo da árvore genealógica da vida. Partindo de onde estamos hoje, passamos por quarenta
entroncamentos onde nos deparamos com ancestrais e peregrinos que vêm de outros ramos. O ponto de chegada situa-se há 4
bilhões de anos atrás, na origem da vida.
Ao longo do trajeto, peregrinos contam suas histórias e descortinam as maravilhas da diversidade biológica que habita este
planeta e os mistérios da evolução que ainda hoje desafiam biólogos...”
História da Humanidade Contada Pelos Vírus, A
Stefan Cunha Ujvari, 2008
O autor é médico infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz – São Paulo. Mestre em doenças infecciosas e
especialista em doenças infecciosas e parasitárias pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp), foi professor substituto da disciplina da Emergência Médica na mesma universidade.
EDITORA CONTEXTO (2009), 203 pág.
“O material genético dos microrganismos guarda parte da história do homem. Com o avanço da ciência e dos estudos de DNA,
já é possível conhecer a globalização antiga e contínua dos germes, a história da distribuição humana pelo planeta e a
origem de muitas doenças que nos afligem hoje.
Este livro rastreia as pegadas de vírus e bactérias e identifica infecções que acometeram desde nossos ancestrais
pré-históricos até o homem moderno. Os microrganismos contam a saga do homem desde muito antes de sua saída do solo
africano para povoar outros continentes até as assustadoras epidemias que se alastram no século XXI...”
NOTA : Texto excelente. O livro pode ser recomendado inclusive para quem se interessa por Antropologia.
História de Quando Éramos Peixes, A (Your Inner Fish)
Neil Shubin, 2008
O autor, paleontólogo, é diretor do The Field Museum of Natural History e chairman do Departament of Organismal
Biology and Anatomy da Universidade de Chicago, onde é professor de anatomia. Em 2004, Shubin e seus colegas, Ted
Daeschler e Farish A. Jenkins Jr., descobriram o Tiktaalik roseae
– um fóssil de 375 milhões de anos de uma espécie que possuía tanto estruturas aquáticas, como nadadeiras, quanto
terrestres, com membros ainda desajeitados, além de uma cabeça parecida com a dos crocodilos atuais.
ELSEVIER EDITORA (2008), 191 pág.
“Vivemos numa era de descobertas, quando a ciência está revelando o funcionamento interno de criaturas tão distintas
quanto águas-vivas, vermes e camundongos. Agora, temos o vislumbre de uma solução para um dos maiores mistérios da
ciência : as diferenças genéticas que distinguem os humanos de outros seres vivos...
...Segundo Shubin, se recuarmos ao longo de bilhões de anos de mudanças, perceberemos que tudo de inovador ou aparentemente
ímpar na história da vida, na verdade, não passa de roupa velha que foi reciclada, reprogramada ou de alguma outra forma
reformada para novos usos...
...Das minúsculas criaturas marinhas aos seres humanos, genes iguais são responsáveis pela estruturação do corpo, revelando
a trajetória dos primórdios elementares às formas mais intrincadas ...”
NOTA : Ótimo texto. Com sua experiência em anatomia, o autor apresenta uma abordagem muito especial da questão
da evolução dos seres vivos. O corpo humano, que parece superficialmente uma máquina maravilhosa, é cheio de falhas e “gatilhos”
decorrentes de sua história evolutiva. O ridículo do conceito de “Projeto Inteligente” torna-se gritante neste livro.
Humanos Antes da Humanidade, Os (Uma perspectiva evolucionista)
Robert Foley, 1998
O autor é vinculado ao Grupo de Pesquisas Biológicas sobre Evolução Humana da Universidade de Cambridge.
EDITORA UNESP, 294 pág.
“Leitura de interesse para antropólogos, biólogos, arqueólogos e todos aqueles que se interessam pelo passado da espécie
humana, este livro busca entender por que evoluímos e como mecanismos muito comuns atingiram um resultado tão expressivo
como a nossa espécie. O autor recria o mundo perdido dos nossos antepassados que viveram e floresceram há um milhão de
anos. Investiga também como, quando e onde as primeiras espécies humanas apareceram e se tornaram dominantes.
Foley acredita que evoluímos graças a determinadas circunstâncias específicas no tempo e no espaço. Nesse sentido,
analisa a vida cotidiana das primeiras populações de macacos antropóides confrontadas com problemas sociais e ecológicos
muito específicos.
A obra estabelece vínculos entre generalidades da teoria evolucionista e da biologia com especificidades de épocas e
lugares onde a nossa evolução ocorreu de fato. A interação entre essas variáveis é, para o autor, a chave para a
explicação da nossa evolução e para a percepção do lugar da espécie humana na natureza.”
“Fornecer informações sobre detalhes da evolução humana, demonstrando que ela é uma série complexa de ocorrências
explicável por alguns princípios evolucionistas gerais, é o objetivo deste livro, que traz importantes dados sobre a
existência de antepassados humanos, como os australopitecos, o Homo erectus e o homem de Neanderthal.
Questões filosóficas derivadas das teorias de Charles Darwin e a ecologia que embasa a biologia e a evolução humanas
são abordadas. Há também a discussão de intrigantes e desafiadoras perguntas sobre a singularidade humana relacionadas
ao nosso comportamento, como a inteligência, a cultura, o comportamento social e a linguagem.”
Livro de Ouro da Evolução, O (O triunfo de uma idéia)
Carl Zimmer, 1998
O autor é ex-editor sênior da revista Discover, ele escreve uma coluna regular sobre evolução para a Natural History.
Também contribui com artigos para revistas como National Geographic, Audubon e Science. Outras obras : At The Water’s
Edge e Parasite Rex.
EDIOURO PUBLICAÇÕES, 598 pág.
Trecho da Introdução por Stephen Jay Gould, do Museu de Zoologia Comparativa (Universidade de Harvard) :
“Um cientista do século XIX desenvolve uma idéia, mas ela é tão perturbadora – por significar uma transformação radical
de tudo o que se pensava até então sobre a origem dos seres vivos, inclusive o homem – que ele demora décadas para
revelá-la ao mundo. Ao se tornar conhecida, essa idéia é contestada por pessoas influentes e cultas, seu autor é
criticado e até insultado, e campanhas e mais campanhas são realizadas para que seja desacreditada. Apesar de tudo,
ela sobrevive. E ganha força a cada nova descoberta das ciências biológicas.
Essa idéia é a evolução. E seu autor é Charles Darwin (1809-1882), que enfrentou de cabeça erguida seus críticos e
detratores, convicto de que estava certo. Hoje, ele é apontado, com justiça, como um dos mais importantes cientistas de
todos os tempos.
A trajetória dessa idéia, desde que começou a se formar na mente de Darwin até os dias atuais(quando contribui
decisivamente para explicar variados fenômenos naturais, para confirmar o quanto o ser humano é insensato ao destruir
o meio ambiente, para aperfeiçoar os computadores e até combater doenças), é o tema deste livro instigante, muito bem
escrito e ilustrado. Seu autor conseguiu reunir um estilo claro e enredos que não devem nada a qualquer romance, além
de generosas doses de conhecimento e cultura, em um texto capaz de prender a atenção, provocar emoções e, ao mesmo
tempo, surpreender e instruir os leitores...”
Maior Espetáculo da Terra, O (As evidências da Evolução)
Richard Dawkins, 2009
O autor nasceu em Nairobi, Quênia, em 1941. Lecionou zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley e na
Universidade de Oxford, Inglaterra. Em 2005 foi eleito o mais influente intelectual britânico pela revista Prospect,
e nesse mesmo ano assumiu a cátedra Charles Simonyi de Compreensão Pública da Ciência, que ocupou até 2008.
COMPANHIA DAS LETRAS (2009), 438 pág.
“Depois de oito livros seminais sobre ciência evolucionária, Dawkins deu-se conta de que em nenhum dos seus escritos
explicitara sistematicamente as evidências de que a evolução não é apenas uma teoria, mas um fato. A essa lacuna aliou-se
sua preocupação – à qual fazem coro cientistas, educadores e até religiosos de alto coturno – com a colossal porcentagem
de americanos e britânicos que acreditam que todos os seres vivos foram postos no mundo há menos de 10 mil anos exatamente
do modo como são hoje. E o mais grave : essas pessoas formam um grupo que determina currículos escolares, elege congressistas
e hostiliza os professores que tentam ensinar a evolução aos alunos. Por isso, Dawkins concluiu que este livro é necessário.
Sua proposta é ambiciosa : de um lado, dar munição infalível aos que ensinam a evolução ou desejam compreendê-la em seus mais
fascinantes aspectos; de outro, apresentar aos que negam a evolução pela seleção natural uma argumentação científica tão
clara, tão incontestável que não lhes será possível continuar a sustentar suas concepções errôneas depois de terem sido
expostos a este livro.”
NOTA : Texto excelente, totalmente indicado para quem deseja compreender os detalhes da Teoria da Evolução.
Origem das Espécies, A (The Origin Of Species By Means Of Natural Selection)
Charles Darwin, 1859
Charles Robert Darwin (1809-1882) dedicou a vida ao estudo da natureza. Durante cinco anos (1831-1836), foi o
naturalista de bordo do Beagle, um navio da marinha inglesa que fez uma viagem por todo o mundo – e esteve também no
Brasil. Nessa viagem, ele pôde coletar as informações que mais tarde usaria para defender sua teoria.
EDIOURO PUBLICAÇÕES (2004), 517 pág.
“Charles Darwin não foi o primeiro a dizer que as espécies de animais e plantas que conhecemos tinham ancestrais comuns,
que foram se modificando até chegarem às características atuais. Mas neste livro, publicado pela primeira vez em 1859, ele
sistematizou esta hipótese e levou-a às últimas conseqüências, demonstrando que as espécies variam muito lentamente, que
as variações entre elas ocorrem ao acaso e sobrevivem os indivíduos mais adaptados ao meio, no processo que ele consagrou
como “seleção natural”.
Numa perspectiva histórica, entretanto, acredita-se que a principal revolução provocada por Darwin tenha sido o papel
atribuído por ele ao acaso : num de seus efeitos mais duradouros, a teoria darwinista acabou com a idéia de um plano ou de
uma mente superior e geral regendo de forma lógica a Natureza e, por extensão, o homem.”
Quinto Milagre, O (Em busca da origem da vida)
Paul Davies, 1998
O autor é físico, escritor e divulgador de ciência conhecido internacionalmente. Doutor pela Universidade de Londres,
onde deu aulas, trabalhou também nas universidades de Cambridge, Newcastle upon Tyne e Adelaide, na Austrália, onde vive.
Premiado diversas vezes por seu trabalho científico e de divulgação, é autor de mais de vinte livros.
COMPANHIA DAS LETRAS (2002), 359 pág.
“Teria a vida começado na Terra por mero acaso, numa “sopa primordial” ? Ou seria ela uma lei física do Universo, portanto
possível de florescer em outros planetas ? Abordando esse que é um dos maiores desafios para a Ciência, Paul Davies, físico
e escritor, não se detém diante dos desafios filosóficos e técnicos da questão. Das teorias mais tradicionais às recentes
descobertas da genética e da biologia molecular, dos cataclismos antediluvianos à descoberta da vida em abismos submarinos
e nas profundezas da Terra, O Quinto Milagre fala da busca incessante por evidências científicas que esclareçam o
surgimento do mais antigo antepassado comum de todos os seres vivos.
Sem medo de assumir hipóteses pouco ortodoxas, mas sem tampouco perder o espírito crítico e científico, Davies escreveu
um livro para todo aquele que já se fez a mais fundamental das questões : de onde viemos ?”
NOTA : Texto excelente, que trata inclusive da questão da vida extraterrestre.
Relojoeiro Cego, O (A teoria da evolução contra o desígnio divino)
Richard Dawkins, 1986
O autor formou-se pela Universidade de Oxford e deu aulas de zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. É
titular da cátedra de Compreensão Pública da Ciência de Oxford.
COMPANHIA DAS LETRAS, 488 pág.
“Neste clássico moderno da biologia, Richard Dawkins faz uma defesa vigorosa da visão darwinista e põe a nu as falácias
polêmicas do criacionismo. Para o zoólogo, a síntese moderna entre as descobertas da genética e a idéia de seleção
natural – antes árdua que aleatória – é capaz de fornecer respostas verificáveis e elegantes para o enigma das origens da
vida e das espécies. Por outro lado, longe de sufocar nosso encantamento e nosso espanto diante da diversidade da vida que
nos rodeia, o evolucionismo na verdade os torna mais vivos : não é admirável que o processo evolutivo – o relojoeiro cego
do título – possa criar tanto com tão pouco ?”
Terceiro Chimpanzé, O (A evolução e o futuro do ser humano)
Jared Diamond, 1992
O autor é professor de Fisiologia da Escola de Medicina da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles).
Iniciou sua carreira científica em fisiologia, ampliando seu campo de pesquisas para a biologia evolutiva e
biogeografia.
EDITORA RECORD (2010), 430 pág.
“Os seres humanos compartilham mais de 98% dos genes com os chimpanzés. Ainda assim, somos uma espécie dominante
no planeta – fundamos civilizações e religiões, desenvolvemos formas complexas e diferentes de comunicação,
construímos cidades, ciências e produzimos arte. Enquanto isso, os chimpanzés permanecem instintivamente voltados
apenas para as necessidades básicas de sobrevivência. O que há nesses quase 2% de diferença no nosso DNA, que criam
uma divergência tão grande entre esses dois “primos” ?”
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Agincourt (O rei, a campanha, a batalha)
Juliet Barker, 2005
A autora formou-se pela faculdade de St. Anne, Oxford, onde também cursou doutorado em história medieval. Em 1999, foi
uma das mais jovens a receber o Hononary Doctorate of Letters, pela Universidade de Bradford, e em 2001 foi eleita membro
da Royal Society of Literature. Colabora com freqüência para jornais, canais de televisão e estações de rádio.
EDITORA RECORD (2009), 502 pág.
“Ao raiar do dia 25 de outubro de 1415, dois exércitos se defrontavam sobre uma planície de uma região remota do nordeste
da França, que se tornaria o mais famoso campo de batalha da história da Europa : Agincourt.
De um lado, cerca de 6.000 ingleses exaustos após dezoito dias em uma marcha de mais de quatrocentos quilômetros em
terreno hostil, muitos sofrendo de disenteria e famintos. Do outro, aproximadamente 36.000 franceses motivados pelo desejo
de vingar a tomada da cidade de Harfleur. Repousados, bem nutridos, bem armados, lutando em seu próprio território numa
região escolhida por eles, este exército pode ser perdoado por ter pensado que o resultado da batalha estava previamente
determinado.
Porém não estava. A vitória inglesa foi tão inusitada e surpreendente em sua escala que os contemporâneos só puderam
atribuí-la a Deus. Juliet Barker, entretanto, analisa a batalha para entender a determinação e a dedicação do rei inglês
Henrique V, o principal arquiteto dessa vitória, e a razão pela qual, mesmo com toda desvantagem, ele a conquistou. Por
fim, ela também examina brevemente as conseqüências históricas mais amplas de Agincourt e a literatura que essa vitória
espetacular tem inspirado nos últimos seiscentos anos.”
NOTA : Livro excelente, ótimo texto. Dividido em três partes, não trata apenas da batalha em si : “A Estrada Para
Agincourt” (8 capítulos), “A Campanha de Agincourt” (7 capítulos) e “As Consequências da Batalha” (3 capítulos). Dada a
amplitude da pesquisa feita pela autora, o livro fornece uma série de detalhes interessantíssimos sobre a alta Idade Média.
Alexandria, a Cidade do Pensamento Ocidental
Theodore Vrettos, 2005
O autor é graduado na Harvard University e no Holy Cross Greek Theological Seminary, e já escreveu vários livros de
ficção e não-ficção.
ODYSSEUS EDITORA, 313 pág.
“Dentre as cidades do Mundo Antigo cuja simples menção suscita em nosso imaginário o esplendor de toda uma época,
Alexandria ocupa uma posição singular. Fundada por Alexandre, o Grande, em 331 a.C., a cidade deslumbrava todos que a
visitavam, quer chegassem por terra ou por mar, mas principalmente por mar, de onde se podia avistar o farol mais famoso
da Antiguidade, o de Faros, considerado uma das sete maravilhas do mundo. Alexandria tornou-se o principal centro
intelectual do mundo helenístico e foi também palco de alguns dos acontecimentos históricos mais espetaculares de todos
os tempos, aos quais os nomes de Júlio César, Cleópatra e Marco Antonio se ligaram para sempre.
No âmbito cultural, talvez nenhum outro governo do mundo tenha associado tão estreitamente o poder ao saber quanto os
soberanos da dinastia dos Ptolomeus, que fundaram a famosa Biblioteca e foram patronos entusiásticos da literatura.”
Armas, Germes e Aço (Os destinos das sociedades humanas)
Jared Diamond, 1997
O autor é professor de Fisiologia da Escola de Medicina da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles). Iniciou
sua carreira científica em fisiologia, ampliando seu campo de pesquisas para a biologia evolutiva e biogeografia.
EDITORA RECORD, 472 pág.
“Por que os povos eurasianos conquistaram, desalojaram ou dizimaram nativos das Américas, Austrália e África ? Por que
não foram os nativos americanos, africanos e aborígines australianos que subjugaram ou exterminaram os europeus e
asiáticos ? O biólogo evolucionista Jared Diamond redireciona estas questões, frequentemente respondida em termos
racistas, revelando fatores ambientais como os reais responsáveis pelo curso dos acontecimentos...
...Por meio de uma instigante revisão da evolução dos povos, em uma viagem através de 13.000 anos de história dos
continentes, Jared Diamond conclui que a dominação de uma população sobre outra tem fundamentos militares (armas),
tecnológicos (aço) ou as doenças epidêmicas (germes), que dizimaram sociedades de caçadores e coletores, assegurando
conquistas...”
Ascensão e Queda das Grandes Potências
(Transformação Econômica e Conflito Militar de 1500 a 2000)
Paul Kennedy, 1988
O autor formou-se pelas Universidades de Newcastle, Oxford e Bonn. Lecionou na Universidade de East Anglia antes de
transferir-se para a Universidade de Yale , em 1983, onde é Professor de História da Cátedra Dilworth.
EDITORA CAMPUS, 675 pág.
“Neste importante e lúcido estudo, o historiador contemporâneo Paul Kennedy traça a ascensão e queda das grandes potências
mundiais num período de cinco séculos. Começando no século XVI, com a ascensão do Império Habsburgo, e concluindo com uma
brilhante análise das tendências econômicas e tecnológicas de hoje para o equilíbrio de forças no século XXI, ele mostra
como a interação das forças econômicas e militares governa o progresso das nações...”
Ascensão e Queda do III Reich
William L. Shirer, 1960
EDITORA CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA (1964) – Edição Esgotada
Volume I : A Ascensão de Adolf Hitler / Triunfo e Consolidação (417 pág.)
Volume II : O Caminho Para a Guerra (493 pág.)
Volume III : Primeiras Vitórias e o Momento Decisivo, 1939-1942 (482 pág.)
Volume IV : O Começo do Fim e a Queda do Terceiro Reich (382 pág.)
EDITORA AGIR
Volume I : Triunfo e Consolidação, 1933-1939 (875 pág.)
Volume II : O Começo do Fim, 1939-1945 (763 pág.)
NOTA : Leitura indispensável para quem se interessa pelos assuntos 2ª. Guerra Mundial e Nazismo.
Batalha de Salamina, A (O combate naval que salvou a Grécia e a civilização ocidental)
Barry Strauss, 2004
O autor é professor de História e Antiguidade Clássica na Universidade de Cornell. Historiador e classicista, é
especialista em guerras antigas.
EDITORA RECORD, 359 pág.
“A batalha de Salamina, em 480 a.C., foi o mais importante confronto naval do mundo antigo. No exíguo estreito entre a
ilha de Salamina e as terras da Grécia, a frota grega, em grande desvantagem numérica, derrotou a armada persa em
brilhante vitória até hoje analisada por estrategistas militares. O triunfo grego em Salamina pôs fim às invasões persas
e salvou a primeira democracia da história. Atenas tornou-se a Cidade-estado grega dominante e o Império ateniense surgiu,
oferecendo as condições de desenvolvimento do século de Péricles...”
Bruxas – Noivas de Satã, As
Jean-Michel Sallmann, 1989
EDITORA OBJETIVA, 192 pág.
“Por volta do século XV, o Ocidente incendeia-se. Um incêndio monstruoso, em forma de epidemia. Homens e, principalmente,
mulheres são queimados. As bruxas são as noivas do Diabo. O boato afirma, os juízes civis e religiosos provam. Elas
freqüentam o sabá, jogam a sorte, semeiam a doença e a morte. Durante dois séculos, milhares de bruxas são perseguidas,
denunciadas, atormentadas, antes de serem lançadas às chamas. Será preciso esperar o fim do século XVII para que se
imponham as vozes que clamam pela razão e para que, pouco a pouco, as últimas fogueiras sejam extintas.
Para além do mito, Jean-Michel Sallmann analisa, como historiador, o modo de representação do mundo que foi a bruxaria,
dos primeiros processos às figuras que povoaram o imaginário romântico.”
NOTA : O livro é profusamente ilustrado.
Canhões de Agosto
Bárbara W. Tuchman, 1962
Notável historiadora norte-americana, tem seus livros aclamados em todo o mundo. Foi duas vezes laureada com o Prêmio
Pulitzer de literatura.
BIBLIOTECA DO EXÉRCITO EDITORA, 510 pág.
“Clássico da história do nosso tempo, mostra como os primeiros dias do conflito mundial de 1914 foram decisivos para o
mundo, ao definir os rumos da guerra, os termos da paz e a geografia política das nações deste século. Consagrada pela
crítica e aclamada pelo público, a americana Bárbara Tuchman é capaz de transformar a história numa brilhante narrativa
literária. Cenas de batalha, questões estratégicas, ascensão e queda de personalidades poderosas : este é o cenário de
“Canhões de Agosto”, vencedor do Prêmio Pulitzer de 1963.”
Carga da Brigada Ligeira, A (Anatomia de um desastre)
Cecil Woodham-Smith, 1953
A autora figura entre os mais aclamados historiadores e biógrafos britânicos. Sua reputação se firmou pelos quatro
clássicos de sua autoria, cada qual versando sobre um aspecto diferente da Era Vitoriana : Florence Nightingale, The
Reason Why (*), The Great Hunger e Queen Victoria : Her Life And Times. Recebeu título de doutor honoris causa em
Literatura da Universidade Nacional da Irlanda em 1964 e da Universidade de Saint Andrews em 1965. Faleceu em Londres em
1977.
(*) É o livro em título.
BIBLIOTECA DO EXÉRCITO EDITORA, 310 pág.
“Em outubro de 1854, os arredores da pequena cidade balneária de Balaclava, situada na Península da Criméia, haveriam de
servir de palco para um dos maiores desastres da História Militar moderna, quando a Brigada de Cavalaria Ligeira,
pertencente à Divisão de Cavalaria da Força Expedicionária Britânica no Oriente, desfechou uma carga contra a artilharia
russa posicionada na extremidade leste do chamado Vale Norte.
Fazendo tabula rasa dos mais comezinhos princípios da doutrina militar inglesa e ignorando o mais elementar bom senso, o
ataque teve trágico desfecho. Dos cerca de seiscentos homens e cavalos que dele participaram, pouco mais que uma centena e
meia sobreviveu, e o Vale Norte, apropriadamente, passou a ser conhecido como o Vale da Morte.
A Carga da Brigada Ligeira, designação com o qual o episódio entrou na História, não durou mais do que meros vinte
minutos, mas parece encerrar, em tão curto espaço de tempo, todo o sofrimento, todo o heroísmo e toda a incompetência que
marcaram a chamada Guerra da Criméia...”
NOTA : Livro excelente, imperdível, pois a autora optou por não se ater apenas à campanha da Criméia e à batalha em
Balaclava. O livro tem 14 capítulos, e nos 7 primeiros capítulos são analisados os antecedentes dos principais oficiais
envolvidos na desastrosa batalha, e ao mesmo tempo um vívido quadro social e político da época é apresentado.
Código de Hamurabi, O (Cerca de 1780 a.C.)
MADRAS EDITORA, 2005, 78 pág.
Colapso (Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso)
Jared Diamond, 2005
O autor é professor de Fisiologia da Escola de Medicina da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles).
Iniciou sua carreira científica em fisiologia, ampliando seu campo de pesquisas para a biologia evolutiva e
biogeografia.
EDITORA RECORD, 683 pág.
“...Assim como em sua obra anterior Armas, Germes e Aço, Diamond tece uma tese global abrangente por meio de uma
série de fascinantes narrativas histórico-culturais. Abordando desde a cultura da Polinésia pré-histórica na ilha de
Páscoa às outrora florescentes civilizações nativas americanas dos anasazis e maias, o autor analisa as causas da
decadência da colônia viking medieval na Groenlândia e chega ao mundo moderno. Com isso, traça um panorama catastrófico
e mostra o que acontece quando desperdiçamos nossos recursos, ignoramos os sinais de nosso meio ambiente, quando nos
reproduzimos rápido demais ou cortamos árvores em excesso. Danos ambientais, mudanças climáticas, rápido crescimento
populacional , parcerias comerciais instáveis e pressões de inimigos foram fatores na queda de algumas sociedades;
contudo outras encontraram soluções para esses mesmos problemas e subsistiram...”
NOTA : O livro é dividido em quatro partes,
Parte 1 – Montana Contemporânea (1 capítulo)
Parte 2 – Sociedades do Passado (8 capítulos)
Parte 3 – Sociedades Modernas (4 capítulos)
Parte 4 – Lições Práticas (3 capítulos)
O autor analisa os seguintes casos modernos : Estado de Montana nos EUA, Ruanda, República Dominicana, Haiti, China e
Austrália.
Como a Natureza Mudou a História (The Weather Factor)
Erik Durschmied, 2000
O autor nasceu em Viena, em 1930, e emigrou para o Canadá depois da Segunda Guerra Mundial. Por muitos anos, foi
correspondente de guerra das TVs BBC e CBS e cobriu os conflitos no Afeganistão, Belfast, Beirute, Chile, Irã, Iraque e
Vietnã, obtendo vários prêmios por seu trabalho. Atualmente, vive entre Paris e Provence com sua família.
EDIOURO PUBLICAÇÕES, 350 pág.
“Quanto sangue, suor e lágrimas, já foram derramados por causa de mudanças no clima ? Como a Natureza Mudou a
História mostra como os insondáveis fenômenos atmosféricos mudaram batalhas, fizeram história e cobraram caro em vidas
e sofrimento. Desde um tufão dizimando a frota mongol que invadiria o Japão, no século XIII, ao frio que congelou os
panzers alemães na Segunda Guerra Mundial, o texto leve e elegante de Erik Durschmied nos leva às batalhas decididas mais
pelo clima do que pela coragem ou a estratégia.”
Crimes de Napoleão, Os (Le crime de Napoléon)
Claude Ribbe, 2005
O autor é historiador, filósofo e defensor da memória dos escravos.
EDITORA RECORD, 206 pág.
“Cento e quarenta anos antes do Holocausto nazista, Napoleão Bonaparte utilizou câmaras de gás embrionárias para
exterminar a população civil das Antilhas, criou campos de concentração na Córsega e em Alba, e restabeleceu o tráfico de
escravos, provocando a morte de mais de cem mil africanos nas colônias francesas. Neste polêmico Os crimes de Napoleão, o
historiador Claude Ribbe expõe as atrocidades pioneiras praticadas pelo imperador da França, anos depois assimiladas por
ditadores como Adolf Hitler.”
“A partir de 1802, uma série de atrocidades contra os africanos e as populações de origem africana nas colônias francesas
teve início. Por ordem do imperador Napoleão Bonaparte, milhares foram torturados, massacrados e escravizados. Apesar de a
Revolução ter tornado ilegais a escravidão e o tráfico de escravos oito anos antes, Napoleão não hesitou em mantê-los em
suas possessões antilhanas. E como a resistência dos haitianos, após a luta heróica dos guadalupenses, impossibilitou a
aplicação de seu programa na principal daquelas colônias, então denominada Saint-Domingue, ele perpetrou massacres cujo
caráter genocida não somente é inquestionável, como prefigura de modo óbvio – em especial devido aos métodos empregados –
a política de extermínio executada contra judeus e ciganos durante a Segunda Guerra Mundial, quase um século e meio
depois...”
NOTA : O livro é estarrecedor, sua leitura não é recomendada para pessoas muito sensíveis.
Crimes dos Papas, Os (Mistérios e iniqüidades da corte de Roma)
Maurice Lachâtre (1814-1900) , 1842 a 1843
MADRAS EDITORA (2004), 435 pág.
“Nesta obra, o autor revela os mistérios e as iniqüidades da corte de Roma, os crimes dos reis, das rainhas e dos
imperadores, os deboches e as torpezas dos pontífices romanos, desde São Pedro até o 111º Papa, João VIII, no século IX...”
NOTA : Maurice Lachâtre, editor e escritor, foi sempre um contestador em choque com regimes políticos e a Igreja
Católica. Esta sua obra foi publicada de 1842 a 1843 na Espanha, onde morava na época, devido à uma sentença de prisão que
pesava sobre ele na França. Em 1869 a justiça espanhola, por pressão da Igreja Católica, ordenou a apreensão e destruição
dos livros.
Cruzadas Vistas Pelos Árabes, As (Les Croisades vues par les Arabes)
Amin Maalouf, 1983
EDITORA BRASILIENSE (2007), 255 pág.
“...O livro é épico e narra a história da defesa dos árabes em relação ao ataque das Cruzadas, na Idade Média. Percorrendo
uma longa galeria de figuras de realce na defesa das Terras Santas, os fatos belicosos são combinados com casos
pitorescos que em conjunto formam uma história continuada. A unificação dos árabes, nesse sentido, passa a ser o resultado
de uma provocação contínua do ocidente “bárbaro” e agressor de uma civilização muito mais adiantada, no estilo oriental.”
Fantasma do Rei Leopoldo, O
Adam Hochschild, 1998
COMPANHIA DAS LETRAS, 378 pág.
NOTA : Livro incrível, sobre a criação do Congo Belga pelo rei Leopoldo II, que resultou no extermínio (estimado)
de 10 milhões de pessoas.
Fogo Persa (O primeiro império mundial e a batalha pelo Ocidente)
Tom Holland, 2005
O autor é formado em inglês e latim pela Universidade de Cambridge e doutorou-se em literatura pela Universidade de
Oxford.
EDITORA RECORD, 446 pág.
“Há 2.500 anos, o Oriente e Ocidente entraram em guerra pela primeira vez. No começo do século V a.C. , uma superpotência
global estava determinada a impor a verdade e a ordem a dois Estados que considerava terroristas. A superpotência era a
Pérsia, cujos reis haviam fundado o primeiro império mundial, incomparavelmente rico em ambição, ouro e homens. Os Estados
terroristas eram Atenas e Esparta, exóticas cidades situadas em uma pobre e montanhosa terra longínqua, a Grécia...”
Fora de Controle (Como o acaso e a estupidez mudaram a história do mundo)
Eric Durschmied, 1998
O autor nasceu em Viena, em 1930, e emigrou para o Canadá depois da Segunda Guerra Mundial. Por muitos anos, foi
correspondente de guerra das TVs BBC e CBS e cobriu os conflitos no Afeganistão, Belfast, Beirute, Chile, Irã, Iraque e
Vietnã, obtendo vários prêmios por seu trabalho. Atualmente, vive entre Paris e Provence com sua família.
EDIOURO PUBLICAÇÕES, 430 pág.
“O que será que decide uma guerra e o destino de tantas vidas ? Você verá como a vida humana tem sido espantosamente
desvalorizada em vários pontos da História e se surpreenderá ao constatar as idiotices de alguns comandantes militares,
que causaram a morte de 10, 100, 150 mil soldados – resultado usual do acaso e da estupidez em situações que acabam
ficando completamente fora de controle...”
Guerreiro, o Soldado e o Legionário, O (Os exércitos no mundo clássico)
Giovanni Brizzi, 2002
O autor é professor de História Romana na Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Bolonha. Também foi
professor na Sorbonne.
MADRAS EDITORA, 155 pág.
“A figura do legionário romano, do soldado de infantaria que domina os campos de batalha da Antiguidade, traduz valores
que são a expressão de um profundo sentimento de dever nos confrontos do Estado. A partir dos arquétipos homéricos do
guerreiro e da análise das batalhas e dos armamentos hoplíticos, o livro segue a evolução da figura do soldado no contexto
dos regulamentos militares, primeiro gregos, depois romanos, compreendendo as transformações das eras monárquica,
republicana e imperial...
...descrevem-se táticas, armas e equipamentos dos legionários e também seu universo cultural, político e social, em um
amplo quadro da evolução histórica dos exércitos no mundo clássico.”
NOTA : A tradução correta do título original é “O Guerreiro, o Hoplita, o Legionário”.
Guerreiros de Deus (Ricardo Coração de Leão e Saladino na Terceira Cruzada)
James Reston Jr., 2001
IMAGO EDITORA, 383 pág.
“James Reston Jr., autor de Galileo: A Life (chamado de “magistral” e “brilhante” pelo Washington Post) e do
aplaudido pela crítica The Last Apocalypse, um retrato de estonteante originalidade do mundo cristão na virada do
primeiro milênio, agora recria a colisão das guerras santas cristãs e a jihad muçulmana no fim do século XII. Dupla
biografia do lendário Ricardo Coração de Leão e do Sultão Saladino, herói ícone do mundo islâmico, Guerreiros de
Deus conta a vida de cada um deles e revela as paixões da época que os pôs face a face na batalha final da Terceira
Cruzada...”
História da Guerra (Armas e homens; uma história da guerra, do armamento e da agressão)
Robert L. O’Connell, 1989
O autor é Doutorado em História pela Universidade de Virgínia. É analista no U.S. Army Intelligence Agency’s Foreign
Science and Technology Center. Foi membro da Delegação dos E.U.A. à Conferência de Desarmamento de Genebra.
EDITORIAL TEOREMA, 427 pág.
“Neste excelente e exaustivo trabalho, que abarca praticamente toda a história da humanidade, O’Connell mostra como as
condições econômicas e sociais determinam os tipos de armas e as táticas utilizadas na guerra e como, por sua vez, as
inovações tecnológicas introduzidas no armamento alteram muitas vezes os valores sociais...”
História da Guerra, Uma (A History Of Warfare)
John Keegan, 1993
O autor foi professor de história militar na Real Academia Militar Sandhurst, e é editor de assuntos de defesa do Daily
Telegraph de Londres. É autor ou co-autor de nove obras sobre assuntos militares.
COMPANHIA DAS LETRAS, 442 pág.
“...Partindo da premissa de que todas as civilizações nasceram da guerra, o autor examina o significado, as motivações e
os métodos de guerra nas diferentes sociedades ao longo de mais de três mil anos de história, dos rituais guerreiros dos
povos primitivos à carnificina em massa do século XX. Ianomanis, zulus, samurais, mongóis, árabes, gregos, romanos, cada
povo tem sua própria forma de guerrear e participa do quadro multifacetado da agressividade humana.
Em sua análise, o autor examina detidamente as grandes mudanças da tecnologia militar e suas conseqüências para o
desenvolvimento da guerra : a descoberta do bronze e do ferro, a utilização do cavalo para tração e montaria, o progresso
das fortificações, a introdução da pólvora e a mobilização da ciência e da indústria, culminando com a criação da bomba
atômica...”
História das Cruzadas
Volume I : A Primeira Cruzada e a Fundação do Reino de Jerusalém (340 pág.)
Volume II : O Reino de Jerusalém e o Oriente Franco, 1100-1187 (454 pág.)
Volume III : O Reino de Acre e as Últimas Cruzadas (467 pág.)
Steven Runciman (1903-2000), 1951 a 1954
O autor foi um dos mais eminentes historiadores do mundo, com diplomas honorários das universidades de Oxford,
Cambridge, Durham, Glascow, St. Andrews, Birmingham, Londres, Chicago, Wabash e Salonica; foi sagrado cavaleiro em 1958 e,
em 1984, nomeado Companion of Honour.
IMAGO EDITORA (2002, 2003)
NOTA : Leitura indispensável para quem se interessa pelo assunto “Cruzadas”.
História Universal da Destruição dos Livros
(Das tábuas sumérias à guerra do Iraque)
Fernando Báez, 2006
EDIOURO PUBLICAÇÕES, 438 pág.
“Desde que surgiram as primeiras formas de livros na Suméria, o homem empreendeu uma verdadeira saga que reduziria
a cinzas um número incalculável de obras. Medo, ódio, soberba, intolerância e sede de poder são o que sempre motivaram
os biblioclastas, cuja intenção na verdade nunca foi simplesmente destruir o objeto em si, mas o que este representava :
o vínculo com a memória, o patrimônio de idéias de toda uma civilização.”
Homens do Fim do Mundo, Os
(O verdadeiro Dr. Fantástico e o sonho da arma total)
P. D. Smith, 2007
O autor é professor na Universidade College London, onde é também pesquisador no departamento de Estudos da Ciência
e da Tecnologia.
COMPANHIA DAS LETRAS, 572 pág.
“Este é um livro sobre o trabalho insano empreendido por vários países e cientistas em busca de uma arma total capaz
de destruir o mundo. Até que ponto chegamos e, principalmente, como chegamos a esse ponto são as perguntas lançadas por
P.D. Smith. Ao longo do século XX, com o argumento de que uma bomba muito poderosa iria dissuadir os países de
insistirem na guerra, cientistas de todas as ideologias buscaram desenvolver armas de aniquilação, numa corrida sem
precedentes. Da dinamite de Alfred Nobel, em fins do século XIX, aos gases venenosos usados na Primeira Guerra pelo
alemão Fritz Haber e às experiências cruéis com armas biológicas elaboradas pelo general japonês Ishii nos anos 1930,
o homem se dispôs ao sonho louco da destruição, que passou depois pela bomba atômica, culminou na terrível bomba H –
testada no começo dos anos 1950 com resultados até então inimagináveis – e, finalmente, na possibilidade de uma bomba
fatal para o mundo, a bomba de cobalto, até hoje um mito de assustadora especulação militar.”
“...Descrevendo minuciosamente desde testes inumanos com armas químicas até a primeira explosão experimental da bomba H,
Smith consegue a façanha de narrar a absurda corrida pela superarma de maneira leve, fluente. Um de seus trunfos são as
várias e saborosas citações de livros, da ficção científica barata feita nos anos 1950, pautada pelo medo da destruição
nuclear, até os clássicos do visionário H.G. Wells, que antecipou várias das situações futuras; e de filmes, como a
comédia de humor negro Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick. O leitor vai reconhecer vários Dr. Fantásticos reais nas
páginas deste livro difícil de esquecer.”
Império (Como os britânicos fizeram o mundo moderno)
Niall Ferguson, 2003
O autor é um dos mais renomados historiadores da Grã-Bretanha. Leciona História na Harvard University e é pesquisador
graduado na Oxford University e na Stanford University. Também escreve regularmente para jornais e revistas do mundo
inteiro. Escreveu e apresentou quatro séries tipo documentário de grande sucesso na TV britânica.
EDITORA PLANETA DO BRASIL (2010), 427 pág.
“Na época que antecedeu a Segunda Guerra Mundial, o Império Britânico cobria mais de um quarto da superfície terrestre.
Ainda que, para as novas gerações, esse período possa ser visto como nada além do que uma época remota, o momento é propício
para uma reavaliação. Neste novo trabalho, Niall Ferguson argumenta que o Império Britânico não deve ser visto apenas como
um passado vitoriano, mas sim, como o berço da modernidade. Quase todas as características existentes no século XXI podem ser
identificadas na extraordinária expansão econômica, populacional e cultural da Grã-Bretanha desde o século XVII até a metade
do século XX : economia globalizada, revolução nas comunicações, mudanças raciais na América do Norte, a noção de humanitarismo,
a natureza da democracia. Com a originalidade e o rigor que fizeram do autor um destaque entre os historiadores britânicos,
Ferguson mostra que, longe de ser um assunto nostálgico, a história do Império Britânico está repleta de lições para o mundo
atual.
Império à Deriva (A corte portuguesa no Rio de Janeiro, 1808-1821)
Patrick Wilcken, 2004
O autor cresceu em Sydney, na Austrália. Enquanto fazia a editoração do website de livros do jornal britânico The
Daily Telegraph, passou longos períodos no Rio de Janeiro. Mais recentemente, colaborou com resenhas e artigos
relacionados com o Brasil para os jornais The Times Literary Supplement, The Guardian e Index On Censorship. Este é seu
primeiro livro.
EDITORA OBJETIVA, 326 pág.
“Império à Deriva recria com vitalidade narrativa e apuro histórico o extraordinário período em que o Rio de Janeiro foi
a capital do Império Português. Em 1808, fugindo de Napoleão, o príncipe regente D. João VI decidiu transferir sua corte
para o Brasil. Depois de dois meses de viagem em uma frota de mais de trinta navios, desembarcaram na Praça XV não só a
família real dos Braganças - a princesa Carlota Joaquina, a rainha-mãe Maria I e o jovem Príncipe Pedro -, mas uma corte
de dez mil pessoas, incluindo religiosos, ministros, militares, familiares e criados. Pela primeira e única vez na
história, uma colônia passava a sediar uma corte européia.
Essa história singular, recheada de personagens extravagantes, é contada com notável maestria pelo jornalista australiano
radicado em Londres, Patrick Wilcken, que baseou-se em documentos brasileiros e portugueses, além de pesquisas no
Ministério de Relações Exteriores britânico. Da estranheza dos europeus diante da exuberância tropical às maquinações dos
governantes e diplomatas, da fundação do Jardim Botânico ao cruel tráfico negreiro, a vida carioca do início do século
XIX surge vibrante nas páginas deste livro, revelando um pedaço excepcional da história da Cidade Maravilhosa.”
Inquisição, A
Michael Baigent & Richard Leigh, 1999
IMAGO EDITORA, 331 pág.
“Para a maioria das pessoas de hoje, qualquer menção à Inquisição sugere a Inquisição da Espanha. Ela, como existiu
na Espanha e em Portugal, tinha de prestar contas tanto à Coroa quanto à Igreja.
A Inquisição existiu e atuou em outras partes. A Inquisição Papal ou romana diferiu daquela da Península Ibérica. Ao
contrário de suas correspondentes ibéricas, ela não tinha de prestar contas a nenhuma autoridade secular. Atuando por
toda a maior parte da Europa, só tinha aliança com a Igreja.
Criada no século XIII, precedeu a Inquisição espanhola em 250 anos. Também durou mais que as correspondentes ibéricas.
Enquanto a Inquisição na Espanha e Portugal se achava extinta na terceira década do século XIX, a papal ou romana
sobreviveu.”
“...Tomando a controvérsia sobre os Manuscritos do Mar Morto como caso-exemplo recente, os autores demonstram como a
Igreja nunca deixou de tentar controlar e manipular a informação ou as idéias que impingiu, e agressivamente exigiu
obediência de seus bispos e outros membros, utilizando uma variedade de ferramentas, desde a excomunhão até um catálogo
de livros proibidos...”
Inquisição, o Reinado do Medo
Toby Green, 2007
O autor é inglês, formado em Filosofia e especialista em História da África ocidental na época do tráfico negreiro.
Escreveu biografias, críticas literárias, livros de História e relatos literários de viagens.
EDITORA OBJETIVA (2011), 463 pág.
“A Inquisição, estabelecida na Espanha, em 1478, e em Portugal, em 1536 – a instituição mais temida do mundo durante
trezentos anos – surgiu de preocupações políticas, não religiosas. O papado havia criado uma Inquisição no fim do século
XII, mas a versão espanhola, criada supostamente para extirpar a heresia, serviu acima de tudo para que os “reis católicos”
espanhóis Fernando de Aragão e Isabel de Castela impusessem uma hegemonia monolítica na Espanha.
Ao criar um inimigo, fortalecia-se o poder central numa época de crescente ressentimento popular. Portanto, judeus e mouros
convertidos ao catolicismo viraram alvos; depois, hindus, luteranos, huguenotes, francomaçons, seitas místicas, bígamos,
padres fornicadores, marinheiros sodomitas, homossexuais e bruxas.
Aos poucos, as atrocidades espalharam-se até os povoados e as colônias mais remotas; como resultado, grandes faixas de
território espanhol ficaram desabitadas, sem mão de obra ou conhecimento agrícola. Em razão da Inquisição e de suas
proibições aos livros, a Península Ibérica não viveu a efervescência intelectual do século XVIII que tomou conta do resto
da Europa...
...O terror chegou ao fim nas primeiras décadas do século XIX, com a chegada do Iluminismo e das tropas de Napoleão. Mas
não foi um fim sem reflexos. Green nos surpreende com sua conclusão : as divisões sociopolíticas que levaram aos regimes
de Franco e Salazar na Península Ibérica seriam, em grande parte, legados da Inquisição. Pois seu enorme alcance burocrático,
chegando inclusive aos cantos mais longínquos da alma, foi precursor do estado totalitário de nossos tempos.”
NOTA : O livro é fruto de quatro anos de pesquisa em bibliotecas da Inglaterra, Espanha, Portugal e Vaticano.
Legião de César, A
(A saga épica da Décima Legião da elite de Júlio César e dos exércitos de Roma)
Stephen Dando-Collins, 2005
O autor é um pesquisador, editor e autor australiano que há três décadas estuda o império romano e as legiões que
auxiliaram os generais a expandir ainda mais seus territórios.
MADRAS EDITORA, 336 pág.
“O autor retrata nesta obra a vida diária dos componentes da 10ª. Legião, que acompanhou César em suas lutas sangrentas
pela expansão do império romano. Sua história sem precedentes revela inúmeros detalhes desconhecidos sobre as práticas
militares romanas, assim como o relacionamento que César mantinha com seus oficiais e legionários.”
NOTA : Imperdível para quem gosta de história militar, pois inúmeras batalhas são descritas com detalhes de armas e
táticas. Por exemplo, o cerco de Jerusalém em 70 d.C. por Tito e suas tropas, é narrado detalhadamente.
Loucura dos Reis, A
(História de poder e destruição, de Calígula a Saddam Hussein)
Vivian Green, 2005
EDIOURO PUBLICAÇÕES, 463 pág.
“São examinados governantes do passado que foram qualificados de “loucos”, a natureza de sua loucura e o efeito que ela
teve sobre a história de seus países. Eram os líderes sob consideração realmente insanos, ou o adjetivo “louco” teria sido
aplicado a eles por seus inimigos para explicar algum defeito de seu governo ou caráter ? Se de fato eram loucos, teria
sua loucura durado a vida inteira, sido esporádica ou progressiva ? Como a doença se expressou em padrões de pensamento e
ação ? É possível, dadas as limitações, a natureza duvidosa dos dados disponíveis e dos longos lapsos de tempo
transcorridos, explicar a doença, reconstituir seu começo e fazer um diagnóstico aceitável ? Em que medida os julgamentos
e decisões desses soberanos, políticos e ditadores foram significativamente afetados por doença física e mental ? Por fim,
em que medida suas políticas públicas foram moldadas por seus traumas privados e constituíram uma exteriorização deles ?”
Marcha da Insensatez, A (De Tróia ao Vietnã)
Bárbara W. Tuchman, 1984
Notável historiadora norte-americana, tem seus livros aclamados em todo o mundo. Foi duas vezes laureada com o Prêmio
Pulitzer de literatura.
JOSÉ OLYMPIO EDITORA, 448 pág.
“...Pesquisando com rigor vasto espectro de documentos históricos de nosso passado, a autora traça e registra aqui, um dos
mais estranhos paradoxos da condição humana : a sistemática procura, pelos governos, de políticas contrárias aos seus
próprios interesses.
Através de amplo painel de exemplos históricos em que tal paradoxo se torna manifesto, a autora estabelece a distinção
capital entre insensatez e outros tipos de desgoverno, identificando sua característica : o ato autodestrutivo não
considera a existência disponível de uma alternativa viável e reconhecida. Dá como exemplos, entre outros, a dispersão das
dez tribos de Israel (930 a.C.), a inexplicável submissão do Imperador Montezuma (1520), o ataque japonês a Pearl
Harbour...”
NOTA : Três casos são estudados com mais detalhes,
- Os Papas da Renascença Provocam a Cisão Protestante 1470-1530 (6 partes)
- Os Britânicos Perdem a América (5 partes)
- A América Atraiçoa-se no Vietnã (6 partes)
Maria Antonieta : A Última Rainha da França
Evelyne Lever, 2000
EDITORA OBJETIVA, 384 pág.
“Um trabalho de meticulosa erudição que supera facilmente qualquer biografia recente da trágica rainha.”
“Um livro evocativo...a mais importante contribuição ao tema desde os estudos de Pierre de Nolhac no início do século
XX... As qualidades de Lever como biógrafa, já demonstradas em suas biografias de Luís XVI e de Luís XVIII, novamente
aparecem em seu hábil tratamento da narrativa.”
No Coração da África
Martin Dugard, 2003
EDITORA RECORD, 433 pág.
NOTA : Livro excelente, sobre a procura do explorador David Livingstone pelo jornalista Henry Stanley.
Pirâmides
Joyce Tyldesley, 2003
A autora tem doutorado em arqueologia pela Universidade de Oxford e é pesquisadora honorária da Escola de
Arqueologia e Estudos Clássicos e Orientais da Universidade de Liverpool, Inglaterra.
EDITORA GLOBO, 333 pág.
“Neste livro, a autora procura, com bastante êxito e numa linguagem acessível para o não-especialista, apresentar
os resultados mais recentes dos estudos sobre as pirâmides. Esses monumentos não são vistos, aqui, como o milagre
excepcional de uma civilização, mas em seu contexto histórico. Sem deixar de apresentar com ricos detalhes a obra
arquitetônica em si mesma, a autora explicita o conjunto de concepções religiosas que permitiram o surgimento das
pirâmides, a organização social e política que criou as condições para sua realização e os esforços intelectuais
e materiais exigidos por essas gigantescas obras”.
Por que o Ocidente Venceu (Massacre e cultura – da Grécia antiga ao Vietnã)
Victor Davis Hanson, 2001
O autor é historiador militar e professor de clássicos na Universidade Estadual da Califórnia, em Fresno, e escreveu
vários livros populares sobre a guerra clássica.
EDIOURO PUBLICAÇÕES, 703 pág.
“...Com sua marca registrada, o talento para dar vida às áridas realidades das batalhas, Hanson recria de forma vívida
nove confrontos importantes entre exércitos ocidentais e não-ocidentais, da espantosa vitória grega em Salamina, em
480 a.C., passando pela conquista da Cidade do México por Cortés, em 1521, até a extenuante guerra urbana da Ofensiva do
Tet, no Vietnã.
...Em resposta àqueles que insistem no papel do meio ambiente e em outros fatores não-humanos, Hanson mostra que a
ascensão do Ocidente não foi um acaso da geografia ou dos “germes”, mas um resultado lógico do dinamismo cultural do
Ocidente expressado em seu modo de guerrear.
Cada batalha ilustra um elemento crucial na singular e poderosa matriz da identidade ocidental. Hanson enumera as
características dos exércitos bem-sucedidos – que incluem iniciativa individual, melhor organização, maior disciplina,
acesso a armas exclusivas e, ainda, adaptação e flexibilidade tática.
Ele então mostra de que maneira essas características se desenvolvem e florescem como resultado de instituições tão
tipicamente ocidentais quanto o governo consensual, a liberdade de investigação e a iniciativa inovadora, o racionalismo
e o valor dado à liberdade e ao individualismo...”
Prisioneiros da Inquisição
Frédéric Max, 1989
O autor foi embaixador da França e teve uma longa carreira diplomática que o levou à Ásia, África e América Latina.
Orientalista, ele também se especializou na história dos países ibéricos e pesquisou as práticas da Inquisição.
L&PM EDITORES, 304 pág.
“Eles não eram apenas condenados à tortura, à humilhação, à desonra. Eles eram obrigados a se calar. Alguns - muito poucos
- desafiaram a interdição, revelando por escrito o que haviam sofrido nas mãos do Santo Ofício.
Frédéric Max buscou durante quinze anos estas vozes perdidas e o resultado de seu trabalho é este precioso documento que
reúne nove narrativas vivas, autênticas, de vítimas da Inquisição no período entre 1620 e 1818...”
Queda de Constantinopla 1453, A
Steven Runciman (1903-2000), 1965
O autor foi um dos mais eminentes historiadores do mundo, com diplomas honorários das universidades de Oxford,
Cambridge, Durham, Glascow, St. Andrews, Birmingham, Londres, Chicago, Wabash e Salonica; foi sagrado cavaleiro em 1958 e,
em 1984, nomeado Companion of Honour.
IMAGO EDITORA, 217 pág.
“Este relato clássico mostra como a queda de Constantinopla em maio de 1453, após um cerco de várias semanas, constituiu
um doloroso choque para o cristianismo ocidental. A difícil situação da cidade não fora considerada e a ajuda enviada na
crise foi insignificante. Para os turcos, a vitória significou não só uma nova capital imperial, como também a garantia de
que seu império seria duradouro. Para os gregos, a conquista representou o fim da civilização de Bizâncio e provocou o
êxodo dos eruditos, o que por sua vez ensejou a tremenda expansão dos estudos gregos na Renascença européia.”
Queda do Império Romano, A (A explicação militar)
Arther Ferrill, 1986
O autor , com doutorado em história antiga, é professor de história na Universidade de Washington. Dentre os vários
cursos que leciona, destaca-se o de história militar antiga.
JORGE ZAHAR EDITOR, 178 pág.
“Qual foi a causa da queda de Roma ? Desde os tempos de Edward Gibbon, autor do clássico Declínio e Queda do Império
Romano, estudiosos do assunto travam acirrado debate, apresentando as mais diversas respostas para essa questão, como, por
exemplo, a excessiva burocracia ou a imoralidade crescente. Nos últimos anos, porém, a explicação mais plausível tem sido
negligenciada : não teria sido, sobretudo, o colapso militar a causa fundamental da debacle ? O professor Arther Ferrill
acredita nessa tese e apresenta suas razões neste livro provocativo...”
Revolução de Gutenberg, A
(A história de um gênio e da invenção que mudaram o mundo)
John Man, 2002
O autor é historiador, especializado em estudos germânicos e história da ciência, com um grande interesse pela
Mongólia. Atualmente vive em Londres.
EDIOURO PUBLICAÇÕES, 318 pág.
“Em 1450, todos os livros europeus eram copiados à mão e não somavam mais do que algumas centenas. Em 1550, eles já
eram impressos e podiam ser contados aos milhares. A invenção dos tipos móveis tornou possível o desenvolvimento da
ciência moderna e da literatura e promoveu profundas mudanças políticas que levaram ao surgimento das nações.
Em A Revolução de Gutenberg, John Man explica como esse homem – nascido em Mainz, Alemanha – mostrou essa
invenção ao mundo, por meio de sua genialidade técnica e sua habilidade de atrair investidores e lutando contra um
contexto de pragas, revoluções religiosas e batalhas legais.
A história de Johannes Gutenberg é um paradoxo : sua ambição era reunir todo o mundo cristão, mas sua invenção foi
utilizada para separá-lo; ele desejou fazer fortuna, mas lhe foi cruelmente negado o direito de aproveitar os frutos
de seu trabalho.
E uma vez que o segredo de sua invenção foi revelado, o mundo nunca mais foi o mesmo.”
Rubicão (O triunfo e a tragédia da República Romana)
Tom Holland, 2003
O autor é formado em inglês e latim pela Universidade de Cambridge e doutorou-se em literatura pela Universidade de
Oxford.
EDITORA RECORD, 445 pág.
“A República Romana foi o Estado mais notável da História. O que havia começado como comunidade de camponeses, entre
colinas e pântanos, transformou-se em uma potência que dominou o mundo antigo. Se em 500 a.C. Roma era uma pequena
cidade-Estado, 300 anos depois controlava um Império que se estendia da Grã-Bretanha à Síria, do Reno à Espanha. Rubicão
exibe um retrato vívido da República em seu clímax e analisa como essa grandiosidade engendrou a catástrofe de sua
queda...”
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À Luz das Estrelas (Ciência através da Astronomia)
Lilia Irmeli Arany-Prado, 2006
DP&A EDITORA (2006), 160 pág.
“Este é um livro sobre estrelas : como nascem, vivem e morrem. E, especialmente, como fabricam os elementos químicos que –
muito tempo depois – vão se aglutinar para formar estruturas, como as pedras, árvores e nós mesmos.
Mas este não é apenas um livro sobre estrelas. Ele começa com um passeio pela Astronomia, pelos elementos químicos, e logo
mergulha na evolução do Universo, desde o Big Bang até a formação da nossa Galáxia e de outras galáxias, das nebulosas e
do Sistema Solar. Fala dos modelos “pensados” do Universo, aqueles que foram propostos basicamente a partir da imaginação
fértil de seus autores, como Wright e Kant, sem o auxílio dos instrumentos que seriam desenvolvidos depois.
Na segunda parte, mais detalhada, o livro introduz conceitos básicos, como a contração gravitacional, responsável pela
existência das estrelas, a natureza da luz, os espectros e as propriedades físicas das estrelas. Para isso, discute a
teoria quântica e suas aplicações na interpretação da luz das estrelas, concluindo com os processos básicos da Astrofísica
Nuclear, que estão na origem da energia das estrelas e da sua composição química.
As duas últimas partes aproveitam os conceitos introduzidos nas seções iniciais e contém o núcleo da estrutura e da
evolução das estrelas...”
Big Bang
Simon Singh, 2004
O autor é Ph.D. em Física pela Universidade de Cambridge.
EDITORA RECORD (2006), 499 pág.
“...Além de explicar a teoria do Big Bang, o autor esclarece por que ela é considerada pelos cosmólogos uma descrição
acurada da origem do universo. Aqui ele também percorre a história e os confrontos entre cientistas brilhantes e
excêntricos que lutaram contra a idéia estabelecida de um cosmos eterno e estático.
...Mais que a história de uma teoria, Big Bang é uma demonstração das engrenagens do progresso científico e uma
celebração do poder iluminador da razão.”
Dança do Universo, A
(Dos mitos de Criação ao Big-Bang)
Marcelo Gleiser, 1997
O autor é físico e professor de Filosofia Natural e de Física e Astronomia no Dartmouth College, onde dirige um grupo
de pesquisa em física teórica. Participa com freqüência de documentários para a TV no Brasil e no exterior.
COMPANHIA DAS LETRAS (2010, 4ª edição), 413 pág.
“O que aconteceu no momento da Criação ? Houve um instante determinado em que o Universo que nos rodeia surgiu ? Essas são
questões tão antigas como a própria humanidade. Muitos procuram a resposta nos mitos e na religião. Outros, nas teorias
científicas. Neste livro, o físico brasileiro Marcelo Gleiser mostra em linguagem clara que esses dois enfoques não são tão
distantes quanto imaginamos, apresentando versões de diversas culturas para o mistério da Criação, até desembocar na explicação
da ciência moderna para a origem do Universo.
NOTA : Excelente texto, é uma pequena história da Cosmologia. Muito boa a idéia de começar pelos antigos mitos da Criação
e continuar daí até chegar aos modelos atuais.
Do Big Bang ao Universo Eterno
Mário Novello, 2010
O autor é brasileiro, Doutor em Física pela Universidade de Genebra (Suíça) e pesquisador do Centro Brasileiro de
Pesquisas Físicas (CBPF), onde coordena a seção brasileira do Centro Internacional de Astrofísica Relativista (Icra), com
sede em Pescara, Itália.
JORGE ZAHAR EDITOR (2010), 130 pág.
“Nas últimas décadas do século XX, os cientistas produziram uma descrição da história do Universo segundo a qual teria
havido, há poucos bilhões de anos, uma grande explosão, dando origem a tudo que existe. Talvez pela simplicidade, esse
modelo conhecido como big bang assumiu o papel de verdade científica, ganhou páginas de jornais e revistas, povoou os
livros didáticos e as telas de televisão.
Apesar de sua popularidade, a explicação apresentava um enorme obstáculo : tornava impossível qualquer investigação
anterior àquele momento singular de condensação máxima – e, portanto, qualquer tentativa de ir além dele.
No presente livro, o autor conta essa história e explica por que o big bang foi considerado uma boa descrição científica
do começo do Universo, tornando-se uma espécie de mito da criação. Introduz o leitor não especialista à questão de saber
se o Universo teve um começo com tempo finito ou se ele é eterno. Novello expõe, com sua habitual perícia, quais são os
fundamentos do cenário do Universo eterno...”
História da Astronomia, A
Heather Couper e Nigel Henbest (prefácio de Arthur C. Clarke), 2007
Ambos os autores tem formação em Astrofísica.
EDITORA LAROUSSE DO BRASIL (2009, 1ª. edição brasileira), 288 pág.
“A história da astronomia é um reflexo da história da humanidade. Não fosse assim, por que então chamaríamos o firmamento
cósmico de “Céu” e o veríamos ocupados por divindades – como o Sol, a Lua e os planetas ? Por que então projetaríamos as
nossas tão acalentadas lendas sobre o céu, materializando-as nos desenhos das constelações ? Por que as civilizações
acreditariam que as estrelas determinavam sua existência ?...
...Ao longo de séculos e milênios, os astrônomos demonstraram a verdadeira natureza do Universo. A cada progresso, o nosso
planeta Terra foi parecendo cada vez menor e menos importante. Essa mudança colocou os astrônomos em confronto com os
filósofos e os religiosos.
Atualmente, chegamos a uma perspectiva humilde em relação ao Cosmos. A Terra é um planeta médio, que gira em torno de uma
estrela de meia-idade, em uma galáxia sem nada de excepcional. No entanto, podemos nos orgulhar de uma conquista : o nosso
planeta desenvolveu uma forma de vida que é capaz de contemplar o Universo – e de se perguntar sobre o significado disso
tudo.”
NOTA : O livro apresenta uma ótima visão panorâmica da Astronomia, desde a antiguidade até os dias atuais. O texto
é valorizado por magníficas fotos e ilustrações, e o formato 24,5 x 29,5 cm em capa dura.
Kepler, a Descoberta das Leis do Movimento Planetário
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, 2003
O autor nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1935. É Doutor em Astronomia pela Universidade de Paris, dedica-se
à pesquisa e à divulgação científica, já tendo publicado mais de 60 livros.
ODYSSEUS EDITORA, 241 pág.
“Poucos personagens na História da Ciência são tão fascinantes quanto o astrônomo alemão Johannes Kepler. Ele viveu
em uma época em que a Europa estava dividida pelas disputas religiosas, e passou sua vida buscando paz e serenidade
em meio a esse tumulto religioso e político. Sua vida privada foi também marcada por uma seqüência de inúmeras
desgraças e doenças. Os detalhes das idéias e da vida de Kepler vocês aprenderão no excelente texto de Ronaldo Rogério
de Freitas Mourão. Vocês saberão que Kepler foi o primeiro a unir a Física à Astronomia, buscando explicações físicas
por trás dos fenômenos celestes, e verão que, após anos de trabalho, ele elaborou as Três Leis, que descrevem as
órbitas planetárias, válidas não só em nosso sistema solar mas em qualquer outro no Universo.”
Livro Que Ninguém Leu, O
(Em busca das Revoluções de Nicolau Copérnico)
Owen Gingerich, 2004
O autor é um experiente astrônomo emérito do Smithsonian Astrophysical Observatory, professor e pesquisador de astronomia
e de história da ciência na Universidade de Harvard.
EDITORA RECORD (2008), 375 pág.
“Em 1543, quando Copérnico estava em seu leito de morte, amigos clérigos entregaram a ele um aguardado pacote : as páginas
impressas do livro que foi sua obsessão por anos, De revolucionibus – no qual o astrônomo sugere pela primeira vez que
o Sol, e não a Terra, é o centro do universo.
...Instigado pela afirmação de Arthur Koestler de que, à época de sua primeira publicação, ninguém havia lido
De Revolutionibus, o renomado historiador Owen Gingerich embarcou numa aventura de trinta anos para ver pessoalmente as
600 cópias que restaram da primeira e segunda edições da obra, inclusive as que haviam pertencido e sido comentadas por Galileu
e Kepler.”
NOTA : Além do tema central, isto é, a busca pelas primeiras edições do Revolutionibus, o livro contém
esclarecimentos sobre o heliocentrismo de Copérnico, e interessantes informações sobre a impressão, encadernação e distribuição
de livros nos séculos XVI e XVII.
Manual do Astrônomo (Uma introdução à astronomia observacional e à construção
de telescópios)
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, 1995
O autor nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1935. É Doutor em Astronomia pela Universidade de Paris, dedica-se à
pesquisa e à divulgação científica, já tendo publicado mais de 60 livros.
JORGE ZAHAR EDITOR, 149 pág.
NOTA : Livro indicado para quem deseja adquirir conhecimentos básicos de Astronomia.
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Asas da Loucura (A extraordinária vida de Santos-Dumont)
Paul Hoffman, 2003
EDITORA OBJETIVA, 342 pág.
“Pela primeira vez, o premiado jornalista americano Paul Hoffman narra a verdadeira e extraordinária história da vida
do aviador brasileiro Alberto Santos-Dumont e dos primórdios da aviação. Fruto de abrangente pesquisa, Asas da Loucura
explora em minúcias, sem mitificação, os aspectos pessoais da vida do aviador e os detalhes de sua personalidade
controversa. De suas páginas emerge o retrato sincero de um homem que contribuiu de forma única para a conquista dos
céus pela humanidade...”
Galileu Anticristo : Uma Biografia
Michael White, 2007
O autor é jornalista de divulgação científica, foi diretor de estudos científicos em Oxford, consultor do
Discovery Channel, editor da revista GQ e colunista do Sunday Express, e já escreveu diversas biografias de
cientistas.
EDITORA RECORD, 334 pág.
“...Cada biografia de Galileu é, em essência, a história de suas extraordinárias realizações científicas. Mas, a partir
do momento em que sua ideologia começa a ir de encontro à Igreja de Roma, esse relato adquire outra perspectiva :
Galileu se torna um símbolo das diferenças entre religião e ciência, que ainda hoje parecem tão grandes quanto eram
séculos atrás.
Michael White detalha o embate entre Galileu e as autoridades de Roma que o forçaram a se retratar de suas posições
científicas e o mantiveram em prisão domiciliar, e explica os fatores propulsores dessa colisão : alguns prosaicos,
outros profundamente arraigados em um conflito de visões de mundo.
Esta é a história da vida de Galileu, mas também uma trama de intriga e conflito.A história de um homem cujo intelecto
e radicalismo foram atacados por Roma em um ato de autopreservação. A vida de Galileu foi surpreendentemente fértil e
repleta de triunfo e agonia, ademais, graças à perseguição à qual foi submetido, ele se tornou um símbolo da luta pela
liberdade de pensamento, o epítome do indivíduo iluminado que enfrenta a ignorância institucional e vence no fim...”
Issac Newton, uma Biografia
James Gleick, 2003
COMPANHIA DAS LETRAS, 271 pág.
“Autor da obra que pôs ciência e filosofia em campos separados do conhecimento. Criador de um sentido puro para os
conceitos de tempo e espaço. Formulador das leis do movimento, inventor do cálculo, descobridor da gravitação universal.
Nesta biografia, esses predicados de Issac Newton dividem espaço com os de estudioso incansável de teologia, pesquisador
obcecado por experimentos de alquimia, diretor autoritário da Casa da Moeda, polemista de vida pessoal inescrutável.
Do equilíbrio entre essas facetas surge um relato breve e revelador, capaz de jogar nova luz sobre o pensador que
traçou alguns dos contornos definidores do mundo moderno.”
Papa e o Herege, O (Giordano Bruno)
Michael White, 2002
O autor é jornalista de divulgação científica, foi diretor de estudos científicos em Oxford, consultor do Discovery
Channel, editor da revista GQ e colunista do Sunday Express, e já escreveu diversas biografias de cientistas.
EDITORA RECORD, 207 pág.
“Com uma narrativa ágil que funde história da filosofia, história da religião e biografia, Michael White retraça a
trajetória do ex-padre dominicano do século XVI, ocultista, cujas teorias radicais abalaram dogmas da cultura ocidental
e fizeram dele o primeiro mártir da Ciência. Visionário, filósofo racionalista do Renascimento, Giordano Bruno construiu
um sistema de pensamento abrangente, conjugando idéias que abarcavam desde a filosofia atomística de Demócrito, rituais
do antigo Egito e de mestres da magia, assim como das tradições gnóstica e cristã.
A abertura intelectual somada à sua genialidade garantiu-lhe o mecenato das personalidades mais poderosas de seu tempo
como o rei Henrique III, da França, e Elizabeth I, da Inglaterra, e abriu caminho para o confronto com a Igreja Católica.
Depois de vinte anos em passagens por diversas cortes européias, Bruno retornou à Itália do papa Clemente VIII, em uma
era em que o papado buscava manter posições e parte da Europa queria se libertar de Roma. Bruno foi preso e julgado
nos tribunais da Inquisição por heresia. Depois de quase oito anos de prisão e torturas, foi condenado à fogueira em
Roma, em 1600. Os restos mortais foram reduzidos a pó com marteladas...”
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Babuíno de Madame Blavatsky, O
(Místicos, médiuns e a invenção do guru ocidental)
Peter Washington, 1993
O autor vive em Londres, onde é editor geral da Everyman Library. Crítico e ensaísta, foi professor de
inglês e literatura européia na Universidade de Middlesex.
EDITORA RECORD (2000), 458 pág.
“Na primeira metade do século XIX, a Europa e os Estados Unidos viviam um surto religioso, com o cristianismo
abrindo alguns espaços para crenças espíritas. Na América, nessa busca do paraíso, fantasmas deixavam de representar
o mal e passavam a ser vistos como mensageiros de um outro “plano espiritual”, uma irmandade que supervisionava o
destino do homem; já na Inglaterra, por exemplo, o espiritismo fazia parte de uma receita que incluía vegetarianismo,
homeopatia, feminismo...
...Em O Babuíno de Madame Blavatsky, Peter Washington traça a ascensão e a queda da Teosofia e de Blavatsky,
que polemizaram com o darwinismo, propondo, contra a evolução por necessidade adaptativa, um princípio de evolução
espiritual. Como Washington destaca, a obra principal de Blavatsky, A Doutrina Secreta, parecia uma sátira à
Origem das Espécies, com espíritos interplanetários ocupando o papel dos macacos. O livro também estuda personagens
como Gurdjieff, Krishnamurti e outros gurus ocidentais que buscaram inspiração no Oriente para oferecer respostas para a
revolta contra o materialismo, o desejo de imortalidade e a busca de um caminho entre ciência e religião.”
NOTA : O texto é excelente, e através de um cuidadoso trabalho de pesquisa (as Notas e Bibliografia ocupam 40
páginas), o autor, que é um não-teosofista e não-espiritualista, revela vários esqueletos que os teosofistas atuais
certamente bem gostariam que ficassem esquecidos em seus armários.
Capelão do Diabo, O (Ensaios escolhidos)
Richard Dawkins, 2003
O autor formou-se pela Universidade de Oxford e deu aulas de zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. É
titular da cátedra de Compreensão Pública da Ciência de Oxford.
COMPANHIA DAS LETRAS (2007), 462 pág.
“Escritos por Richard Dawkins ao longo de 25 anos de carreira, os ensaios aqui reunidos são uma clara demonstração do
escopo de interesses do autor, da qualidade de sua escrita e do desafio imposto por suas opiniões mordazes.”
Criação Imperfeita
(Cosmo, Vida e o Código Oculto da Natureza)
Marcelo Gleiser, 2010
O autor é físico e professor de Filosofia Natural e de Física e Astronomia no Dartmouth College, onde dirige um grupo
de pesquisa em física teórica. Participa com freqüência de documentários para a TV no Brasil e no exterior.
EDITORA RECORD (2010), 366 pág.
“Às vezes, para enxergarmos mais longe, temos que olhar por cima dos muros que nos cercam. Durante milênios, magos e
filósofos, crentes e céticos, artistas e cientistas vêm tentando decifrar o enigma da existência, convencidos de que a
incrível diversidade do mundo natural tem uma origem única, que a tudo engloba. A essência dessa busca é a convicção de
que, de alguma forma, tudo está interligado, de que existe uma unidade conectando todas as coisas. Para representar esta
unidade, a maioria das religiões invoca uma entidade divina que transcende os limites do espaço e do tempo, um ser com
poderes absolutos que criou o mundo e que controla, com maior ou menor arbítrio, o destino da humanidade. Todos os dias,
bilhões de pessoas vão a templos, igrejas, mesquitas e sinagogas dedicar preces ao seu Deus, a fonte de todas as coisas.
Não muito longe dos templos, em universidades e laboratórios, cientistas tentam explicar as várias facetas do mundo
natural a partir de uma noção surpreendentemente semelhante : que a aparente complexidade da Natureza é, na verdade,
manifestação de uma unidade profunda em tudo o que existe.
Neste livro, veremos que a crença numa teoria física que propõe uma unificação do mundo material – um código oculto da
Natureza – é a versão científica da crença religiosa na unidade de todas as coisas...”
NOTA : Texto excelente, em que o autor faz uma crítica do pensamento científico, começando por origens filosóficas
e religiosas desde a Antiguidade. Imperdível.
Deus É Matemático ?
Mario Livio, 2009
O autor é físico e matemático formado pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Ph.D. em Astrofísica. Chefe da divisão científica
responsável pelo telescópio espacial Hubble.
EDITORA RECORD (2010) , 347 pág.
“O Prêmio Nobel Eugene Wigner certa vez se perguntou sobre “a inexplicável efetividade da matemática” na formulação das leis da natureza.
Deus é matemático? investiga por que a matemática tem tanto poder. Desde os tempos antigos até o presente, cientistas e filósofos se
admiraram de como uma disciplina aparentemente tão abstrata era capaz de explicar perfeitamente o mundo natural. Mais que isso : a
matemática com freqüência faz previsões, por exemplo, sobre partículas subatômicas ou fenômenos cósmicos que eram desconhecidos à época,
mas que depois demonstraram ser verdadeiros. Afinal de contas, a matemática é inventada ou descoberta ? Se, como afirmava Einstein, a
matemática for “um produto do pensamento humano independente da experiência”, como é capaz de descrever com tanta exatidão, e até prever,
o mundo que nos cerca ?”
Deus, um Delírio
Richard Dawkins, 2006
O autor formou-se pela Universidade de Oxford e deu aulas de zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley.
É titular da cátedra de Compreensão Pública da Ciência de Oxford.
COMPANHIA DAS LETRAS, 520 pág.
“Neste livro, Richard Dawkins, um dos intelectuais mais respeitados da atualidade, arma-se mais uma vez de seu texto
sagaz, sarcástico e muitas vezes divertido para atacar sem piedade, mas com muito fundamento, o que considera um dos
grandes equívocos da humanidade : a fé em qualquer entidade divina ou sobrenatural, seja Alá, seja o Deus católico,
evangélico ou judeu...”
Éden, Queda ou Ascensão ?
(Uma visão transpessoal da evolução humana)
Ken Wilber, 1981, 1996
O autor está entre os mais conhecidos e influentes filósofos norte-americanos do nosso tempo, respeitado por criar
uma verdadeira filosofia mundial. Ele é reconhecido como um importante representante da psicologia transpessoal, que
surgiu da psicologia humanista no final da década de 1960 e que se interessa fundamentalmente pela inclusão da dimensão
espiritual do ser humano.
VERUS EDITORA (2010), 460 pág.
“O livro nos conta a fascinante história da jornada de evolução da humanidade ao longo de cerca de seis milhões de anos,
de seu passado primitivo a seu extraordinário futuro cósmico.
Neste clássico da psicologia transpessoal, o autor reúne o melhor da sabedoria ocidental e oriental, da mente e do
espírito, para delinear sua visão original da consciência humana.
Costurando em uma única trama insights de diversas áreas do conhecimento, como psicologia, filosofia, antropologia,
religião, sociologia e mitologia, o autor descreve o caminho da sabedoria humana de maneira clara e extremamente
abrangente.”
Física da Alma, A
(A explicação científica para a reencarnação, a imortalidade e experiências de quase morte)
Amit Goswami, 2000
O autor é conferencista, pesquisador e professor titular da Universidade de Física de Oregon. Ph.D em física
quântica, é físico residente no Institute of Noetic Sciences. Nascido na Índia, filho de um guru hinduísta, Goswami
alia em seu trabalho o conhecimento das tradições místicas com seu amor pela exploração científica. É autor de
vários livros, incluindo “A Janela Visionária” e “O Universo Autoconsciente”.
EDITORA ALEPH (2005), 316 pág.
“Existe mesmo uma alma que sobreviva à morte e transmigre de um corpo para outro ? Será que a reencarnação é
científica ? Há uma explicação convincente para os inúmeros relatos de experiências de quase morte e de comunicações
mediúnicas ? E para o fenômeno dos anjos e guias espirituais ?
A resposta de Goswami para essas questões é “sim”.
Suas revelações baseiam-se na física quântica, que traz novos esclarecimentos para velhíssimas indagações. O autor
descreve a consciência como algo além de um conceito abstrato – como uma realidade primária e fundamental da ciência...”
NOTA : Sobre este livro, veja : Teoria Quântica e Misticismo Quântico
Gênesis (The Book Of Genesis According To R. Crumb)
Robert Crumb, 2007
CONRAD EDITORA (2009), 223 pág.
Robert Crumb é bem conhecido como cartunista underground e criador de “Fritz, the cat”, mas também tem produzido outros
gêneros de quadrinhos. Esta sua adaptação do Gênesis é imperdível.
Grande Projeto, O
(Novas respostas para as questões definitivas da vida)
Stephen Hawking e Leonard Mlodinow, 2010
EDITORA NOVA FRONTEIRA, 150 pág.
“Quando e como surgiu o universo ? Por que estamos aqui ? Por que existe algo em vez de nada ? Por que as leis da natureza
se alinharam de tal forma que permitisse a existência de seres como nós ? E, afinal, o “grande projeto” do nosso universo
seria a evidência de um Criador benevolente operando as engrenagens – ou será que ciência oferece outra explicação ? Em seu
novo livro, Stephen Hawking e Leonard Mlodinow apresentam as teorias científicas mais recentes envolvendo os mistérios do
universo, numa linguagem compreensível e marcada tanto pelo brilhantismo quanto pela simplicidade.”
NOTA : O livro é interessante, mas no todo, decepcionante para uma parceria do calibre Hawking/Mlodinow. Não é nada
que se compare ao “O Tecido do Cosmo”, também nesta lista. E o argumento de que o conhecimento científico torna obsoleto
o conceito de um Deus criador já é muito batido e nem abalaria qualquer teólogo.
Veja mais sobre o livro : Criação Sem Criador
Jesus e Javé, os Nomes Divinos
Harold Bloom, 2005
O autor é professor de Humanidades na Universidade de Yale e já escreveu 27 livros, tendo ganho inúmeros prêmios.
EDITORA OBJETIVA (2006), 274 pág.
“Este livro é centrado em três figuras : uma personalidade mais ou menos histórica, Yeshuá de Nazaré; um Deus teológico,
Jesus Cristo; e um Deus humano, bastante humano, Javé. Essa sentença inicial não deixa de ser polêmica, mas minha intenção
é apenas esclarecer (se puder fazê-lo) e não ofender.
Quase tudo que pode ser sabido a respeito de Yeshuá procede do Novo Testamento, e de escritos afins ou heréticos. Tais
escritos são todos tendenciosos : seu intento em relação a nós, leitores ou ouvintes, é evidente e catequizador. Se digo
que Yeshuá é “mais ou menos histórico”, é porque quase todos os dados realmente importantes a seu respeito chegam a mim
por meio de textos nos quais não posso confiar...”
Martelo das Feiticeiras, O (Malleus Maleficarum)
Heinrich Kramer e James Sprenger, 1484
EDITORA ROSA DOS TEMPOS (2009), 528 pág.
“O Martelo das Feiticeiras é um dos livros mais importantes da cultura ocidental, tanto para os leitores que se interessam
pela história quanto para aqueles que estudam a história do pensamento e das leis. Documento fundamental do pensamento
pré-cartesiano, bem como um dos mais importantes depositórios das leis que vigoravam no Estado teocrático, revela as
articulações concretas entre sexualidade e poder, e por isso é uma peça única para todos aqueles que estudam a
profundidade da psique humana e o funcionamento das sociedades.
Durante quatro séculos este livro foi o manual oficial da Inquisição para caça às bruxas. Levou à tortura e à morte mais
de 100 mil mulheres sob o pretexto, entre outros, de “copularem com o demônio”. Esse genocídio foi perpetrado na época em
que se formavam as sociedades modernas européias. Uma das conseqüências, apontadas pelos especialistas, foi tornar dóceis
e submissos os corpos das mulheres posteriormente...”
NOTA : Esta edição do Malleus Maleficarum foi enriquecida com dois ótimos textos introdutórios; “Breve Introdução
Histórica”, de Rose Marie Muraro, e “O Martelo das Feiticeiras à Luz de uma Teoria Simbólica da História”, de
Carlos Amadeu B. Byington.
Mundo Assombrado Pelos Demônios, O (A ciência vista como uma vela no escuro)
Carl Sagan (1934-1996), 1995-1996
O autor foi astrônomo, um dos mais notáveis divulgadores da Ciência e também crítico incansável das pseudociências.
COMPANHIA DAS LETRAS (2008), 508 pág.
“...Preocupado com o vírus do analfabetismo científico, que faz com que hoje muitos acreditem em explicações místicas e
ficções, como a passagem de extraterrestres pela Terra, a força dos cristais, a meditação transcendental, a existência de
Atlântida e as profecias de Nostradamus, Sagan reafirma o poder positivo e benéfico da ciência e da tecnologia, revidando
com informações surpreendentes, transmitidas de forma clara e irreverente.”
Nova Inquisição, A
(Racionalismo irracional e a fortaleza da ciência)
Robert Anton Wilson (1932-2007), 1986
O autor foi um polêmico escritor e filósofo, defensor do agnosticismo.
MADRAS EDITORA (2004), 272 pág.
“Com o termo Nova Inquisição, eu pretendo designar certos hábitos de repressão e intimidação que, atualmente, estão
se tornando cada vez mais lugares-comuns na comunidade científica. Com o termo novo Ídolo, pretendo designar as rígidas
crenças que formam a superestrutura ideológica da Nova Inquisição. Por fim, com o termo Novo Agnosticismo, pretendo
designar uma atitude da mente que previamente fora denominada “modelo agnóstico”, que aplica esse princípio agnóstico
não somente ao conceito de “Deus”, mas às idéias de todos os tipos em todas as áreas do pensamento e da ideologia.”
NOTA : Texto excelente, onde o autor questiona – muitas vezes de forma irônica – o ceticismo e materialismo
extremados ou “fundamentalistas”. Totalmente recomendado para quem se interessa pela Ciência e sua base filosófica. Ao
ler o livro, pensei em como seria interessante um debate entre o autor e o Dr. Richard Dawkins.
Parte Divina do Cérebro, A
(Uma interpretação científica de Deus e da espiritualidade)
Matthew Alper, 2006
EDITORA BEST SELLER, 301 pág.
“Aclamado por especialistas de diversas áreas da ciência, A Parte Divina do Cérebro tornou-se um dos grandes clássicos
cult da atualidade. Matthew Alper apresenta uma argumentação ao mesmo tempo racional e estarrecedora para provar que
o cérebro é programado para acreditar em Deus. Fazendo uso de uma lógica inabalável, o autor explica como o ser humano
herda, a cada geração, um mecanismo evolutivo que lhe permite lidar com seu maior medo : a morte...”
NOTA : O autor se baseia muito nas recentes descobertas da neurociência.
Ponto de Mutação, O
(A Ciência, a Sociedade e a Cultura emergente)
Fritjof Capra, 1982
O autor é físico e teórico de sistemas.
EDITORA PENSAMENTO – CULTRIX (2009, 28ª. Edição), 447 pág.
“Em O Tao da Física, Fritjof Capra desafiou a sabedoria convencional ao demonstrar os surpreendentes paralelos
existentes entre as mais antigas tradições místicas e as descobertas da Física do século XX. Agora, em O Ponto de
Mutação, ele mostra como a revolução da Física moderna prenuncia uma revolução iminente em todas as ciências e uma
transformação da nossa visão do mundo e dos nossos valores.
Com uma aguda crítica ao pensamento cartesiano na Biologia, na Medicina, na Psicologia e na Economia, Capra explica
como a nossa abordagem, limitada aos problemas orgânicos, nos levou a um impasse perigoso, ao mesmo tempo em que
antevê boas perspectivas para o futuro e traz uma nova visão da realidade, que envolve mudanças radicais em nossos
pensamentos, percepções e valores.”
Psicologia Integral
(Consciência, Espírito, Psicologia, Terapia)
Ken Wilber, 2000
O autor está entre os mais conhecidos e influentes filósofos norte-americanos do nosso tempo, respeitado por criar
uma verdadeira filosofia mundial. Ele é reconhecido como um importante representante da psicologia transpessoal, que
surgiu da psicologia humanista no final da década de 1960 e que se interessa fundamentalmente pela inclusão da dimensão
espiritual do ser humano.
EDITORA PENSAMENTO-CULTRIX (2ª. Edição, 2007), 312 pág.
“A meta de uma “psicologia integral” é levar em conta e abarcar todos os aspectos legítimos da consciência humana. Este
livro apresenta um dos primeiros modelos realmente integrativos da consciência, da psicologia e da terapia. Fundamentando-se
em centenas de fontes orientais e ocidentais, antigas e modernas, Wilber cria um modelo psicológico que inclui ondas e
correntes de desenvolvimento, estados de consciência e do eu, e analisa o curso de cada um deles, desde o subconsciente,
passando pelo autoconsciente e indo até o superconsciente...”
Síntese da Teologia Católica
(Imprimi Potest 1963)
Padre Pedro Cerruti S. J.
Editado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Origem Histórica do Cristianismo (Volume 1)
Cap. I - As várias Fontes escritas (judaicas, pagãs e cristãs)
Cap. II - O valor histórico dos Evangelhos (Teses I a IV)
Cap. III - Historicidade dos Atos dos Apóstolos e das Epístolas Paulinas (Teses V e VI)
A Origem Divina do Cristianismo (Volume 2)
Cap. I - O Testemunho interno da Doutrina Cristã (Tese VII)
Cap. II - O Testemunho de Cristo (Teses VIII a X)
Cap. III - O Valor do Testemunho de Cristo (Teses XI a XVI)
Cap. IV - O Testemunho histórico do Cristianismo (Teses XVII a XIX)
Sobre o Islã
(A afinidade entre muçulmanos, judeus e cristãos e as origens do terrorismo)
Ali Kamel, 2007
O autor é jornalista e sociólogo.
EDITORA NOVA FRONTEIRA, 319 pág.
“Depois do 11 de Setembro, Islã e terrorismo transformaram-se quase em sinônimos na mídia internacional – uma distorção
que vem sendo reproduzida em inúmeros livros e artigos publicados após o atentado. À diferença dessa bibliografia
repetitiva, Sobre o Islã é um livro inovador, escrito com seriedade e responsabilidade, um texto fundamental para
compreender, como propõe diretamente seu subtítulo, a afinidade entre muçulmanos, judeus e cristãos e as origens do
terrorismo.
Ali Kamel reafirma aqui a disposição de discutir, com rigor e independência intelectual, um tema tão espinhoso quanto o
preconceito racial, abordado em seu livro anterior, Não Somos Racistas, publicado em 2006 pela Nova Fronteira. Se
a nota dominante daquele era a polêmica, em Sobre o Islã prevalece a exposição, clara e didática, dos movimentos
históricos de fundação da cultura islâmica...”
NOTA : Livro excelente, ideal para se obter uma boa idéia do que é a religião muçulmana, o surgimento dos Estados
muçulmanos, além, é claro, da questão das bases religiosas e ideológicas do terrorismo islâmico. É fornecida também uma
extensa bibliografia.
Parte I : De Adão a Maomé (7 capítulos)
Parte II : Sunitas e xiitas (4 capítulos)
Parte III : O Islã não é violento (3 capítulos)
Parte IV : As origens do terror islâmico (7 capítulos)
Parte V : Algumas perguntas sobre a Guerra do Iraque (8 capítulos)
Tao da Física, O
(Um paralelo entre a Física Moderna e o Misticismo Oriental)
Fritjof Capra, 1975, 1983
O autor é físico e teórico de sistemas.
EDITORA PENSAMENTO – CULTRIX (2010, 26ª. Edição), 274 pág.
“Este livro analisa as semelhanças – notadas recentemente, mas ainda não discutidas em toda a sua profundidade – entre
os conceitos subjacentes à física moderna e as idéias básicas do misticismo oriental. Com base em gráficos e em
fotografias, o autor explica de maneira concisa as teorias da física atômica e subatômica, a teoria da relatividade e
a astrofísica, de modo a incluir as mais recentes pesquisas, e relata a visão de um mundo que emerge dessas teorias
para as tradições místicas do Hinduísmo, do Budismo, do Taoísmo, do Zen e do I Ching.
O autor, que é pesquisador e conferencista experiente, tem o dom notável de explicar os conceitos da física em linguagem
acessível aos leigos. Ele transporta o leitor, numa viagem fascinante, ao mundo dos átomos e de seus componentes,
obrigando-o quase a se interessar pelo que está lendo. De seu texto, surge o quadro do mundo material não como uma máquina
composta de uma infinidade de objetos, mas como um todo harmonioso e “orgânico”, cujas partes são determinadas pelas
suas correlações...”
NOTA : Imperdível. Além da instigante idéia de comparar conceitos fundamentais da Física atual com idéias das várias
correntes do misticismo oriental, Fritjof Capra consegue explicar com extrema clareza as difíceis proposições da Física
Relativística e da Física Quântica, nada ficando a dever em qualidade de texto aos saudosos Isaac Asimov e Carl Sagan.
Uma Teoria de Tudo
(A Theory of Everything)
Ken Wilber, 2000
O autor está entre os mais conhecidos e influentes filósofos norte-americanos do nosso tempo, respeitado por criar
uma verdadeira filosofia mundial. Ele é reconhecido como um importante representante da psicologia transpessoal, que
surgiu da psicologia humanista no final da década de 1960 e que se interessa fundamentalmente pela inclusão da dimensão
espiritual do ser humano.
EDITORA PENSAMENTO - CULTRIX (4ª. edição, 2009), 183 pág.
“Esta obra é uma visão concisa e abrangente do pensamento revolucionário de Ken Wilber e da sua aplicação no mundo atual.
Em linguagem clara, não-técnica, Wilber apresenta os modelos mais atuais que integram os domínios do corpo, da mente, da
alma e do espírito. Wilber demonstra como essas teorias podem ser aplicadas nos problemas do mundo real, nos campos da
economia, da política, da medicina e da educação. Ele também apresenta práticas diárias que podem ser usadas pelos
leitores a fim de aplicar essa visão integral no seu dia-a-dia.”
Variedades da Experiência Científica
(Uma visão pessoal da busca por Deus)
Carl Sagan (1934-1996), 2006
O autor foi astrônomo, um dos mais notáveis divulgadores da Ciência e também crítico incansável das pseudociências.
COMPANHIA DAS LETRAS (2008), 302 pág.
“Este livro, coletânea póstuma das palestras sobre teologia natural proferidas pelo astrofísico Carl Sagan na Escócia em 1985,
proporciona ao leitor o privilégio de uma experiência íntima com o grande mestre da popularização da ciência. As páginas nos
levam aos auditórios lotados da Universidade de Glascow, onde Sagan discorreu sobre os bilhões e bilhões de mundos que existem
no universo, sobre os mistérios da Criação, sobre os equívocos provocados pela mente humana, sobre a busca da verdade, sobre sua
visão pessoal de Deus.
O autor de Contato, grande defensor do empenho para vasculhar o espaço à procura de vida inteligente, acreditava na
existência de seres superiores, e portanto não descartava Deus como hipótese. Sua ressalva, entretanto, era ao fato de as
religiões tradicionais basearem-se num conhecimento de quase 2 mil anos para fazer afirmações definitivas sobre questões que
fogem a sua alçada, como as ligadas à astronomia...”
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Desvendando o Arco-Íris
(Ciência, ilusão e encantamento)
Richard Dawkins, 1998
O autor formou-se pela Universidade de Oxford e deu aulas de zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. É
titular da cátedra de Compreensão Pública da Ciência de Oxford.
COMPANHIA DAS LETRAS (2011), 416 pág.
“Quando Richard Dawkins leu O mundo assombrado pelos demônios, de Carl Sagan, afirmou que aquele era um livro que
gostaria de ter escrito. Neste Desvendando o arco-íris ele dá prosseguimento à cruzada contra os obscurantismos de
todo gênero. Inspirando-se num poema de Keats, para quem Newton havia destruído o encanto do arco-íris ao decompô-lo no
prisma, Dawkins mostra ao leitor como uma compreensão verdadeiramente profunda da ciência pode constituir não uma inimiga,
mas uma aliada dos poetas, em sua busca de temas e inspiração. Explicar racionalmente um fenômeno, afirma, não significa,
em absoluto, despi-lo de sua beleza e fascínio.
Depois de apresentar os processos que levaram à dissecção do arco-íris em luz de diferentes comprimentos de onda, à teoria
do eletromagnetismo e à teoria da relatividade espacial, Dawkins investe com as armas do pensamento estatístico e da teoria
das probabilidades contra um tipo muito comum de charlatanismo : aquele que, partindo do pressuposto de que a ciência é
arrogante e não admite a própria ignorância, aponta um dedo acusador aos cientistas e, com a outra mão, realiza seus truques
de prestidigitação para enfiar a mão no bolso dos crédulos.
Do tema da mistificação circense dos ocultistas de plantão o autor passa ao tema da mistificação na ciência, denunciando os
efeitos danosos que a “má poesia” científica (como ele a chama) exerce não apenas sobre o público em geral, mas também nos
meios acadêmicos.
Nos últimos capítulos, Dawkins retoma e faz avançar seus temas diletos : explica de que modo a pressão da seleção natural se
dá no nível do gene, e não do organismo individual; como o DNA representa uma descrição codificada dos habitats ancestrais da
espécie; de que maneira a mente ordena o mundo sensível segundo padrões em grande parte predeterminados; e como a linguagem e
os “genes culturais” – os memes – podem ter disparado o gatilho de uma coevolução auto-alimentadora em nossa espécie, fazendo
de nós o que somos hoje.”
Golem, O (O que você deveria saber sobre ciência)
Harry Collins & Trevor Pinch, 1993
EDITORA UNESP, 255 pág.
NOTA : Livro interessantíssimo, com uma visão crítica da Ciência e do método científico.
Grandes Equações, As
Robert P. Crease, 2008
O autor é filósofo e historiador da ciência. Chefe do Departamento de Filosofia da Universidade de Stony Brook,
onde coordena o Trust Institute, assina a coluna mensal “Critical Point” da revista Physics World.
JORGE ZAHAR EDITOR (2011), 276 pág.
“Os primeiros seres humanos viviam sem equações e não precisavam delas. Não havia equações no Jardim do Éden, nem
na Árvore do Conhecimento. Não havia equações no paraíso sumério de Dilmun, nem tampouco no Ovo Cósmico que alguns
chineses acreditam ter sido usado por P’na Ku para dar origem ao mundo, ou em qualquer dos outros lugares descritos
nos mitos de criação. Os seres humanos nem tinham o conceito de equação. Este conceito é uma invenção humana, resultado
de nossos esforços para dar sentido ao mundo, E mais : os homens não acordaram certo dia e de repente decidiram que
iriam inventar as equações. A necessidade foi surgindo ao longo do tempo, e o conceito de equação, no sentido técnico-
científico, só apareceu muito mais tarde na história...”
NOTA : Texto excelente, que pode ser encarado como uma mini-história da Ciência, de Pitágoras a Schrödinger
e Heisenberg. Imperdível para quem gosta do tema “Ciência”, ou quer entender como ela funciona.
Rivalidades Produtivas
(Disputas e brigas que impulsionaram a ciência e a tecnologia)
Michael White, 2001
O autor é jornalista de divulgação científica, foi diretor de estudos científicos em Oxford, consultor do Discovery
Channel, editor da revista GQ e colunista do Sunday Express, e já escreveu diversas biografias de cientistas.
EDITORA RECORD, 543 pág.
<<<>>> <<<>>> Criptografia <<<>>> <<<>>>
Livro dos Códigos, O
(A ciência do sigilo – do antigo Egito à criptografia quântica)
Simon Singh, 1999
O autor é Ph.D. em Física pela Universidade de Cambridge.
EDITORA RECORD, 446 pág.
<<<>>> <<<>>> Estatística <<<>>> <<<>>>
Andar do Bêbado, O (Como o acaso determina nossas vidas)
Leonard Mlodinow, 2008
O autor tem doutorado em Física pela Universidade da Califórnia, Berkeley, e hoje ensina as teorias da aleatoriedade no
Instituto de Tecnologia da Califórnia. Já escreveu para a televisão, tendo colaborado com séries famosas como Star Trek :
The Next Generation. É vice-presidente de Tecnologias Emergentes e Pesquisa e Desenvolvimento na Scholastic Inc.
JORGE ZAHAR EDITORA, 261 pág.
“...Mais do que uma visão geral sobre aleatoriedade, sorte e probabilidade, este livro oferece uma nova maneira de ver o
mundo. E lembra que muitas coisas em nossas vidas são tão previsíveis quanto o próximo passo de um bêbado depois de uma
noitada...”
NOTA : Livro excelente, ótimo texto. Ao longo de dez capítulos, o autor explica os conceitos básicos do cálculo das
probabilidades e conta a história da matemática dos eventos aleatórios.
Freakonomics (O lado oculto inesperado de tudo que nos afeta)
Steven D. Levitt & Stephen J. Dubner, 2005
EDITORA CAMPUS, 254 pág.
“FREAKONOMICS levanta esta premissa heterodoxa : se a moralidade representa o modo como gostaríamos que o mundo
funcionasse, a Economia representa o modo como ele realmente funciona. É verdade que os leitores vão tirar deste
livro enigmas e histórias para entreter interlocutores em muitas festas, mas FREAKONOMICS traz mais que isso. Ele
redefine a maneira como encaramos o mundo.”
SuperFreakonomics
(O lado oculto do dia a dia)
Steven D. Levitt & Stephen J. Dubner, 2009
EDITORA CAMPUS, 247 pág.
“O ramo da Economia que trata de questões como inflação, recessões e choques financeiros é a macroeconomia. Quando a
economia vai bem, os macroeconomistas são exaltados como heróis; quando não, levam boa parte da culpa. Em ambos os casos,
as manchetes se concentram neles.
Mas depois de ler SuperFreakonomics, você descobrirá que existem os microeconomistas, como Steven D. Levitt e
Stephen J. Dubner, que questionam o convencional, explorando o lado oculto de tudo, e fazem perguntas não só difíceis, mas
também inesperadas, como :
* O que é mais perigoso : dirigir ou andar a pé bêbado ?
* Porque prostituta de rua é como Papai-Noel de shopping ?
* Porque os médicos não lavam as mãos ?
* Qual é a melhor maneira de pegar um terrorista ?
* Será que a televisão provocou aumento na criminalidade ?
* O que os furacões, os ataques cardíacos e as mortes em rodovias têm em comum ?
* As pessoas são motivadas por altruísmo ou por egoísmo ?
* Quem cria mais valor ? O cafetão ou o corretor de imóveis ?
* Comer carne de canguru pode salvar o planeta ?"
<<<>>> <<<>>> Física <<<>>> <<<>>>
Ano Miraculoso de Einstein, O (Cinco artigos que mudaram a face da física)
John Stachel, 1998
O autor é professor de física e diretor do Center For Einstein Studies da Universidade de Boston.
EDITORA UFRJ, 222 pág.
“Depois de 1905 – o ano miraculoso de Einstein – a física nunca mais seria a mesma. Naqueles doze meses, Einstein quebrou
muitas convicções científicas em cinco grandes ensaios que o colocariam na posição de principal físico do mundo. E pela
primeira vez um livro traz esses ensaios em formato acessível. A introdução de John Stachel explica seu desenvolvimento e
sua significância histórica...”
NOTA : Mesmo sendo os cinco artigos de difícil leitura, principalmente devido à pesada matemática envolvida, o
livro vale a pena porque cada artigo é precedido de ótimos comentários e explicações feitos pelo autor do livro, John
Stachel, que aliás é professor. Os artigos são :
Artigo 1 : Uma nova determinação das dimensões moleculares.
Artigo 2 : Sobre o movimento de pequenas partículas em suspensão dentro de líquidos em repouso, tal como exigido pela
teoria cinético-molecular do calor.
Artigo 3 : Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento.
Artigo 4 : A inércia de um corpo depende de seu conteúdo de energia ?
Artigo 5 : Sobre um ponto de vista heurístico a respeito da produção e transformação da luz.
Criação Imperfeita
(Cosmo, Vida e o Código Oculto da Natureza)
Marcelo Gleiser, 2010
O autor é físico e professor de Filosofia Natural e de Física e Astronomia no Dartmouth College, onde dirige um grupo
de pesquisa em física teórica. Participa com freqüência de documentários para a TV no Brasil e no exterior.
EDITORA RECORD (2010), 366 pág.
“Às vezes, para enxergarmos mais longe, temos que olhar por cima dos muros que nos cercam. Durante milênios, magos e
filósofos, crentes e céticos, artistas e cientistas vêm tentando decifrar o enigma da existência, convencidos de que a
incrível diversidade do mundo natural tem uma origem única, que a tudo engloba. A essência dessa busca é a convicção de
que, de alguma forma, tudo está interligado, de que existe uma unidade conectando todas as coisas. Para representar esta
unidade, a maioria das religiões invoca uma entidade divina que transcende os limites do espaço e do tempo, um ser com
poderes absolutos que criou o mundo e que controla, com maior ou menor arbítrio, o destino da humanidade. Todos os dias,
bilhões de pessoas vão a templos, igrejas, mesquitas e sinagogas dedicar preces ao seu Deus, a fonte de todas as coisas.
Não muito longe dos templos, em universidades e laboratórios, cientistas tentam explicar as várias facetas do mundo
natural a partir de uma noção surpreendentemente semelhante : que a aparente complexidade da Natureza é, na verdade,
manifestação de uma unidade profunda em tudo o que existe.
Neste livro, veremos que a crença numa teoria física que propõe uma unificação do mundo material – um código oculto da
Natureza – é a versão científica da crença religiosa na unidade de todas as coisas...”
NOTA : Texto excelente, em que o autor faz uma crítica do pensamento científico, começando por origens filosóficas
e religiosas desde a Antiguidade. Imperdível.
Física de Jornada nas Estrelas, A
Lawrence M. Krauss, 1995
O autor é professor de Física e Astronomia no Ambrose Swasey e chefe do Departamento de Física da Universidade
Case Western Reserve.
MAKRON BOOKS DO BRASIL EDITORA (1996), 151 pág.
“...Como o universo de Jornada nas Estrelas se encaixa no universo real ? Descubra os erros e acertos científicos
dos criadores do seriado neste fascinante guia escrito por um renomado físico teórico.
Qualquer um que já se tenha perguntado “Mas isso pode mesmo acontecer?” obterá explicações úteis sobre o universo de
Jornada nas Estrelas (e também sobre o mundo real da Física) através deste interessante e acessível guia. O autor
vai audaciosamente onde Jornada nas Estrelas foi – e até mais além. Ele utiliza o futuro de Jornada nas
Estrelas como uma plataforma de lançamento para discutir os temas atuais da Física moderna. De Newton a Hawking,
de Einstein a Feynman, de Kirk a Picard, Krauss o levará a uma viagem ao mundo da física tal como o conhecemos e tal como
ele um dia poderá ser.
Com um prefácio escrito pelo mais famoso Trekker (e único bit-jogador da Nova Geração) Stephen Hawking, e incluindo
uma seção sobre os dez maiores erros de Jornada nas Estrelas selecionados por ganhadores do Prêmio Nobel de física e
outros Trekkers dedicados, este é um volume que acrescenta toda uma nova dimensão a seu prazer de assistir à série
e de apreciar o universo em que vivemos.”
NOTA : O livro é excelente, mas pessoas não familiarizadas com a série terão certa dificuldade com as citações
do texto.
Fundamentos de Física Conceitual
Paul G. Hewitt, 2009
ARTMED EDITORA (2009), 439 pág.
NOTA : Muito bom, indicado para consultas rápidas sobre qualquer tópico de Física.
Grande Projeto, O
(Novas respostas para as questões definitivas da vida)
Stephen Hawking e Leonard Mlodinow, 2010
EDITORA NOVA FRONTEIRA, 150 pág.
“Quando e como surgiu o universo ? Por que estamos aqui ? Por que existe algo em vez de nada ? Por que as leis da natureza
se alinharam de tal forma que permitisse a existência de seres como nós ? E, afinal, o “grande projeto” do nosso universo
seria a evidência de um Criador benevolente operando as engrenagens – ou será que ciência oferece outra explicação ? Em seu
novo livro, Stephen Hawking e Leonard Mlodinow apresentam as teorias científicas mais recentes envolvendo os mistérios do
universo, numa linguagem compreensível e marcada tanto pelo brilhantismo quanto pela simplicidade.”
NOTA : O livro é interessante, mas no todo, decepcionante para uma parceria do calibre Hawking/Mlodinow. Não é nada
que se compare ao “O Tecido do Cosmo”, também nesta lista. E o argumento de que o conhecimento científico torna obsoleto
o conceito de um Deus criador já é muito batido e nem abalaria qualquer teólogo.
Veja mais sobre o livro : Criação Sem Criador
Tao da Física, O
(Um paralelo entre a Física Moderna e o Misticismo Oriental)
Fritjof Capra, 1975, 1983
O autor é físico e teórico de sistemas.
EDITORA PENSAMENTO – CULTRIX (2010, 26ª. Edição), 274 pág.
“Este livro analisa as semelhanças – notadas recentemente, mas ainda não discutidas em toda a sua profundidade – entre
os conceitos subjacentes à física moderna e as idéias básicas do misticismo oriental. Com base em gráficos e em
fotografias, o autor explica de maneira concisa as teorias da física atômica e subatômica, a teoria da relatividade e
a astrofísica, de modo a incluir as mais recentes pesquisas, e relata a visão de um mundo que emerge dessas teorias
para as tradições místicas do Hinduísmo, do Budismo, do Taoísmo, do Zen e do I Ching.
O autor, que é pesquisador e conferencista experiente, tem o dom notável de explicar os conceitos da física em linguagem
acessível aos leigos. Ele transporta o leitor, numa viagem fascinante, ao mundo dos átomos e de seus componentes,
obrigando-o quase a se interessar pelo que está lendo. De seu texto, surge o quadro do mundo material não como uma máquina
composta de uma infinidade de objetos, mas como um todo harmonioso e “orgânico”, cujas partes são determinadas pelas
suas correlações...”
NOTA : Imperdível. Além da instigante idéia de comparar conceitos fundamentais da Física atual com idéias das várias
correntes do misticismo oriental, Fritjof Capra consegue explicar com extrema clareza as difíceis proposições da Física
Relativística e da Física Quântica, nada ficando a dever em qualidade de texto aos saudosos Isaac Asimov e Carl Sagan.
Tecido do Cosmo, O (O espaço, o tempo e a textura da realidade)
Brian Greene, 2004
O autor graduou-se na Universidade Harvard e doutorou-se na Universidade de Oxford. Em 1990 tornou-se professor da
Faculdade de Física de Cornell e, em 1995, recebeu o título de professor catedrático. Em 1996, transferiu-se para a Universidade
Columbia, onde hoje é professor de física e matemática. Foi convidado para palestras em mais de 25 países e é responsável por
importantes descobertas da teoria das supercordas. Seu primeiro livro, "O Universo Elegante", foi finalista do Prêmio Pulitzer.
COMPANHIA DAS LETRAS (2008), 652 pág.
“Desde que Copérnico nos ensinou que não é o Sol que gira ao redor da Terra, e sim o contrário, nossa crença em um mundo simples,
ordenado e previsível tem sofrido os mais duros golpes. Em O Tecido do Cosmo, Brian Greene, um dos físicos mais importantes
da atualidade, discorre sobre os grandes temas da cosmologia através de uma viagem pelo universo que nos faz olhar a realidade de
maneira completamente diferente.
O espaço é uma abstração humana ou uma entidade física ? Porque o tempo tem uma direção ? O universo existiria sem o espaço e o
tempo ? O que foi que explodiu no Big-Bang ? Podemos viajar rumo ao passado ? Tomando como guia os conceitos de espaço e tempo,
Greene nos conduz ao princípio do mundo e ao futuro mais remoto; às especulações e descobertas de grandes nomes da física como
Newton e Einstein; aos limites extremos do universo observável e ao mundo infinitamente pequeno das flutuações quânticas, onde
tudo parece se dissolver. Para explicar o Big-Bang, o autor também nos mostra os últimos desenvolvimentos da teoria das supercordas
e da Teoria-M, que pretendem chegar a um consenso sobre o comportamento de todas as coisas que existem, da menor partícula ao maior
buraco negro.”
NOTA : Texto excelente, um magnífico panorama da Física e Cosmologia atuais.
Universo Elétrico
(A impressionante história da eletricidade)
David Bodanis, 2005
EDITORA RECORD (2008), 291 pág.
“Em Universo Elétrico, David Bodanis explica as forças maravilhosas que conhecemos como eletricidade e apresenta
os virtuoses da ciência que descobriram os seus segredos.
Durante séculos, a eletricidade foi vista como pouco mais que uma propriedade curiosa de certas substâncias que soltavam
faíscas quando em atrito. Então, na década de 1790, Alessandro Volta deu início à investigação científica que proporcionou
uma explosão de invenções. Aquela força até então inconseqüente revelou-se responsável por tudo, desde a estrutura do
átomo até o funcionamento do nosso cérebro...”
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Montanha de Moluscos de Leonardo da Vinci, A
Stephen Jay Gould (1941-2002), 1998
O autor foi professor de zoologia e de geologia em Harvard e curador da seção de paleontologia invertebrada do
Museu de Zoologia Comparada da mesma universidade. Escreveu mais de 20 livros.
COMPANHIA DAS LETRAS, 511 pág.
NOTA : Livro excelente, com 21 ensaios sobre História Natural.
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Ciência de Leonardo da Vinci, A
Fritjof Capra, 2007
O autor é físico e teórico de sistemas.
EDITORA PENSAMENTO - CULTRIX, 368 pág.
“...O meu objetivo é apresentar uma visão coerente do método científico e das realizações do grande gênio da Renascença
e avaliá-las da perspectiva do pensamento científico atual. Estudar Leonardo dessa perspectiva não apenas nos permitirá
reconhecer na sua ciência um corpo sólido de conhecimento, mas também mostrará porque ele não pode ser entendido sem
sua arte, nem sua arte sem a sua ciência...
...Tendo estudado em vários de meus livros anteriores as contrapartes modernas à abordagem de Leonardo, conhecidas hoje
como teoria da complexidade e teoria dos sistemas, percebi que já era hora de estudar os cadernos de notas de Leonardo
seriamente e avaliar seu pensamento científico da perspectiva dos mais recentes avanços da ciência moderna.”
Leonardo da Vinci
Kenneth Clark (1903-1983), 1939
O autor publicou vários livros sobre artes visuais, foi membro honorário do Royal Institute of British Architects e da
Royal Academy of Arts. Foi um dos mais famosos historiadores de arte.
EDIOURO PUBLICAÇÕES (2002), 333 pág.
“Poucos artistas renascentistas foram tão brilhantes e polêmicos quanto Leonardo da Vinci. Mesmo assim, sua capacidade
criadora só passou a ser mais bem compreendida depois do lançamento de Leonardo da Vinci, de Kenneth Clark.
Publicado pela primeira vez em 1939, seu conteúdo mantém-se igualmente vigoroso e atual nos dias de hoje. Ricamente
ilustrado, habilmente redigido, o livro mudou a perspectiva da crítica de arte do seu tempo e continua sendo considerado
uma leitura obrigatória para a introdução à vida e à obra do genial mestre da Renascença...”
Leonardo : o Primeiro Cientista
Michael White, 2000
O autor é jornalista de divulgação científica, foi diretor de estudos científicos em Oxford, consultor do
Discovery Channel, editor da revista GQ e colunista do Sunday Express, e já escreveu diversas biografias de
cientistas.
EDITORA RECORD, 361 pág.
“...Mestre em anatomia, zoologia, botânica, engenharia, urbanismo, Leonardo foi um exímio pesquisador de ótica,
hidráulica, equipamentos militares, projetista de instrumentos tão variados como o aqualung, o telescópio e o
pára-quedas.
...Com esta biografia o autor revela mais que a trajetória do artista que melhor encarnou a idéia “Homem da Renascença”.
Mostra a amplitude do talento e das investigações de Leonardo explorando o extraordinário legado de suas pesquisas,
minuciosamente anotadas e ilustradas, perdidas por dois séculos depois de sua morte em 1519...”
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Alice no País dos Enigmas
Raymond Smullyan, 1982
O autor é um renomado matemático e lógico, é professor de filosofia da Universidade de Indiana e da City University of
New York. Suas diversas obras incluem volumes de lógica de entretenimento e problemas matemáticos, estudos de lógica
dedutiva em xadrez e coletâneas de ensaios filosóficos e aforismos.
JORGE ZAHAR EDITOR (2000), 191 pág.
“...Raymond Smullyan torna a lançar aqui seus fascinantes desafios, recriando com maestria o universo de Carrol. Não
apenas os personagens falam e se comportam exatamente como os originais; também os jogos de palavras, os problemas de
lógica e metalógica (lógica da lógica) e os complexos paradoxos filosóficos são típicos do criador de Alice.
Lidando o tempo todo com o nonsense e a lógica, esses enigmas nos aproximam prazerosamente do mistério da vida, da
dificuldade de distinguir verdadeiro e falso, real e irreal. À medida que avançamos na leitura, tomamos mais consciência
das peças e dos encaixes que compõem esse grande quebra-cabeça...”
NOTA : O livro é dividido em duas partes, “Enigmas do País das Maravilhas” (5 capítulos) e “A Lógica do Espelho”
(7 capítulos). No final são apresentadas as soluções para os enigmas dos capítulos 1 ao 11.
Almanaque das Curiosidades Matemáticas
Ian Stewart, 2008
O autor é professor da Warwick University, Inglaterra, é conhecido mundialmente por tornar a matemática mais popular,
em publicações como Scientific American - na qual tem uma coluna mensal -, Nature e New Scientist. Além disso, é consultor
da Encyclopaedia Britannica.
JORGE ZAHAR EDITOR (2009), 313 pág.
“Neste Almanaque das Curiosidades Matemáticas, o professor Ian Stewart oferece ao leitor um conjunto de pílulas de
conhecimento, em uma viagem que vai da explicação de por que não se pode dividir por zero e da história de Pitágoras (e
seu teorema) até exemplos simples da teoria da complexidade e da complexidade dos juros simples. Números de Fibonacci,
efeito borboleta e outros assuntos de que tanto ouvimos falar, nas mãos de Stewart ficam tão fáceis quanto as anedotas com
que ele pontua aqui e ali a narrativa.”
Deus É Matemático ?
Mario Livio, 2009
O autor é físico e matemático formado pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Ph.D. em Astrofísica. Chefe da divisão científica
responsável pelo telescópio espacial Hubble.
EDITORA RECORD (2010) , 347 pág.
“O Prêmio Nobel Eugene Wigner certa vez se perguntou sobre “a inexplicável efetividade da matemática” na formulação das leis da natureza.
Deus é matemático? investiga por que a matemática tem tanto poder. Desde os tempos antigos até o presente, cientistas e filósofos se
admiraram de como uma disciplina aparentemente tão abstrata era capaz de explicar perfeitamente o mundo natural. Mais que isso : a
matemática com freqüência faz previsões, por exemplo, sobre partículas subatômicas ou fenômenos cósmicos que eram desconhecidos à época,
mas que depois demonstraram ser verdadeiros. Afinal de contas, a matemática é inventada ou descoberta ? Se, como afirmava Einstein, a
matemática for “um produto do pensamento humano independente da experiência”, como é capaz de descrever com tanta exatidão, e até prever,
o mundo que nos cerca ?”
Equação Que Ninguém Conseguia Resolver, A
(Como um gênio da matemática descobriu a linguagem da SIMETRIA)
Mario Livio, 2005
O autor é físico e matemático formado pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Ph.D. em Astrofísica. Chefe da
divisão científica responsável pelo telescópio espacial Hubble.
EDITORA RECORD, 398 pág.
“Durante séculos uma equação atormentou os mais brilhantes matemáticos do mundo, que não conseguiam decifrá-la. A
tarefa parecia impossível, até que dois jovens prodígios, separadamente, descobriram que ela não poderia ser resolvida
pelos métodos tradicionais e revolucionaram a história da matemática. Eles eram o francês Évariste Galois (1811-32) e
o norueguês Niels Henrik Abel (1802-29). Além da genialidade, a trajetória dos dois teve outro ponto em comum: ambos
morreram jovens, de maneira trágica...
...Galois foi assombrosamente criativo e suas idéias mudaram a matemática de maneira profunda. O novo domínio criado
por ele, a teoria dos grupos (linguagem matemática que descreve a essência das simetrias e explora suas propriedades),
expandiu-se muito além dos limites da matemática pura e entrou no reino das artes visuais, música, física e onde quer
que simetrias possam ser encontradas. A simetria permeia objetos e conceitos que vão desde os tapetes persas às
moléculas da vida; da música de Bach à escolha do parceiro ideal para se casar; da Capela Sistina à cobiçada
“Teoria de tudo” e flocos de neve...”
Janela de Euclides, A (A história da geometria, das linhas paralelas ao hiperespaço)
Leonard Mlodinow, 2001
O autor tem doutorado em Física pela Universidade da Califórnia, Berkeley, e hoje ensina as teorias da aleatoriedade no
Instituto de Tecnologia da Califórnia. Já escreveu para a televisão, tendo colaborado com séries famosas como Star Trek :
The Next Generation. É vice-presidente de Tecnologias Emergentes e Pesquisa e Desenvolvimento na Scholastic Inc.
GERAÇÃO EDITORIAL (2010), 295 pág.
“...Das descobertas de Euclides, na Antiguidade, à teoria das cordas e do hiperespaço, Mlodinow vai descortinando as
sucessivas descobertas da humanidade, desde o momento em que alguém começou a medir um terreno para cobrar impostos, ou o
próprio país, para definir suas fronteiras, até que a humanidade se descobriu medindo a Terra e o Universo...”
Mistério do Alef, O (A Matemática, a Cabala e a procura do infinito)
Amir D. Aczel, 2000
EDITORA GLOBO (2003), 218 pág.
“No fim do século XIX, um brilhante matemático consumia-se em um asilo. Sua maior realização, resultado de uma série de
saltos intuitivos, foi o entendimento pioneiro da natureza do infinito. Esta é a história de Georg Cantor : como ele
chegou às suas teorias e as repercussões do seu trabalho, cujas conseqüências dão forma ao nosso mundo...”
“...O trabalho desconcertante e profundamente filosófico de Cantor tem suas raízes nos matemáticos da Grécia antiga e na
numerologia judaica, conforme a obra mística conhecida como Cabala. Cantor usou o termo alef - a primeira letra do
alfabeto hebraico, com todas as associações místicas concomitantes - para se referir ao número misterioso resultante da
soma dos números inteiros positivos. Ele não é o último número positivo porque...não existe último. É o número definitivo
do qual estamos sempre nos aproximando : assim como, por exemplo, não existe última fração antes do número um.”
No Mundo dos Números
Isaac Asimov, 1959
Sobre o autor :
www.fantasticfiction.co.uk/a/isaac-asimov
LIVRARIA FRANCISCO ALVES EDITORA (1983), 144 pág.
“Uma das ciências exatas mais importantes é a matemática. No Mundo dos Números apresenta-a ao leitor
da forma mais simples e compreensível.
Isaac Asimov é um mestre na explicação informal e, apesar de suas abordagens freqüentemente não-convencionais,
deixa o leitor com sólidas noções do significado e aplicação dos números.
Iniciando pela mais simples contagem dos dedos, segue pela utilização do ábaco, onde os números ocupam um lugar
físico, e chega ao sistema decimal. Apresenta os logaritmos e até mesmo os números imaginários e finaliza em
diversas fronteiras da matemática com uma discussão sobre o infinito e um conceito de um infinito de infinidades.”
Razão Áurea
(A história de Φ, um número surpreendente)
Mario Livio, 2002
O autor é físico e matemático formado pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Ph.D. em Astrofísica. Chefe da
divisão científica responsável pelo telescópio espacial Hubble.
EDITORA RECORD, 333 pág.
“Mario Livio conta neste livro a história e os mitos sobre o número Φ (fi), ou 1,6180339887...Esta curiosíssima
relação matemática, conhecida universalmente como “razão áurea”, ou “proporção divina”, foi definida por Euclides há
mais de dois mil anos, em virtude de sua importância na construção do pentagrama, símbolo a que se atribuiu propriedades
mágicas. Desde então a razão áurea mostrou-se propensa a aparecer em uma variedade de suportes: espirais das conchas de
moluscos, pétalas de girassóis, cristais ou formas de galáxias de bilhões de estrelas. Estudiosos de psicologia
investigam se a razão áurea seria a mais prazerosa proporção estética existente...
...Razão Áurea relata curiosidades sobre uma série de personalidades fixadas no Φ (fi). Começa com os pitagóricos,
defensores da tese de que esta proporção revelaria segredos de Deus. Passa pelo astrônomo Johannes Kepler, que
considerava esse número um dos maiores tesouros da geometria, e por pensadores medievais como o matemático Leonardo
Fibonacci de Pisa, autor da famosa seqüência Fibonacci. Livio também explora o encantamento de mestres da arte moderna
como Debussy, Le Corbusier, Béla Bartók e matemáticos contemporâneos. Com um guia apaixonado pela história das idéias
como Mario Livio, mesmo os que detestam números podem experimentar os prazeres das descobertas científicas. Seu trabalho
é uma prova viva, como demonstrou Galileu, de que o universo é realmente “escrito” na linguagem da matemática.”
Solução de Poincaré, A (em busca da forma do Universo)
Donal O’Shea, 2007
O autor é professor de matemática, diretor do corpo docente e presidente de assuntos acadêmicos do Mount Holyoke
College, em Massachussets. É especialista em topologia e geometria das singularidades do espaço multidimensional.
EDITORA RECORD (2009), 348 pág.
“Henri Poincaré, um gigante entre os matemáticos dos séculos XIX e XX, transformou a então nascente área da Topologia
- que estuda as propriedades das formas geométricas - num campo poderoso, essencial a toda a matemática e física modernas.
E nos legou um problema que trata da forma do Universo e que se encontra no centro da Topologia e Geometria. Concebida em
1904, a conjectura de Poincaré resistiu aos esforços de gerações de matemáticos para prová-la ou negá-la...”
sua significância histórica...”
NOTA : A Conjectura de Poincaré foi provada em novembro/2002 pelo matemático russo Grigori Yakovlevich Perelman
(1966-), que apresentou uma demonstração da Conjectura da Geometrização de Thurston (a Conjectura de Poincaré é um caso
particular). Mas ele não se preocupou em publicar formalmente a sua solução, apenas a colocou na Internet sem qualquer
destaque. Por esse motivo seu mérito demorou a ser reconhecido pelo mundo acadêmico. Recusou todas as honrarias e
vantagens advindas do seu trabalho, como a Medalha Fields (2006) e o prêmio de 1 milhão de dólares oferecido pelo
Instituto Clay de Matemática de Cambridge (2010).
Último Teorema de Fermat, O
Simon Singh, 1997
O autor é Ph.D. em Física pela Universidade de Cambridge.
EDITORA RECORD, 324 pág.
“Eu descobri uma demonstração maravilhosa, mas a margem deste papel é muito estreita para contê-la.” Com esta anotação
incompleta, feita em 1637 no livro Aritmética, de Diofante, o matemático francês Pierre de Fermat, que morreu antes de
descrever seu teorema, lançava o desafio que iria confundir e frustrar os matemáticos mais brilhantes do mundo por
mais de 350 anos...
...O Último Teorema de Fermat é a história da busca épica para resolver o maior problema de matemática de todos os
tempos. Um drama humano de grandes sonhos, brilho intelectual e extraordinária determinação.
Em 1993 o matemático Andrew Wiles , após sete anos de trabalho sigiloso, anunciou a sua demonstração para o teorema.
No entanto havia uma falha, que lhe exigiu mais quatorze meses de estudos para ser resolvida, e só em 1995 a solução
definitiva foi alcançada."
NOTA : Mas Wiles usou recursos matemáticos ainda não disponíveis no século XVII, portanto o mistério permanece : a
solução vislumbrada por Fermat era válida ? E se era válida, qual é essa solução ?
A série de ficção científica “STAR TREK – A Nova Geração”, cujos eventos se passariam no século XXIV, foi produzida de
1987 a 1994. Em um de seus episódios, o último teorema de Fermat é mencionado como não tendo ainda sido resolvido !
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Cem Bilhões de Neurônios (Conceitos Fundamentais de Neurociência)
Roberto Lent, 2002/2003
O autor é professor titular do Departamento de Anatomia, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal do
Rio de Janeiro.
EDITORA ATHENEU (2003, edição revista e atualizada), 698 pág.
“...Outra originalidade desta obra, que merece ser destacada, tem suas prováveis raízes nas atividades de divulgação de
ciência da carreira do autor. Ao longo do texto, à guisa de uma pausa para permitir a consolidação do aprendizado, há breves
textos (Quadros) referentes ao que acabou de ser exposto, numa linguagem menos técnica, mais de divulgação.” (do Prefácio
pelo Dr. Carlos Eduardo Rocha-Miranda, Vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências.
NOTA : Trata-se de uma obra de referência, magnificamente ilustrada, com um texto bastante técnico mas ainda acessível a
leitores leigos. Indicada para quem deseja se aprofundar nas bases da Neurociência. O livro é dividido em cinco partes :
Neurociência Celular, Neurociência Sensorial, Neurociência dos Movimentos, Neurociência dos Estados Corporais e Neurociência
das Funções Mentais. Edição formato 28 x 20,5 cm, capa dura.
Cérebro Executivo, O (Lobos Frontais e a Mente Civilizada)
Elkhonon Goldberg, 2001
O autor é Ph.D., divide seu tempo entre a prática clínica de neuropsicologia, pesquisa em neurociência cognitiva
e ensino ao redor do mundo. Ele vive na cidade de Nova York.
IMAGO EDITORA, 282 pág.
“Neste livro, Elkhonon Goldberg explora a parte do cérebro que define a identidade de cada um de nós; que abriga as
ambições, a personalidade, a essência de cada um. A moléstia neurológica pode resultar na perda da linguagem, memória,
percepção ou movimento. Contudo, a essência do indivíduo, o cerne da personalidade, geralmente permanece intacta.
Tudo isso muda quando a moléstia ataca os lobos frontais. O que é perdido, então, não é mais um atributo da sua mente.
É a sua mente, seu cerne, seu eu. Os lobos frontais são as mais especificamente humanas de todas as estruturas do
cérebro e desempenham um papel crítico no sucesso ou fracasso de qualquer empenho humano. Este trabalho irá demonstrar
que nenhuma outra perda cognitiva se aproxima da perda das funções executivas com o grau de devastação que o
acometimento dos lobos frontais provoca na mente e no self de uma pessoa.”
Muito Além do Nosso Eu
Miguel Nicolelis, 2011
O autor nasceu em São Paulo, em março de 1961. Formou-se em medicina e doutorou-se pela Universidade de São Paulo. Em
1989, determinado a desvendar as leis fisiológicas que regem a interação entre grandes populações de neurônios, mudou-se
para os Estados Unidos. Desde 1994 está à frente de um grande laboratório na Universidade de Duke, o Duke’s Center for
Neuroengineering, base física das avançadas experiências com implantes de microeletrodos neurais em macacos que o tornaram
conhecido no mundo todo. É também professor de neurociência na mesma universidade. Suas pesquisas foram publicadas na
Nature, na Science e em inúmeras outras revistas científicas. A Scientific American o elegeu um dos vinte cientistas mais
influentes do mundo. Membro das Academias de Ciências do Brasil e da França e da Pontifícia Academia das Ciências em Roma,
é fundador e diretor científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra, entidade dedicada
ao fomento da pesquisa científica de ponta e ao desenvolvimento educacional e socioeconômico de Rio Grande do Norte e da
região nordeste do Brasil.
COMPANHIA DAS LETRAS (2011), 534 pág.
“Imagine um mundo onde as pessoas usam computador, dirigem seus carros e se comunicam através do pensamento. Um mundo em
que os paraplégicos podem voltar a andar e em que os males de Parkinson e Alzheimer são controlados. A humanidade está prestes
a cruzar mais uma fronteira do conhecimento em direção à compreensão do imenso poder do cérebro, um conhecimento que poderá
ser aplicado com grande proveito nas áreas de saúde e tecnologia.
Em Muito Além do Nosso Eu, o premiado e internacionalmente reconhecido neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis
torna acessível uma das áreas mais fascinantes e promissoras da pesquisa científica, seja em termos dos impactos que promete
para a própria construção do conhecimento, seja em termos sociais. Ele nos explica como o cérebro cria o pensamento e a noção
que o ser humano tem de si mesmo – e como isso pode ser incrementado com o auxílio de máquinas – e fala de um futuro tecnológico
em que as visões catastrofistas dão lugar ao otimismo e à esperança.”
NOTA : Excelente texto, mas certas partes são talvez um pouco técnicas demais para o público em geral. O autor fornece
uma ótima visão da moderna Neurociência e de suas possibilidades.